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I Divisão - Leça do Balio não se conseguiu adaptar ao estado do relvado Escorregadela baliense
Num encontro que prometia ser um bom espectáculo, onde estavam frente-a-frente duas equipas que são conhecidas por gostarem de praticar um futebol agradável e que se encontram tranquilamente instaladas na primeira metade da tabela classificativa, os maiatos adaptaram-se melhor às condições do terreno. A forte intempérie que se abateu sobre o terreno de jogo instantes antes do seu começo tornou o relvado impraticável.
Fase de adaptação Os primeiros minutos da partida foram de total adaptação às condições de terreno. Muitos passes errados, muitos lances inconsequentes e muitas paragens de jogo por faltas cometidas, algumas vezes, de modo muito perigoso. Numa delas, Pontes esquece a bola e rasteira por trás Vítor Hugo quando este já ia lançado para o último terço do terreno, num lance que nem o cartão amarelo foi mostrado ao jogador da casa. O Leça do Balio raramente conseguiu fazer o seu jogo envolvente, de pé para pé, apostando no futebol directo privilegiando a velocidade de Vítor Hugo ou Américo. Porém, o lance mais perigoso acabaria por resultar numa combinação perfeita entre César e Vítor Hugo, levando este à linha de fundo mas ao cruzar para trás não apareceu ninguém na área de finalização.
Balde de água gelada O jogo caminhava para o intervalo sem grandes notas de referência. O Castelo da Maia atacava mais, tinha mais tempo a posse de bola, mas nem por isso dava a entender que estivessem perto de inaugurar o marcador. Mas, aproveitando uma certa displicência da defensiva baliense que permite, já em tempos de desconto da primeira parte, Bruno apareceu solto no coração da área para enviar a bola para o fundo das redes, levando os maiatos em vantagem para o intervalo.
Quem não marca... A segunda parte trouxe um Leça do Balio com a mesma atitude mas com mais vontade de jogar a bola junto à relva, tentando ignorar o mau estado do terreno de jogo que à medida que o tempo ia passando ficava em piores condições. A pressão aumentava e na jogada mais bonita do encontro, Hermínio em excelente posição não dá o melhor seguimento de cabeça a um cruzamento de César. O golo baliense adivinhava-se e quando o técnico maiato já se preparava para colocar em campo mais um defesa, o Castelo da Maia aumenta a vantagem por intermédio de Chiquinho que aproveitou da melhor forma a descompensação da defesa contrária. Cinco minutos volvidos, o Castelo da Maia arruma a decisão dos três pontos apontando o terceiro golo num lance em que ficou patente a dificuldade de adaptação dos balienses ao terreno de jogo com passes mal feitos e escorregadelas pelo meio.
Golo de honra O Leça do Balio nunca virou a cara à luta e procurou até ao fim o melhor resultado possível, tendo sido premiado com o golo de honra já nos últimos minutos da partida por Hugo Almeida num toque subtil de cabeça após excelente livre cobrado por André Gonçalves. José Pacheco fez alinhar a seguinte equipa: Leça do Balio: André; Nunes, Paulão, Saraiva e Pascoal; Feliciano, Hermínio (Hugo Almeida) e Cris (André Gonçalves); Vítor Hugo, César e Américo (Carlitos).
Figura: Hugo Almeida O avançado foi chamado ao jogo numa altura em que a equipa já se encontrava em desvantagem, mas nem por isso deixou de acreditar que podia fazer a diferença. Com uma capacidade física invejável e dono de um potente remate, Hugo Almeida tentou agitar águas conseguindo o golo de honra da equipa baliense.
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