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II Divisão - Má arbitragem dificultou regresso às vitórias da formação leceira Coração e muita alma
II Divisão Jogo no Estádio do Leça F.C., em Leça da Palmeira Árbitro: Paulo Rodrigues (Braga) Leça, 3 - Lourosa, 2 Leça: Fábio; Jerónimo, Fernando, Nuno Sousa e Cambey; Sérgio, Braga e Bruno (João Paulo, 71); Luís, Paulo Ferreira (Domingos, 90+2) e Wesllem TR: Jorge Madureira
Lourosa: Cobra; Materazzi, Carlos Filipe (Cândido, 60), Hélder e Cristiano; João Pinto, Pisco e Filipe Cardoso (Gil, 47); Rui Gomes, Hélder Calvino e Zé Américo (Diogo, 68) TR: Pedro Martins
Ao intervalo: 2-2 Marcadores: Rui Gomes (6 e 34, este de g.p.), Paulo Ferreira (9), Luís (32) e Jerónimo (74) Disciplina: Cartão amarelo a Bruno (15), Jerónimo (33), Zé Américo (38), Hélder (40) e Sérgio (90+2) Num excelente espectáculo de futebol, apenas ensombrado pela má exibição do árbitro Paulo Rodrigues, o Leça entrou a perder mas conseguiu mudar o rumo dos acontecimentos, levando a melhor sobre um Lusitânia de Lourosa que tudo fez para complicar a vida aos homens da casa. Já se esperava: ambiente quase desolador no estádio do Leça, para receber o Lusitânia de Lourosa, equipa que milita no último lugar da tabela e que se encontrava a oito pontos do conjunto matosinhense que, com um jogo a mais, se esforçava para manter-se no sétimo posto. Os adeptos, esses, imbuídos pelo espírito natalício, preferiram paragens mais consumistas.
Ausências importantes Os comandados de Jorge Madureira entraram para o terreno ainda sem alguns dos jogadores-chave desta equipa, casos de Couto e Luisão, a recuperarem a melhor forma física, e Madureira, que, depois de uma lesão muscular, se vê agora a contas com um problema no menisco. Equipados à “Celtic”, foram aos homens da casa que pertenceram as primeiras despesas do jogo diante de um Lourosa disposto a vingar a derrota sofrida, em casa, por 1-0.
Início com golos E os forasteiros começaram por pensar que essa vingança poderia mesmo acontecer, já que logo aos sete minutos surgiu o golo inaugural a favor dos forasteiros: Pisco, na direita, centrou rasteiro para a área e, sem oposição defensiva, Rui Gomes encostou para a baliza, facturando contra a corrente do jogo. A resposta dos donos do rectângulo não tardou e, dois minutos depois, o empate e a justiça foram restabelecidos graças a Wesllem que trabalhou pela direita, fintou um contrário e sentou o seguinte, cruzando finalmente para a cabeça de Paulo Ferreira que, como mandam as regras, introduziu o esférico na baliza.
Felicidade no remate de Luís O Leça procurava agora a “viradinha” no resultado e quase o conseguiu no lance seguinte, aos 11 minutos quando Sérgio serviu em profundidade um endiabrado Wesllem que se desenvencilhou de um adversário para rematar com força ao poste direito da baliza à guarda de Cobra. O jogo encontrava-se neste momento muito equilibrado, mas foi neste exacto período que o Leça chegou pela primeira vez à vantagem, por intermédio de Luís, que aproveitou um lance criado pela direita do ataque e depois de rematar ainda beneficiou do desvio provocado por um defesa adversário.
Árbitro protagonista Apesar do sinal mais do conjunto caseiro, o caricato aconteceu quando o juiz do encontro, Paulo Rodrigues, se quis assumir como protagonista da contenda, muito à semelhança do que havia já realizado no desafio com o Ribeira Brava, apontando uma grande penalidade, no mínimo, discutível, após corte de Jerónimo. Na marcação do castigo, Rui Gomes bisou e restabeleceu a igualdade. Mas o Leça de forma alguma esmoreceu e até final dos primeiros 45 minutos só a força das circunstâncias mantinham o jogo empatado.
Alívio no golo de Jerónimo À entrada do segundo tempo, o Leça mantinha a toada, buscando novamente a vantagem mas com o Lourosa sempre à espreita, buscando no contra-ataque a oportunidade para se adiantar de novo no marcador. Nesta altura, o conjunto de Madureira pecava por perder demasiadas bolas a meio-campo, mas, mesmo assim, ainda conseguiu criar algumas oportunidades, entre elas o golo da satisfação, obtido por Jerónimo aos 73 minutos, a corresponder a um canto superiormente marcado na esquerda por Braga. Era o alívio em Leça. E até final do jogo, quase só deu verde num desfecho que acabou na vitória daquela que foi a melhor equipa em campo.
Figura: Wesllem Com Braga sempre imperial e Jerónimo oportuno, a eleição foi difícil, mas o jovem extremo ganha a distinção, por ter participado em todos os lances de perigo do ataque leceiro. Forte a defender e criativo a atacar, esteve simplesmente endiabrado.
“Faltam jogadores essenciais” Jorge Madureira – Leça “Voltámos a demonstrar pouca consistência defensiva e isso podia-nos ter sido fatal. Ainda nos faltam jogadores essenciais na defesa. Respondemos bem, fomos à procura do golo mas o árbitro, mais uma vez, dificultou-nos os objectivos. Mas vencemos bem”.
Artur Santos
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