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Leça - Golo de antologia fez lembrar o astro argentino mas não foi suficiente para vencer Braga à Maradona
II Divisão
Leça, 3 Marítimo B, 3
Jogo no estádio do Leça F.C., em Leça da Palmeira Árbitro: Ângelo Correia (Castelo Branco)
Leça Fábio; Jerónimo, Fernando, Nuno Sousa e Cambey; Sérgio, Braga e Bruno (João Paulo, 64); Luís, Paulo Ferreira e Wesllem (Domingos, 74) TR: Jorge Madureira
Marítimo B Christopher; Marco (João Roberto, 84), Manuel, Nando e Serrão; Balu, Arvid e João Luis (Gonçalo, 64); Vítor Júnior (Tito, 82), Italo e Faurlin TR: Nelson Caldeira
Ao intervalo: 0-1 Marcadores: Italo (1 e 53), Bruno (47), Braga (55 e 85 g.p.) e Arvid (62)
Disciplina: Cartão amarelo a Manuel (22), Nando (45), Italo (49), Arvid (55), Cambey (73), Domingos (74). Cartão vermelho a Christopher (84)
Em jogo antecipado da 16ª jornada do campeonato, o Leça voltou a desperdiçar uma excelente oportunidade de conquistar a segunda vitória caseira na prova. Ao contrário do que aconteceu em jogos anteriores, a formação orientada por Jorge Madureira demonstrou grande coragem e determinação na abordagem ao jogo, essencialmente após o intervalo, conseguindo anular por três vezes a desvantagem no marcador. O Leça foi uma equipa tremendamente eficaz em termos ofensivos, mas ressentiu-se na rectaguarda da ausência das «torres gémeas» Couto e Luisão, acabando por sofrer três golos.
Parada e resposta
O início do encontro vaticinou aquilo que iria ser a tarde futebolística em Leça da Palmeira. Futebol vocacionadamente ofensivo, de parada e resposta, e com muitos golos à mistura. Foram seis no total e alguns deles com uma dose de espectacularidade que encanta qualquer um dos apaixonados pelo desporto-rei. Num encontro em que as manobras ofensivas superiorizaram-se às defensivas, os artistas presentes em campo quiseram oferecer ao pouco público presente bons apontamentos de futebol, com Braga (mais uma vez) a ser cabeça de cartaz do espectáculo. O principal accionista das manobras ofensivas do Leça voltou a exibir toda a sua qualidade e encantou tudo e todos com momentos de pura magia.
Momento mágico
Após uma primeira parte em que não esteve tão constante no jogo, Braga embalou para uma grande exibição, levando a equipa a produzir uma das melhores exibições da época no que em termos ofensivos diz respeito. Jogou, fez jogar e ainda marcou dois golos. O primeiro deixa mesmo qualquer um maravilhado e poucos são os adjectivos para o descrever. Numa jogada a fazer recordar o génio do astro argentino Maradona, e mais recente de Messi, Braga pegou na bola junto da linha intermediária do terreno, ultrapassou tudo e todos para depois concluir a arrancada com um remate colocadíssimo que só parou junto às redes da baliza insular. Uma verdadeira obra de arte do artista leceiro.
Entrar a perder
Antes do monumental golo de Braga, a festa do golo já havia sido celebrada por três vezes. O primeiro surgiu logo no minuto inaugural da partida através de Italo, que aproveitou a ingenuidade de Nuno Sousa para embalar em direcção à baliza e bater o desamparado Fábio. O Leça reagiu ao golo sofrido mas, até ao intervalo, foram raras as vezes em que conseguiu criar oportunidades de golo. À imagem do que aconteceu no início do jogo, a etapa complementar ficou marcada com um golo logo nos instantes iniciais. Após a marcação de um livre em zona frontal, a bola foi endereçada para Bruno que, à meia volta, rematou cruzado para fazer um grande golo.
Penálti evita derrota
Com ambas as equipas a ter apenas como intenção a luta pela vitória, as retaguardas ficaram um tanto ou quanto desguarnecidas, assistindo-se a mais quatro golos até ao final da partida. O terceiro tento leceiro foi apontado exemplarmente por Braga a través da marcação de uma grande penalidade a castigar uma falta sobre João Paulo. Durante a segunda parte, o Leça foi a equipa que dominou o jogo, conseguindo marcar três golos. Porém, os erros defensivos que originaram na marcação dos golos madeirenses deitaram por terra todas as ambições leceiras. Destaque negativo para os auxiliares do árbitro Ângelo Correia que, por várias vezes, puniram os avançados leceiros com foras de jogo inexistentes, interferindo decisivamente no desfecho final.
Figura
Braga – Festival Já se sabe que quando o maestro está inspirado a música é outra. Mas aquilo que Braga produziu neste jogo encanta qualquer um. Deu um verdadeiro bailinho aos madeirenses, demonstrando mais uma vez que tem capacidades para actuar em palcos de nível superior. Dois golos apontados, um deles simplesmente inesquecível. Pena não ter sido filmado.
Por:
Norberto Sousa
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