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Leixões deu a volta, com “bis” de Jorge Gonçalves, mas Marcelão estragou a festa ao cair do pano Reviravolta por água abaixo
Liga (19.ª Jornada) Jogo no Estádio do Mar, em Matosinhos Árbitro: Pedro Proença (Lisboa) Leixões, 2 - Boavista, 2 Leixões: Beto; Filipe Oliveira, Elvis, Nuno Silva e Ezequias (João Moreira, 70); Bruno China, Jaime (Pedro Cervantes, 64) e Hugo Morais; Jorge Gonçalves, Roberto e Diogo Valente (Paulo Machado, 64) TR: Carlos Brito
Boavista: Peter Jehle; Bryan Angulo, Marcelão, Moisés e Gilberto Silva (Luís Loureiro, 77); Diakité, Fleurival e Jorge Ribeiro; Mateus (Zé Kalanga, 54), Charles Obi e Laionel (Hussaine, 62) TR: Jaime Pacheco
Ao intervalo: 0-0 Marcadores: Charles Obi (55), Jorge Gonçalves (73 e 80) e Marcelão (88) Disciplina: Cartão amarelo a Gilberto Silva (18), Laionel (20), Mateus (33), Marcelão (46), Charles Obi (51), Zé Kalanga (66) e Filipe Oliveira (90) Duelo intenso no Mar, com resultado claramente a saber a pouco para o Leixões, que fez um tremendo esforço para minimizar os estragos do golo de Charles Obi, no início da segunda parte. Com as entradas de Paulo Machado e Pedro Cervantes, a equipa leixonense ganhou mais alma, mas foi só com o desvio do médio emprestado pelo F. C. Porto para o centro do terreno que o ataque leixonense produziu golos, com Jorge Gonçalves a vestir o papel de herói, apontando dois golos plenos de oportunidade. Quando se pensava que o Leixões iria festejar a quarta vitória na Liga, o central do Boavista, Marcelão, que esteve para assinar pelo Leixões, apontou o sexto golo no campeonato, estragando a noite leixonense. O Leixões, com Jaime no “onze” e Paulo Machado no banco, foi claramente superior ao Boavista na primeira parte. Assumiu as despesas, geriu o ritmo e jogou sempre mais próximo da baliza de Peter Jehle, guardião que esteve muito atento ao longo dos primeiros 45 minutos. O guarda-redes do Liechenstein defendeu livre directo de Jaime e anulou uma oportunidade de Roberto junto ao segundo poste, após passe de Diogo Valente. O Boavista apostou no contra-ataque e só produziu uma ocasião de relativo perigo, com Laionel, assistido por Jorge Ribeiro, a entrar na área e a disparar para uma intervenção atenta de Beto. A seguir, Jorge Gonçalves, de fora da área, rematou forte e colocado para mais uma defesa de Peter Jehle. Bola ao poste À passagem dos 30 minutos, o Leixões intensificou o ataque, tendo Jorge Gonçalves, na sequência de uma confusão na área, atirado a bola ao poste, tendo, depois, Bruno China recargado de cabeça, com a defesa axadrezada a aliviar o esférico. O Leixões carregava, mas, até ao intervalo, o nulo iria manter-se. Na segunda parte, a equipa forasteira foi a primeira a marcar, com Charles Obi a estrear-se a marcar na Liga, num lance em que foi mais rápido que os defesas e rematou a bola que foi cair aos seus pés. O Leixões intranquilizou-se, sentiu-se tensão dentro e fora das quatro linhas, mas a verdade é que o Boavista não aproveitar este factor, recuando demasiado cedo no terreno.
Trocar o “chip” A perder, Carlos Brito mexeu nas pedras, mas manteve o mesmo sistema. Entraram Paulo Machado, que encostou à faixa direita do ataque, e Pedro Cervantes que jogou no miolo. Saíram Diogo Valente e Jaime. Os efeitos não foram imediatos e foi preciso arriscar tudo, com o treinador leixonense a optar por sacrificar Ezequias, que estava a fazer um bom jogo, para lançar João Moreira, passando, então, Paulo Machado para o centro do terreno. Foi o início da reviravolta. Roberto ganhou uma bola no meio-campo e entregou com classe a Paulo Machado que, igualmente, com excelente visão de jogo, assistiu Jorge Gonçalves para o golo do empate. O Leixões estava transfigurado e, logo a seguir, chegou mesmo à vantagem, com Jorge Gonçalves a dar sequência a um cruzamento longo de Pedro Cervantes. Foram sete minutos à… Leixões.
Não estava nos planos… A festa estava montada, a vitória (que seria mais que justa) parecia estar garantida. Mas não. Marcelão, o central-goleador do Bessa, gelou o Estádio do Mar, aproveitando mais um ressalto, após cruzamento de Hussaine, para empatar a partida. Assim, o Leixões viajou da euforia à decepção. O empate, o 11º da época, sabe a pouco, mas quem joga assim tem razões para estar confiante num futuro feliz. O árbitro, Pedro Proença, realizou um trabalho positivo, embora tenha deixado por mostrar alguns cartões aos jogadores do Boavista, que abusaram do jogo duro. Mais de 30 faltas durante 90 minutos é dose...
Figura: Jorge Gonçalves Correu, lutou, sofreu e marcou. Fazendo lembrar um cavaleiro de armadura inquebrável, resistiu ao massacre (entradas duras) de que foi alvo e ainda teve forças para marcar dois golos que deixaram os adeptos em perfeito delírio. Já na primeira parte, tinha ameaçado, com um remate ao poste, atingindo o auge no segundo tempo. O “loirinho” do Mar merecia mais, tanta a abnegação e espírito de conquista que coloca em cada lance. Indiscutivelmente, um jogador à Leixões.
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