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Arquivo: Edição de 06-02-2008

SECÇÃO: Desporto


Infesta foi quem mais jogou, mas a vitória sorriu ao Caniçal
Eficácia insular ditou leis

II Divisão Nacional

Infesta, 1 Caniçal, 2

Jogo no Estádio Moreira Marques, em S. Mamede de Infesta
Árbitro: António Baptista (Portalegre)

Infesta
Bruno; Orlando, Rui Jorge, Vitinha e Laranjeira; Augusto, Edson e Paulinho (Bruninho, 75); Camarinha (Magno, 56), Júlio e Sergi (Vicente, 46)
TR: Manuel António

Caniçal
Thiago; Celsinho, Rui Manuel, Bruno e Nivaldo; Daniel, Nini (Alexandre, 75) e Edgar (Julinho, 52); Valter, Cláudio (Paulinho, 89) e Wandersson
TR: Flávio Neves

Ao intervalo: 0-1
Marcadores: Wandersson (29), Valter (51) e Bruninho (87)

Disciplina
Cartão amarelo a Daniel (15), Camarinha (50), Cláudio (50), Vitinha (78), Alexandre (84) e Paulinho (90). Cartão vermelho a Edson (38).

Numa tarde típica de Inverno onde um dilúvio caiu em S. Mamede, o Infesta foi inundado por uma eficácia avassaladora do Caniçal que se revelou mortífero nas oportunidades de que dispôs. A tarde foi aziaga para a formação mamedense que além do tremendo aproveitamento adversário em termos ofensivos teve que actuar mais de uma hora em inferioridade numérica num relvado que se apresentava em más condições, dificultando o normal rendimento dos jogadores.

Expulsão de Edson condicionou

Consciente da importância deste embate, o Infesta entrou no jogo muito dinâmico e empreendedor, tomando por completo o controlo da partida, criando algumas situações de perigo junto ao alvo contrário. Porém, contra a corrente do jogo, e na primeira vez em que chegou à baliza de Bruno, o Caniçal inaugurou o marcador por intermédio de Wandersson.
A desvantagem no jogo era completamente injusta para aquilo que o Infesta tinha produzido, situação que viria a ser piorada com a expulsão de Edson após derrubar um contrário que seguia isolado para a baliza. Mesmo com menos uma unidade o conjunto mamedense continuou a comandar a partida, mas sem conseguir grandes oportunidades para alvejar as redes contrárias.

Uns a jogar, outros a marcar

A segunda parte do encontro veio de encontro aquilo que se tinha passado na etapa inicial. Era o Infesta que jogava, mas quem marcava era o Caniçal. Após um contra ataque conduzido pelo recém-entrado Julinho, Valter emendou junto ao segundo poste um cruzamento do seu companheiro para marcar o segundo golo da equipa madeirense.
Com as contas do jogo a ficarem muito complicadas, o Infesta passou a jogar mais com o coração do que com cabeça, arriscando tudo no ataque. Ainda assim, conseguiu reduzir a desvantagem por intermédio de Bruninho, golo que revelou insuficiente para evitar a derrota.

Figura
Rui Jorge - Seguro
Destacou-se durante todo o jogo pela segurança que evidenciou na defensiva mamedense. Esteve sempre muito concentrado e determinado, tendo impedido o avolumar do marcador nos últimos minutos numa altura em que os seus companheiros estavam todos balanceados no ataque.

Manuel António – Treinador do Infesta
“Expulsão condicionou”

“É a triste sina de uma equipa que precisava de vencer. Fizemos uma boa primeira parte, mas na primeira vez em que o Caniçal chegou à nossa baliza fez golo que aliado à expulsão de um jogador importante nos condicionou, até porque tínhamos dificuldades a nível de soluções. Na segunda parte, sofremos um golo logo no começo e com muito esforço ainda conseguimos reduzir, mas sem conseguir chegar ao empate”

Resultados da formação
Juniores
Diogo Cão - Infesta, 0-4
Juvenis
Lixa - Infesta, 0-7
Iniciados
Infesta - Coimbrões, 4-1
Escolas
Infesta - Pedrouços, 0-1



Por: Joaquim Sousa

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Edição de 16-06-2010
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