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Formação de Augusto Mata não se conseguiu adaptar ao relvado alagado Dilúvio afundou aspirações matosinhenses
III Divisão - Jogo no Estádio da Parteira Árbitro: Jorge Ferreira (Braga) Al. Lordelo, 3 - Padroense, 2 Aliados Lordelo: Adriano; Jorginho, Filipe, Maia e André; Montenegro, Nando (Luís, 90+2) e Bruno (Edu, 76), Nakata (Cláudio, 91), Pedrinho e Poeira TR: José Augusto
Padroense: Marco; Duarte (Moura, 60), Tiago Madalena, Daniel e Lobo; Paulinho, Castanho (Armando, 85), Vitinha (Ivo, 68) e Sérgio; Ruben Saldanha e João TR: Augusto Mata
Ao intervalo: 2-0 Marcadores: Bruno (5), Nando (26), Filipe (48), Ruben Saldanha (76) e Moura (87) Disciplina: Cartão amarelo a Castanho, (71), Poeira (73) e Maia (90) Na deslocação ao reduto dos Aliados de Lordelo, o Padroense deu uma parte de avanço à formação local e pagou por isso. Com um primeiro tempo muito abaixo do seu normal, o Padroense ainda se superiorizou na segunda parte, mas já não foi a tempo de anular os dois golos de desvantagem com que chegou ao intervalo.
Entrar a sofrer Com um relvado verdadeiramente alagado, onde só a intervenção dos bombeiros locais permitiu atenuar os muitos estragos que o dilúvio fez no terreno de jogo, o Padroense afundou-se por completo na primeira parte da partida. A formação de Augusto Mata não se conseguiu adaptar ao terreno de jogo que impossibilitava a equipa de jogar o esférico rente ao solo e viria a ser penalizada por isso. Por seu turno, os locais adaptaram-se melhor e saíram a ganhar com isso. Logo aos cinco minutos, o Aliados de Lordelo inaugurou o marcador por intermédio do Bruno, dando o melhor seguimento a um passe de Filipe. A reacção do Padroense ao golo sofrido não se fez esperar e, instantes depois, Ruben Saldanha ainda enviou a bola para o fundo das redes locais, contudo, o golo seria invalidado por um pretenso fora de jogo. As jogadas junto da área local iam-se sucedendo, mas a bola acabava sistematicamente por ficar presa numa poça de água, ou por vezes, em passes longos, bater no solo e acelerar a sua velocidade. Assistia-se nessa altura a um futebol muito musculado, directo, e sem ligação, contrariamente aquele que é praticado habitualmente pelos pupilos de Augusto Mata.
Marco traído pela água Aproveitando-se do Padroense estar a correr atrás do prejuízo, o Aliados consegue chegar ao segundo golo através de uma jogada de contra ataque em que Nando parecia não chegar ao esférico, mas que acabou por beneficiar do facto de a bola ficar presa numa poça de água para se antecipar ao guardião Marco, acabando por efectuar-lhe um remate em forma de chapéu, estabelecendo, assim, o resultado com que se haveria de chegar ao intervalo. Contudo, o Padroense dispôs ainda de um par de boas ocasiões antes da saída para as cabines, com destaque para o remate de Sérgio só parado por uma excelente defesa de Adriano e por um cruzamento em que Ruben Saldanha, livre de marcação, chega um tudo-nada atrasado para a emenda final.
Locais ainda tremeram O segundo tempo começou tal e qual como o primeiro, ou seja, com um golo dos locais no seguimento de uma bola parada. Desta feita, foi Filipe que, após alguma apatia dos defesas do Padroense, consegue chegar ao golo. Augusto Mata decidiu arriscar e retirou da partida um defesa e um médio, colocando no terreno mais dois avançados, o que acabou por criar uma maior pressão no último terço do terreno da formação visitada. Com esta opção, o Padroense acabou por chegar ao golo numa jogada em que Ruben Saldanha se consegue desenvencilhar de dois defesas e rematar para o primeiro golo do Padroense. Pouco depois foi Sérgio que conseguiu inventar espaço, efectuando um passe de morte, para a finalização sempre eficaz de Moura. O Padroense conseguia, assim, colocar-se a apenas um golo de diferença, e colocar pressão sobre a equipa local. Até ao final, o Padroense dispôs ainda de algumas jogadas de perigo, tendo na última jogada da partida, na sequência da cobrança de um livre no meio campo da equipa local, colocado toda a sua equipa na área adversária, incluindo Marco, mas de nada serviu, já que a bola acabou por se perder pela linha de fundo.
Figura: Castanho O capitão foi o verdadeiro pulmão da equipa. Com uma entrega ao jogo verdadeiramente notável esteve sempre disponível para ajudar o colectivo, lutando até à exaustão. Um jogo próprio para as suas características. Merecia melhor resultado.
Vasco Pinho
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