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Número 11 leixonense fez a assistência para Roberto e marcou o segundo golo Exibição valente
Liga (13ª Jornada) Jogo no Estádio do Mar, em Matosinhos Árbitro: Paulo Pereira (AF Viana do Castelo) Leixões, 2 - U. Leiria, 1 Leixões: Beto; Filipe Oliveira, Elvis, Nuno Silva e Ezequias; Bruno China, Paulo Machado (Livramento, 87) e Hugo Morais; Jorge Gonçalves (Pedro Cervantes, 75), Roberto e Diogo Valente (Vieirinha, 81) TR: Carlos Brito
U. Leiria: Fernando; Éder, Éder Gaúcho, Hugo Costa e Laranjeiro (Faria, 45); Tiago, Alhandra e Toñito (Maciel, 60); Cadu Silva (João Paulo, 45), Paulo César e Sougou TR: Vítor Oliveira
Ao intervalo: 2-0 Marcadores: Roberto (3), Diogo Valente (26) e João Paulo (90+4) Disciplina: Cartão amarelo a Paulo César (34), Hugo Costa (39), Bruno China (72), Diogo Valente (80) e Éder Gaúcho (81); Cartão vermelho a Nuno Diogo (86) Tarde de gala no Estádio do Mar. O Leixões alcançou a segunda vitória na Liga, num jogo de extrema importância, já que defrontava um adversário directo. Vítor Oliveira, o treinador da subida, regressou à casa leixonense, agora na condição de adversário e, no final, saiu sem razões para sorrir, tendo reconhecido, com o realismo que o caracteriza, a superioridade leixonense durante os 90 minutos.
A todo o gás No regresso de Diogo Valente à competição, o Leixões entrou a todo o gás, chegando cedo ao golo. Filipe Oliveira recuperou a bola, lançando imediatamente Diogo Valente na direita que, com um cruzamento de trivela, permitiu a Roberto mergulhar, de cabeça, abrindo o activo. O primeiro já lá morava e o extremo esquerdo dava um cheirinho daquilo que ia ser a sua sublime exibição.
Beto atingido por Sougou O Leiria de Vítor Oliveira não encontrava meios para se sobrepor a um Leixões de rédea solta e prático. Roberto trabalhava como ninguém e Diogo Valente apresentava o seu cardápio de futebol total. Neste período, também Filipe Oliveira e Hugo Morais alicerçavam todo o jogo leixonense. A vencer e sem ver o adversário causar perigo, o susto maior para o Leixões veio através de Beto. O guardião, numa disputa de bola à entrada da sua área, foi atingido por Sougou, ficando extremamente queixoso no relvado. A equipa médica, de imediato, entrou em campo, e, por instantes, temeu-se o pior, mas, felizmente tudo não passou de um susto e pouco depois a baliza matosinhense já tinha o seu guardião apto.
Valente demolidor Estava à vista de todos, face à dinâmica que a equipa apresentava em campo: o segundo golo rondava a baliza de Fernando. Jorge Gonçalves, de cabeça, obrigou o número um do Lis a aplicar-se, mas, minutos depois, o guarda-redes nada pôde fazer perante a classe de Diogo Valente, que assinou o segundo tento da tarde. Filipe Oliveira aliviou uma bola desde a sua área, tendo o esférico caído nos pés do extremo, que furou por entre os centrais rumo à felicidade. O público gostava e a equipa controlava o jogo com serenidade. O Leiria, quase dizimado, não tinha argumentos para desbloquear a máquina leixonense. Para ilustrar o bloqueio leiriense, registe-se o único remate aos 44 minutos, com Alhandra a testar a atenção e reflexos de Beto.
Mais... Diogo Na segunda parte, o protagonista voltou a ser o mesmo. Vítor Oliveira fez entrar Faria e João Paulo, na tentativa de remediar o prejuízo, mas a tarde era do esquerdino emprestado pelo FC Porto. Depois de Sougou assustar Beto, com um remate ao lado, o canhoto voltou à carga. Primeiro, de cabeça, após assistência de Roberto, atirou ao lado, e depois, num remate cruzado, obrigou Fernando a nova intervenção de recurso.
A roçar a perfeição O jogo leiriense limitava-se a colocar a bola na área, situação que facilitou a acção dos centrais matosinhenses. Sem perigo para a sua defesa, cabia ao Leixões galvanizar-se e emoldurar a sua exibição. O futebol apresentado roçava os limites da perfeição, como atesta a jogada a envolver Filipe Oliveira, Diogo Valente e Roberto, que terminou com mais uma boa defesa de Fernando, o melhor do Leiria. O Leixões justificava o terceiro há muito tempo. Aos 77 minutos, outra vez Diogo Valente, a rasgar no peito, fazer a diagonal e a rematar com selo de golo, tendo a bola saído ligeiramente ao lado do poste.
Nuno Diogo expulso e golo fora de horas Na recta final, um “sururu” evitável, iniciado por Tiago e Hugo Morais, acabou por resultar na expulsão de Nuno Diogo (por palavras?), que até se encontrava sentado no banco de suplentes. Já nos descontos, Maciel aplicou a meia distância, Beto defendeu para a frente, segurou a primeira recarga de João Paulo, mas, à segunda, o ponta-de-lança introduziu mesmo a bola na baliza leixonense. Um golo fora do contexto que acabou por disfarçar as fragilidades leirienses e a superioridade evidenciada pelo Leixões. Arbitragem insegura no capítulo disciplinar.
Por:
Bruno Leite
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