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Adversário até auto-golo fez, mas os leixonenses perderam-se em equívocos Viraram as costas à fortuna
Liga (15ª Jornada) Jogo no Estádio dos Barreiros, na Madeira Árbitro: Cosme Machado (Braga) Marítimo, 2 - Leixões, 1 Marítimo: Marcos; Ricardo Esteves, Ediglê, Gregory e Evaldo; Wénio, João Luiz, Djalma e Marcinho (Mossoró, 84); Édder Perez (Briguel, 39) e Bruno Fogaça (Kanu, 70) TR: Sebastião Lazaroni
Leixões: Beto; Filipe Oliveira, Elvis, Nuno Silva e Ezequias (Vieirinha, 50); Paulo Machado, Bruno China e Hugo Morais (Tales, 41); Jorge Gonçalves (Pedro Cervantes, 74), Roberto e Diogo Valente TR: Carlos Brito
Ao intervalo: 2-1 Marcadores: Bruno Fogaça (3), Ricardo Esteves (5 p.b.) e Gregory (23) Disciplina: Cartão amarelo a Hugo Morais (10), Gregory (23), Ricardo Esteves (24 e 36), Paulo Machado (55 e 71), Beto (86) e Filipe Oliveira (90+2); Cartão vermelho a Ricardo Esteves (36), Paulo Machado (71) e Nuno Silva (88) No fecho da última jornada da primeira volta, da Liga, o Leixões viajou até à Madeira para defrontar, o sempre complicado, Marítimo, no Estádio dos Barreiros. Face aos últimos resultados positivos e exibições, Carlos Brito apresentou, pela terceira vez consecutiva, o mesmo onze. O regresso, embora no banco, do avançado Nwoko, depois de ter recuperado de lesão, era uma das novidades na equipa matosinhense. Já a equipa madeirense foi forçada a algumas alterações, fruto das ausências de cinco habituais titulares: o defesa Antoine van der Linden, os médios Olberdam, Bruno e Fábio Felício lesionados e o avançado Makukula castigado foram cartas fora do baralho para Sebastião Lazaroni, que, para convocar 18 jogadores, teve de recorrer à equipa B.
Golos madrugadores O início foi intenso. Partida a grande velocidade, com as equipas a jogarem taco-a-taco e golo madrugador do Marítimo, logo aos três minutos, com Bruno Fogaça, de cabeça, a antecipar-se aos centrais e a cabecear para o fundo da baliza de Beto, após cruzamento da direita de Ricardo Esteves. A verdade é que os adeptos do Marítimo ainda festejavam o golo e o Leixões já empatava a partida, através de um auto-golo de Ricardo Esteves, aos seis minutos, após um cruzamento aparentemente inofensivo de Filipe Oliveira, que o lateral direito do Marítimo desviou para o fundo da baliza de um incrédulo Marcos. O espectáculo prometia.
Surpreendidos numa bola parada O Marítimo não acusou o golo e caiu em cima do adversário, através de arrancadas rápidas de Marcinho e Djalma. Numa dessas jogadas, Djalma ganhou um pontapé de canto, da direita, apontado por Marcinho a que o central Gregory, numa entrada fulgurante de cabeça, correspondeu da melhor forma, fazendo o segundo golo dos insulares, aos 22 minutos. Aos 36 minutos, Ricardo Esteves, que já tinha sido admoestado com um cartão amarelo aos 24 minutos, viu o segundo amarelo e consequente vermelho, ao atirar ostensivamente a bola ao solo, após uma falta cometida a meio campo, sobre Diogo Valente. Carlos Brito respondeu de imediato, colocando Tales em campo, dando maior pendor ofensivo à turma matosinhense. Contudo, foi o Marítimo que quase ampliava o marcador, ao finalizar o primeiro tempo, não fosse Beto ter defendido um cabeceamento de Gregory, com a bola ainda a embater na trave.
Vieirinha assustou Marcos Na segunda parte, o Leixões entrou transfigurado, tentando mudar o rumo dos acontecimentos. Aos 51 minutos, Roberto rematou para defesa fácil de Marcos e, depois, foi a vez de Tales rematar, mas muito por cima da barra. Paulo Machado, no minuto 67, num remate a mais de 30 metros ainda assustou Marcos, e o Marítimo apenas deu um ar de sua graça no minuto 75, quando Marcinho rematou para defesa fácil de Beto. No minuto seguinte, Vieirinha, na cobrança de um livre directo, esteve muito perto de marcar mas o pontapé livre saiu a poucos centímetros do poste direito da baliza de Marcos.
Paulo Machado e Nuno Silva expulsos Até final, o Leixões viu-se reduzido a nove elementos por expulsões de Paulo Machado (acumulação de amarelos) e Nuno Silva (vermelho directo) e nada mais conseguiu fazer para conquistar pelo menos um ponto. Feita a análise do jogo, o Leixões virou as costas à fortuna, acabando por ser inferior diante de um adversário que foi mais prático e eficaz. Uma imagem a limpar já no próximo fim-de-semana, quando a equipa leixonense se deslocar ao Estádio Luz, onde, no mínimo, se espera uma atitude diferente.
Figura: Roberto Não fez um jogo sublime, mas revelou-se um lutador incansável, sempre à procura de uma nesga de terreno para disparar à baliza. Segurou jogo e tentou criar espaços para os seus companheiros. Uma missão inglória e de grande sacrifício. Valeu a atitude.
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