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Arquivo: Edição de 06-02-2008

SECÇÃO: Desporto


Leça Balio - Mau jogo numa partida onde não existiu futebol na segunda parte
Sem ponta de inspiração

AF Porto – I Divisão

Gulpilhares, 1 Leça Balio, 0

Jogo no Estádio do Pedroso
Árbitro: Roberto Marques (AF Porto)

Gulpilhares: Vítor; China, Luís, Ricardo e Rui (Marco); Sílvio, Leonardo, Hélder e Batata (André); Julu e Cirilo (Cardoso)

Leça Balio: André Pinto; Nunes, Paulão (Nico), Saraiva e Pascoal; Feliciano (Nuno Madureira), André Ferreira e Hermínio (Tiago); Carlitos, César e Vítor Hugo

Ao intervalo: 1-0
Marcador Julu (34)
Disciplina: Cartão vermelho a Ricardo (50), Hélder (75) e Saraiva (80)

Esperava-se um bom jogo entre duas equipas posicionadas acima do meio da tabela, mas as condições do terreno de jogo aliadas às circunstâncias da partida que registou três expulsões, resultou num péssimo jogo de futebol e numa segunda parte que teve muito pouco tempo útil de jogo.

Atenções redobradas

Revelando um conhecimento prévio do opositor, o Leça do Balio tentou anular as peças fulcrais do Gulpilhares, nomeadamente: Julu, o possante avançado é o ponto de referência do jogo atacante gaiense e é possuidor de uma grande capacidade de jogar de costas para a baliza; e Batata, o móbil avançado cria grandes desequilíbrios através da sua velocidade e técnica e funciona como primeiro apoio a Julu.
Estes dois jogadores foram alvo de atenções redobradas pela defensiva baliense e o jogo decorria sem grandes situações de golo de parte a parte, notando-se desde cedo uma certa dificuldade da equipa baliense em sair a jogar no seu estilo próprio de futebol apoiado, revelando grandes dificuldades em segurar a bola e em colocá-la jogável para os próprios colegas.

Bolas paradas decisivas

O Gulpilhares não conseguia soltar-se da teia montada pelo Leça do Balio e todas as tentativas de ataque em lance de futebol corrido eram anulados com maior ou menor dificuldade pelos defesas balienses que não pensavam duas vezes na hora de sacudir a bola para longe da área.
No entanto, a equipa da casa aproveitou os lances de bola parada para criar grande perigo e, assim, estar mais próxima do golo. Foi assim num livre lateral que Julu desvia de cabeça para uma defesa de recurso de André Pinto; e, já perto do intervalo, num livre à entrada da área que o guardião baliense desvia para canto com uma defesa vistosa; pelo meio, aos 34 minutos, o golo solitário da partida como não poderia deixar de ser, na sequência dum lance de bola parada, no caso, um pontapé de canto que Julu correspondeu com uma cabeçada indefensável.
 
Reacção com pouco futebol

A segunda parte trouxe um Leça do Balio mais decidido a mudar o rumo dos acontecimentos, especialmente em colocar maior pressão junto do último terço do terreno de jogo e, aos 50 minutos, a equipa gaiense sofria um forte revés: bola lançada em profundidade por Paulão para Vítor Hugo que já se preparava para isolar quando Ricardo, o capitão visitado, corta o lance com a mão.
O Gulpilhares reduzido a dez unidades e o Leça do Balio cada vez mais pressionante mas, apesar de terem conquistado quatro cantos praticamente consecutivos, os matosinhenses criaram maior perigo em lances de bola corrida, primeiro através dum excelente remate de Carlitos correspondido com uma grande defesa do guarda-redes gaiense e, depois, por Vítor Hugo após se ter desenvencilhado de dois defesas contrários e, de pé esquerdo, ter enviado a bola em arco um pouco acima da trave da baliza.
A faltar um quarto-de-hora, o Gulpilhares ficou reduzido a nove jogadores após dupla admoestação da cartolina amarela mas, pouco depois, Saraiva receberia também ordem de expulsão.

Muito anti-jogo

A segunda parte da partida fica marcada pelo constante anti-jogo da equipa visitada que, após a expulsão de Ricardo, usou e abusou de todos os «esquemas» para perder tempo, inclusive, num pontapé de baliza que chegou a ter três jogadores gaienses para marcar o livre, à medida que iam sendo admoestados com amarelo. Decisões do trio de arbitragem sem intervenção no resultado final da partida mas muito complacente com anti-jogo da equipa local.

Figura

André Pinto – Segurança
De regresso à titularidade, o experiente guarda-redes exibiu-se a um bom nível. Com uma defesa de recurso e uma grande intervenção para canto ainda na primeira parte, o guarda-redes baliense evitou que a sua baliza fosse violada mais cedo.

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Edição de 16-06-2010
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