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Arquivo: Edição de 19-12-2007

SECÇÃO: Desporto


Número 11 leixonense fez a assistência para Roberto e marcou o segundo golo
Exibição valente

Liga (13ª Jornada)
Jogo no Estádio do Mar, em Matosinhos
Árbitro: Paulo Pereira (AF Viana do Castelo)
Leixões, 2 - U. Leiria, 1
Leixões: Beto; Filipe Oliveira, Elvis, Nuno Silva e Ezequias; Bruno China, Paulo Machado (Livramento, 87) e Hugo Morais; Jorge Gonçalves (Pedro Cervantes, 75), Roberto e Diogo Valente (Vieirinha, 81)
TR: Carlos Brito

U. Leiria: Fernando; Éder, Éder Gaúcho, Hugo Costa e Laranjeiro (Faria, 45); Tiago, Alhandra e Toñito (Maciel, 60); Cadu Silva (João Paulo, 45), Paulo César e Sougou
TR: Vítor Oliveira

Ao intervalo: 2-0
Marcadores: Roberto (3), Diogo Valente (26) e João Paulo (90+4)
Disciplina: Cartão amarelo a Paulo César (34), Hugo Costa (39), Bruno China (72), Diogo Valente (80) e Éder Gaúcho (81); Cartão vermelho a Nuno Diogo (86)
Tarde de gala no Estádio do Mar. O Leixões alcançou a segunda vi­tó­ria na Liga, num jogo de extrema importância, já que defrontava um adversário directo. Vítor Oliveira, o treinador da subida, regressou à casa leixonense, agora na condição de adversário e, no final, saiu sem razões para sorrir, tendo reconhecido, com o realismo que o caracteriza, a superioridade leixonense durante os 90 minutos.

A todo o gás
No regresso de Diogo Valente à competição, o Leixões entrou a todo o gás, chegando cedo ao golo. Filipe Oliveira recuperou a bola, lançando imediatamente Diogo Valente na direita que, com um cruzamento de trivela, permitiu a Roberto mergulhar, de cabeça, abrindo o activo. O primeiro já lá morava e o extremo esquerdo dava um cheirinho daquilo que ia ser a sua sublime exibição.

Beto atingido por Sougou
O Leiria de Vítor Oliveira não encontrava meios para se sobrepor a um Leixões de rédea solta e prático. Roberto trabalhava como ninguém e Diogo Valente apresentava o seu cardápio de futebol total. Neste período, também Filipe Oliveira e Hugo Morais alicerçavam todo o jogo leixonense.
A vencer e sem ver o adversário cau­sar perigo, o susto maior para o Lei­xões veio através de Beto. O guar­dião, numa disputa de bola à en­trada da sua área, foi atingido por Sou­gou, ficando extremamente que­ixoso no relvado. A equipa mé­di­ca, de imediato, entrou em cam­po, e, por instantes, temeu-se o pior, mas, felizmente tudo não passou de um susto e pouco depois a baliza matosinhense já tinha o seu guardião apto.

Valente demolidor
Estava à vista de todos, face à di­nâ­mica que a equipa apresentava em campo: o segundo golo rondava a baliza de Fernando. Jorge Go­n­çal­ves, de cabeça, obrigou o nú­me­ro um do Lis a aplicar-se, mas, minu­tos depois, o guarda-redes nada pôde fazer perante a classe de Diogo Valente, que assinou o segun­do tento da tarde. Filipe Oliveira aliviou uma bola desde a sua área, tendo o esférico caído nos pés do ex­tremo, que furou por entre os centrais rumo à felicidade.
O público gostava e a equipa controlava o jogo com serenidade. O Lei­ria, quase dizimado, não tinha ar­gumentos para desbloquear a má­quina leixonense. Para ilustrar o bloqueio leiriense, registe-se o único remate aos 44 minutos, com Alhandra a testar a atenção e reflexos de Beto.

Mais... Diogo
Na segunda parte, o protagonista voltou a ser o mesmo. Vítor Oliveira fez entrar Faria e João Paulo, na tentativa de remediar o prejuízo, mas a tarde era do esquerdino emprestado pelo FC Porto.
Depois de Sougou assustar Beto, com um remate ao lado, o canhoto voltou à carga. Primeiro, de cabeça, após assistência de Roberto, atirou ao lado, e depois, num remate cruzado, obrigou Fernando a nova intervenção de recurso.

A roçar a perfeição
O jogo leiriense limitava-se a colocar a bola na área, situação que faci­litou a acção dos centrais ma­to­si­nhenses. Sem perigo para a sua de­fesa, cabia ao Leixões galvanizar-se e emoldurar a sua exibição. O futebol apresentado roçava os limites da perfeição, como atesta a jogada a envolver Filipe Oliveira, Diogo Valente e Roberto, que terminou com mais uma boa defesa de Fernando, o melhor do Leiria. O Leixões jus­tificava o terceiro há muito tem­po. Aos 77 minutos, outra vez Diogo Valente, a rasgar no peito, fazer a diagonal e a rematar com selo de golo, tendo a bola saído ligeiramen­te ao lado do poste.

Nuno Diogo expulso e golo fora de horas
Na recta final, um “sururu” evitável, iniciado por Tiago e Hugo Morais, acabou por resultar na expulsão de Nuno Diogo (por palavras?), que até se encontrava sentado no banco de suplentes. Já nos descontos, Ma­ciel aplicou a meia distância, Beto defendeu para a frente, segu­rou a primeira recarga de João Paulo, mas, à segunda, o ponta-de-lança introduziu mesmo a bola na baliza leixonense. Um golo fora do contexto que acabou por disfarçar as fragilidades leirienses e a superioridade evidenciada pelo Leixões. Arbitragem insegura no capítulo disciplinar.

Por: Bruno Leite

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Edição de 03-02-2010
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