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Arquivo: Edição de 20-02-2008

SECÇÃO: Desporto


Futebol - Senhorenses perdem em casa com o… último classificado
Assim, fica tudo mais difícil...

AF Porto – Divisão de Honra
Complexo desportivo do S.Hora, em Matosinhos
Árbitro: Vítor Costa
Senhora Hora, 1 - Ermesinde, 2
Senhora da Hora: Figueiras; Carneiro, Leandro, Paulo Alberto e Nuno Santos (Igor, 32); Nelson, Joel e Ricardo; Teixeira (Nandinho, 62), Pereira e Hugo TR: Lourenço Miguel

Ermesinde: Nogueira; Vieira, Paulinho, Ricardo e Marcos; Tiago, Hélio e Dani; Flávio, Nélson (Gabi, 59 (João Oliveira, 90) e Isaac (Costinha, 70)
TR: Tiago Ribeiro

Ao intervalo: 1-2
Marcadores: Flávio (15), Isaac (21) e Hugo (30)
Disciplina: Cartão amarelo a Dani (24), Hugo (27), Teixeira (49) e Marcos (50). Cartão vermelho directo a Igor (75) e Nelson (79)
A época complicada que o Senhora da Hora está a viver parece não ter fim à vista. A lutar pela manutenção, os comandados de Lourenço Miguel perderam uma excelente oportunidade de conquistar três preciosos pontos frente ao último classificado, o Ermesinde, e vêem a sua tarefa complicar-se ainda mais. É que se já não bastassem as muitas ausências com que a equipa partiu para este jogo, a formação comandada por Lourenço Miguel vai ficar privada de mais dois jogadores, em virtude de terem sido expulsos neste encontro.

Falhas de Figueiras complicaram
Aliadas a todas estas dificuldades, o Senhora da Hora debateu-se com o fraco rendimento do seu guarda-redes que em dois remates…sofreu dois golos. Figueiras mostrou-se muito intranquilo na baliza e, no espaço de seis minutos sofreu dois golos. Se no primeiro golo reparte as culpas com Paulo Alberto que ofereceu a bola ao avançado que prontamente rematou para a baliza, no segundo o guardião senhorense podia e devia ter feito muito mais do que sair em falso a um pontapé de canto do adversário.
Mesmo a perder por dois golos, o Senhora da Hora sentiu que os três pontos estavam perfeitamente ao alcance, pois sentia que do outro lado estava uma equipa limitada, que fazia da vontade e da garra atributos que disfarçavam a pouca qualidade que possuía.

Hugo devolve esperança
Quando conseguia colocar a bola junto ao solo e chegá-la jogável junto aos seus desequilibradores, o Senhora da Hora ia conseguindo com relativa facilidade acercar-se do alvo adversário, faltando-lhe aí alguma clarividência na fase de todas as decisões. Mas, numa das raras ocasiões em que construiu uma jogada com princípio, meio e fim, o Senhora da Hora chegou ao golo. Pereira rompeu pela lateral direita, arrancou o cruzamento para a cabeça de Teixeira que viu o seu remate ser interceptado por um defensor contrário, sobrando a bola para o oportuníssimo Hugo que rematou a contar.
O golo do extremo permitiu ao Senhora da Hora acalentar esperanças em inverter o rumo dos acontecimentos, tarefa essa que os seus jogadores tentaram com grande acutilância. No entanto, apesar das boas jogadas e movimentações que ia efectuando, o Senhora da Hora mostrou grande ansiedade e falta de discernimento no momento de atirar à baliza, inviabilizando todas as tentativas de alvejar com êxito o alvo adversário.

Expulsões arrasam aspirações
Com o tempo a passar e o resultado negativo a manter-se, o desespero ia-se apoderando do conjunto senhorense que passava a actuar muito coração e pouca razão. A cerca de quinze minutos do final do jogo, o descontrolo abateu-se mesmo por alguns jogadores do Senhora da Hora que reagiram com agressões a jogadores contrários. Igor e Nelson receberam ordem de expulsão e complicaram ainda mais a tarefa da equipa, que a jogar com menos duas unidades não conseguiu evitar a derrota.

Figura: Hugo
Empenhado do primeiro ao último minuto, o jogador senhorense foi o elemento que mais procurou levar o perigo junto à baliza do Ermesinde. Muito activo e disponível em todas as situações do jogo, foram dos seus pés que saíram as principais jogadas de perigo. Foi o autor do único golo da equipa.

“Faltou-nos qualidade”
Lourenço Miguel
“Tivemos duas desconcentrações que deram dois golos e a partir daí tudo se complicou. Jogámos desfalcados e com as expulsões que temos vindo a ter torna-se cada vez mais complicado ter soluções para que consigamos alcançar o nosso objectivo, mas continuo a acreditar que é possível atingi-lo. Não percebo o porquê destas situações a nível das arbitragens que nos têm expulsado jogadores injustamente. Os jogadores estavam alertados para a importância deste jogo, mas faltou-nos qualidade”.

Por: Norberto Sousa

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Edição de 03-02-2010
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