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Arquivo: Edição de 20-02-2008

SECÇÃO: Desporto


Ruben Saldanha cruzou e Amado desviou para a própria baliza
Autogolo resolve a partida

III Divisão Nacional
Jogo no Estádio do Padroense, no Padrão da Légua
Árbitro: Gaspar Fernandes (AF Braga)
Padroense, 1 - Rebordosa, 0
Padroense: Marco; Paulinho, Daniel, Tiago Madalena e Lobo; Vitinha, Sérgio (Portilho, 65), Castanho e Seabra; João e Ruben Saldanha (Armando 87) TR: Augusto Mata

Rebordosa: Castro; Cerqueira, Filipe (David, 62), Sandro e Fábio; Pilhas, Amado (Vitinha, 54), Silvério e Coluna; Pedro Oliveira (Isidro, 82) e Bezu
TR: Adriano Teixeira
Num jogo de grande importância, já que colocava frente-a-frente duas equipas que se encontram a disputar a qualificação para a segunda fase do Campeonato Nacional da III Divisão, o Padroense conseguiu levar a melhor sobre o Rebordosa, mas os seus ganhos não se limitaram a estes três pontos, já que praticamente todos os seus adversários directos perderam pontos nesta jornada. Assim, Oliveirense, Paredes, Serzedelo e Aliados contribuíram para que esta fosse uma jornada muito produtiva para o Padroense.

Marco inspirado
Augusto Mata apresentou em campo uma formação com o habitual 4x4x2, procurando uma circulação de bola intensa de modo a criar situações para os seus avançados concretizarem. Nos primeiros minutos da partida, foram mesmo os forasteiros que criaram algumas jogadas de grande perigo junto da baliza do Padroense, fruto de algum desacerto nas marcações por parte da defesa do Padroense, onde apenas um Marco muito inspirado conseguiu travar as avançadas dos visitantes.
Castanho e Seabra organizam
A pouco e pouco, o Padroense foi tomando conta do miolo do terreno, muito por culpa das prestações de Castanho e Seabra, que sistematicamente recuperavam com sucesso a posse de bola, servindo os seus colegas da dianteira, dando maior posse de bola ao Padroense e criando algumas situações de perigo para a baliza adversária.

Golo de ouro
Numa destas ocasiões aconteceu mesmo o golo do Padroense, quando Ruben Saldanha, talvez o melhor elemento em campo, cruza a bola tensa para o centro da área onde se encontrava João. O defesa Amado tenta interceptar o lance, mas acaba, inadvertidamente, por introduzir a bola no fundo das suas redes.

Ocasiões em catadupa
Nessa altura, assistiu-se a período de domínio por parte dos locais, que dispuseram de uma série de situações de golo iminente, primeiro por João e por Ruben Saldanha, que remataram para defesa apertada do guardião do Rebordosa. Depois, Sérgio remata ligeiramente ao lado da baliza adversária e, por fim, Vitinha, depois de se desenvencilhar de um defesa, remata violentamente, vendo a bola travada por uma cabeçada de um atleta do Rebordosa, que, em virtude da potência do remate, acaba por cair desamparado no relvado, motivando a assistência pronta dos massagistas de ambas as equipas. O atleta acabou por recuperar momentos depois. Felizmente, foi só um susto...

Suado mas justo
No segundo tempo, o técnico do Rebordosa decidiu arriscar tudo por tudo, o que se por lado lhe permitiu ter um maior caudal ofensivo, originou por outro que o Padroense dispusesse de espaço para aproveitar saídas rápidas em contra-ataque, como foi o caso da situação em que João se consegue isolar e correr mais de trinta metros com a bola controlada, rematando para um defesa de recurso do guardião forasteiro.
A partida acabou por terminar com uma vitória justa do Padroense, mas muito suada dada a qualidade demonstrada pelo Rebordosa.
No próximo domingo, o Padroense recebe no seu estádio o S. Pedro da Cova, não podendo o treinador Augusto Mata contar com Duarte, ainda a recuperar de lesão.

Figura: Ruben Saldanha
Depois de uma semana com três jogos na ilha da Madeira pela Selecção Nacional de Sub 20, e uma lesão no ombro, este promissor atleta arrancou uma exibição brilhante, apesar das suas limitações físicas, sendo dele o cruzamento para o autogolo de Amado.

Avançado muito cobiçado
João recusou Ucrânia
O Padroense esteve em vias de realizar o melhor negócio da sua história, com a transferência do avançado João para um clube da primeira divisão da Ucrânia. O jovem atacante, a grande figura da equipa, foi observado por empresários ucranianos e recebeu uma proposta para tentar uma aventura no estrangeiro, mas acabou por recusar a oferta, por entender não ser a melhor opção para a sua carreira.
A transferência do goleador iria render uma verba considerável para os cofres do Padroense, mas o goleador confia que pode dar o salto no final da época para uma equipa nacional e os responsáveis do Padroense compreenderam a sua decisão.

Vasco Pinho

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Edição de 16-06-2010
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