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Obra da Casa Mortuária de Perafita arranca em Setembro “Um desejo que tem 30 anos”
Tem um prazo de execução de 10 meses e surge depois de muito tempo de espera. Perafita vai ter, finalmente, uma Casa Mortuária. Por enquanto, foi, apenas, ainda lançada a primeira pedra. A obra, em si, arrancará no início de Setembro e vem concretizar uma ambição antiga dos perafitenses. “Este é um desejo que tem 30 anos, uma obra que vem estando nos planos de actividade da Junta e da Câmara há muito tempo”, lembrou o presidente da Junta de Freguesia de Perafita. Rui Lopes assistiu, juntamente com o presidente da Câmara e com o pároco da freguesia, ao lançamento da construção da Casa Mortuária de Perafita e mostrou a sua satisfação pela concretização de um momento tão ansiado. “Hoje, é um dia particularmente emocionante para quem passou pela Junta e eu sou só a ponta do iceberg”, confessou o autarca. A obra resulta da associação entre a Câmara, a Junta de Freguesia e a Paróquia, mas a gestão ficará, segundo afirmaram, a cargo da Junta. Realizado pelos arquitectos municipais, Rui Nunes da Silva e Luís Miranda, o projecto pretende colocar um ponto final nas necessidades dos perafitenses a este nível, já que a actual capela se situa dentro do cemitério, e surge num terreno adjacente à Travessa Silva Aroso. À semelhança das igrejas antigas, a nova capela assentará num grande eixo organizador central com entrada a poente e uma cruz no fundo de um lago biológico a nascente e, porque se irá situar num local morfologicamente agrícola, terá um carácter adaptado à paisagem natural envolvente, com a utilização de granitos, água e muitos outros elementos naturais. “Nós precisávamos de melhorar urbanisticamente todo este local e a capela vem trazer aqui uma mais valia do ponto de vista arquitectónico extremamente interessante”, salientou o presidente da Câmara. Guilherme Pinto lembrou que o difícil neste projecto foi encontrar a localização, mas não teve dúvidas em afirmar que a empreitada irá trazer ao local muitos benefícios: “Permitirá que, depois da capela feita, se estenda para a criação de um espaço público na envolvente que irá até ao centro social. Um espaço público que irá ser agora também modelado, que continuará a ser propriedade da paróquia, que será vigiado e regulado pela paróquia, já que, tratando-se de uma zona com forte carácter religioso pretendemos manter uma utilização muito serena e apropriada. Espero, também, que a paróquia avance, depois, com a ampliação das instalações para a terceira idade, um processo que a Câmara também está a acompanhar”. Guilherme Pinto aproveitou, ainda, a ocasião para fazer um balanço do trabalho que tem sido desenvolvido na freguesia e lembrou, entre outros, a recuperação por inteiro dos jardins do Bairro da Guarda, a conservação desse mesmo bairro e, por isso, assumiu a certeza de que, “até ao final do próximo ano, o centro de Perafita poderá vir a conhecer uma visão completamente diferente”. “Porque a minha estratégia visa, também, a qualificação dos espaços centrais das freguesias. Temos de ter uma estratégia para o concelho e outra para qualificar os pontos importantes das freguesias, porque é a partir daí que temos de irradiar qualidade”, frisou. O presidente da Junta relembrou, ainda, a requalificação do centro de saúde, provisório há 24 anos, e a instalação de condições no edifício da Junta e do centro de saúde que permitem a mobilidade a pessoas com dificuldades motoras e concluiu: “Estamos a dar passos fundamentais no sentido da qualidade de vida dos cidadãos. Conseguimos, finalmente, colocar Perafita num patamar onde já devia estar há mais de 10, 15 anos”.
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