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Os P J P - Pianistas de Jazz Portugueses
São tantos os que se entretiveram entre as pretas e as brancas que renovo o meu pedido de desculpas caso me falhe algum, ou alguns... Agradeço ao Ivo Mayer, ao Manuel Guimarães, ao André Sarbib e ao António Curvelo a paciência que dedicaram em meu auxílio. As situações cronológicas têm uma precisão relativa e servem apenas para situarmos épocas.
Anos 40 /50
Gérard Castello-Lopes foi o grande introdutor do Boogie Woogie em Portugal e um dos responsáveis pelo aparecimento de Ivo Mayer, irmão de Augusto Mayer, que repartia as suas actuações com os programas da manhã do Artur Agostinho e com o Hot Club de Portugal. Os engenheiro do Técnico formaram um agrupamento "Excêntricos do Ritmo", onde participaram os pianistas Manuel Menano e Mereus Fernandes, este arquitecto. Tavares Belo participou em sessões no café Chave D'Ouro, quem não recorda as sonoridade peculiar das suas orquestras. Mário Simões e Andrade Santos tornaram-se muito conhecidos na época. O café Guarani, no Porto, assistiu a inúmeras actuações da orquestra Caravan, com Olímpia Batista no piano.
Anos 50/60
A Madeira deu duas pérolas, Tony Amaral e Helder Martins. Roger Sarbib, pai de André Sarbib, viveu muitos anos no Funchal e foi um dos percursores das Big Bands em Portugal. Helder Reis foi um dos mais notáveis pianistas da época e criou um estilo próprio de imitar o trinado da guitarra. José Luís Tinoco conciliou sempre o instrumento com a composição, escrevendo algumas das mais belas canções portuguesas. Jorge Machado continua em grande forma, enquanto Vasco Henriques e António José Veloso, tiveram e continuam a ter prestações mais amadoras, muito devido às obrigações profissionais. O Porto também recorda Jorge Walter Behrend.
Anos 60/70
O Porto dá cartas nesta época. Paulino Garcia, um músico habituado às Big Bands, actualmente dirige um curso de jazz no Conservatório do Porto. Miguel Graça Moura e Pedro Osório, cedo trocaram a Invicta pela capital. Alberto Sousa Pinto (Bétó Sousa Pinto) foi um defensor das pequenas formações. José Nóvoa, recentemente desaparecido foi um pianista de referência. André Sarbib e Miguel Braga, os eternos companheiros, foram os primeiros pianistas a gravarem para a Numérica. Justiniano Canelhas e Jorginho, pianista do Thilo's Combo, marcavam presença em Lisboa, enquanto Jorge Lima Barreto se aventurava nas novas músicas improvisadas, utilizando os pianos preparados, verdadeira inovação para a época.
Anos 70/80
António Pinho Vargas distinguiu-se dos restantes pianistas, construindo uma carreira discográfica sem paralelo. Embora nascidos noutras paragens, Marcos Resende e Kevin Hoidale vieram trazer a sua experiência e ficaram por cá. Emílio Robalo fez parte do trio Araripa, liderado por Zé Eduardo, e Pedro Mestre dividia-se entre o sax e o piano. João Paulo foi pianista de serviço do Hot Club e veio a influenciar Mário Laginha. Carlos Azevedo de Lisboa, João Maurílio, Carlos Santos e Sérgio Gomes, foram pianistas que se destacaram. De Braga vieram dois músicos de eleição, Manuel Beleza e José Sarmento, infelizmente desaparecido da família musical.
Anos 80/90
O Porto volta novamente ao ataque com três nomes de primeiro plano, Paulo Gomes, Carlos Azevedo e Pedro Guedes. Paulo tem três discos no mercado, com Fátima Serro e a Trupe Vocal, dirige o Paulo Gomes N'Tet. Carlos e Pedro dirigem há cerca de três anos a Orquestra de Jazz de Matosinhos. Carlo Morena è italiano e ficou apaixonado por Lisboa, cidade onde António Neves da Silva e António Palma têm raízes. O grande nome desta geração é sem dúvida Bernardo Sassetti, o mais internacional pianista de jazz nacional.
Anos 90 e princípio do século XXI
Filho do contrabaixista Nuno Gonçalves, Rodrigo Gonçalves é o pianista de referência da nova geração. Helena Caspurro vem relembrar que depois de Olímpia, nenhuma outra pianista apareceu na história do jazz nacional. Filipe Melo e Rui Caetano são os mais jovens pianistas e com muito talento a despontar. No Porto, Hugo Raro, mantém-se fiel a Hermeto Pascoal e à sua peculiar abordagem musical. Ruben Alves marca a diferença pelos caminhos que opta e pela música que cria.
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