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Arquivo: Edição de 19-12-2007

SECÇÃO: Desporto


II Divisão - Má arbitragem dificultou regresso às vitórias da formação leceira
Coração e muita alma

II Divisão
Jogo no Estádio do Leça F.C., em Leça da Palmeira
Árbitro: Paulo Rodrigues (Braga)
Leça, 3 - Lourosa, 2
Leça: Fábio; Jerónimo, Fernando, Nuno Sousa e Cambey; Sérgio, Braga e Bruno (João Paulo, 71); Luís, Paulo Ferreira (Domingos, 90+2) e Wesllem
TR: Jorge Madureira

Lourosa: Cobra; Materazzi, Carlos Filipe (Cândido, 60), Hélder e Cristiano; João Pinto, Pisco e Filipe Cardoso (Gil, 47); Rui Gomes, Hélder Calvino e Zé Américo (Diogo, 68)
TR: Pedro Martins

Ao intervalo: 2-2
Marcadores: Rui Gomes (6 e 34, este de g.p.), Paulo Ferreira (9), Luís (32) e Jerónimo (74)
Disciplina: Cartão amarelo a Bruno (15), Jerónimo (33), Zé Américo (38), Hélder (40) e Sérgio (90+2)
Num excelente espectáculo de futebol, apenas ensombrado pela má exibição do árbitro Paulo Rodrigues, o Leça entrou a perder mas conseguiu mudar o rumo dos acontecimentos, levando a melhor sobre um Lusitânia de Lourosa que tudo fez para complicar a vida aos homens da casa.
Já se esperava: ambiente quase desolador no estádio do Leça, para receber o Lusitânia de Lourosa, equipa que milita no último lugar da tabela e que se encontrava a oito pontos do conjunto matosinhense que, com um jogo a mais, se esforçava para manter-se no sétimo posto. Os adeptos, esses, imbuídos pelo espírito natalício, preferiram paragens mais consumistas.

Ausências importantes
Os comandados de Jorge Ma­du­rei­­ra entraram para o terreno ain­da sem alguns dos jogadores-cha­ve des­ta equipa, casos de Couto e Lui­são, a recuperarem a melhor forma física, e Madureira, que, depois de uma lesão muscular, se vê agora a con­tas com um problema no me­nis­co.
Equipados à “Celtic”, foram aos ho­mens da casa que pertenceram as primeiras despesas do jogo diante de um Lourosa disposto a vingar a derrota sofrida, em casa, por 1-0.

Início com golos
E os forasteiros começaram por pensar que essa vingança poderia mesmo acontecer, já que logo aos sete minutos surgiu o golo inaugural a favor dos forasteiros: Pisco, na direita, centrou rasteiro para a área e, sem oposição defensiva, Rui Gomes encostou para a baliza, facturando contra a corrente do jogo. A resposta dos donos do rectângulo não tardou e, dois minutos depois, o empate e a justiça foram restabelecidos graças a Wesllem que trabalhou pela direita, fintou um contrário e sentou o seguinte, cruzando finalmente para a cabeça de Paulo Ferreira que, como mandam as regras, introduziu o esférico na baliza.

Felicidade no remate de Luís
O Leça procurava agora a “viradinha” no resultado e quase o conseguiu no lance seguinte, aos 11 minutos quando Sérgio serviu em profundidade um endiabrado Wesllem que se desenvencilhou de um adversário para rematar com força ao poste direito da baliza à guarda de Cobra.
O jogo encontrava-se neste momento muito equilibrado, mas foi neste exacto período que o Leça chegou pela primeira vez à vantagem, por intermédio de Luís, que aproveitou um lance criado pela direita do ataque e depois de rematar ainda beneficiou do desvio provocado por um defesa adversário.

Árbitro protagonista
Apesar do sinal mais do conjunto caseiro, o caricato aconteceu quan­do o juiz do encontro, Paulo Rodri­gues, se quis assumir como prota­go­nista da contenda, muito à se­melhança do que havia já reali­za­do no desafio com o Ribeira Bra­va, apontando uma grande penalidade, no mínimo, discutível, após corte de Jerónimo. Na marcação do castigo, Rui Gomes bisou e restabeleceu a igualdade. Mas o Leça de forma alguma esmoreceu e até final dos primeiros 45 minutos só a força das circunstâncias mantinham o jogo empatado.

Alívio no golo de Jerónimo
À entrada do segundo tempo, o Leça mantinha a toada, buscando novamente a vantagem mas com o Lourosa sempre à espreita, buscando no contra-ataque a oportunidade para se adiantar de novo no marcador. Nesta altura, o conjunto de Madureira pecava por perder demasiadas bolas a meio-campo, mas, mesmo assim, ainda conse­guiu criar algumas oportunidades, entre elas o golo da satisfação, obtido por Jerónimo aos 73 minutos, a corresponder a um canto superiormente marcado na esquerda por Braga. Era o alívio em Leça.
E até final do jogo, quase só deu verde num desfecho que acabou na vitória daquela que foi a melhor equipa em campo.

Figura: Wesllem
Com Braga sempre im­perial e Je­rónimo oportuno, a eleição foi di­fícil, mas o jovem extremo ganha a distinção, por ter participado em todos os lances de perigo do ataque leceiro. Forte a defender e criativo a atacar, esteve simplesmente endiabrado.

“Faltam jogadores essenciais”
Jorge Madureira – Leça
“Voltámos a de­mons­trar pouca con­sistência de­fen­siva e isso po­dia-nos ter sido fa­tal. Ainda nos fal­tam jogadores es­senciais na defesa. Respondemos bem, fomos à procura do golo mas o árbitro, mais uma vez, dificultou-nos os objec­tivos. Mas vencemos bem”.

Artur Santos

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Edição de 03-02-2010
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