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Arquivo: Edição de 04-12-2007

SECÇÃO: Desporto


Há dúvidas se a bola entrou mesmo no primeiro golo de Mateus
Sem pontinha de estrela

Liga (12ª Jornada)
Jogo no Estádio José Gomes, na Amadora
Árbitro: Augusto Duarte (Braga)
E. Amadora, 2 - Leixões, 0
Estrela Amadora Nélson; Rui Duarte, Maurício, Wagnão e Hélder Cabral; Fernando, Tiago Gomes, Mateus e N’Diaye (Marco Paulo, 79); Anselmo (Moreno, 89) e Yoni (Pedro Pereira, 46)
TR: Daúto Faquirá
Leixões Beto; Filipe Oliveira (Nuno Diogo, 50), Elvis, Joel e Ezequias; Jorge Duarte (Nwoko, 45), Bruno China e Pedro Cervantes (Tales, 62); Jorge Gonçalves, Roberto e Hugo Morais
TR: Carlos Brito
Ao intervalo: 0-0
Marcadores: Mateus (52 e 59)
Disciplina: Cartão amarelo a Filipe Oliveira (14) e Rui Duarte (40)
Tarde infeliz na Reboleira. O Leixões, após uma série de três jogos a pontuar (vitória sobre o Bra­ga e empates com Belenenses e Sporting), perdeu na deslocação à Amadora, num espectáculo pobre de futebol. Carlos Brito surpreendeu, apostando em Joel para actuar ao lado de Elvis. Nuno Silva, lesio­nado, foi a grande baixa, mas Nuno Diogo era o candidato natural a ocupar a vaga. O treinador optou pelo central formado na cantera do Leixões e o defesa agarrou a chance como um leão, sendo um dos mais determinados em campo.
O treinador do Estrela da Amadora, Daúto Faquirá, apostou numa equi­pa mais vocacionada para o ataque, colocando na frente Anselmo e Yoni, que saiu no início da segunda parte dando lugar a Pedro Pereira, apoiados por Mateus e N’ Diaye, com Rui Duarte a subir várias vezes no apoio ao ataque. Na primeira parte, o Estrela praticamente não criou perigo para a baliza de Beto. O Leixões também sentiu algumas dificuldades para sair para o ataque, mas Roberto, num golpe de cabeça, qua­se surpreendia Nélson. A igualdade, ao intervalo, era o resultado lógico entre as equipas que mais empatam no campeonato.

Entrou ou não?
O minuto 52 assinala o momento do jogo. Num livre (falta muito duvidosa) apontado por Mateus, o Estrela chega à vantagem, de nada valendo os protestos de Beto e res­tantes companheiros que alegaram que a bola não ultrapassou a linha fatal. A verdade é que o fiscal-de-linha deu indicação ao árbitro para validar o lance, colocando-se, assim, o Estrela na frente.
Um pouco atordoado pela forma como se viu em desvantagem, o Leixões foi novamente surpreendido, tendo Beto defendido para a frente um centro-remate de Rui Duar­te, e Mateus, na recarga, assinado o segundo da tarde. Em sete minutos, o Leixões ficava com uma desvantagem difícil de anular.

Alterações em análise
Recuando no filme do jogo, importa dizer que a saída de Jorge Duarte, ao intervalo, retirou alguma consistência à equipa. Com esta mexida, Hugo Morais desviou para o centro, tendo Nwoko tentado agitar o lado esquerdo, o que conseguiu em certa medida. A lesão de Filipe Oliveira obrigou Carlos Bri­to a mexer mais na equipa, tendo adaptado o central Nuno Diogo a defesa direito. Muitas mexidas que retiraram alguma consistência à formação leixonense, factor bem aproveitado pelo Estrela, que foi mais... feliz.

Reacção sem proveito
A perder por 2-0, o Leixões cresceu no terreno e foi superior. Teve boas ocasiões para reduzir, mas a eficácia foi nula. Tales e Nwoko, por duas vezes, tiveram boas hipóteses para alvejar a baliza contrária, mas os remates saíram ao lado. Depois, o experiente Nélson esteve sempre muito atento na baliza amadorense. Em contra-ataque, o Estrela teve uma clara situação de golo para aumentar a vantagem, quando três jogadores apareceram isolados na cara de Beto, mas Anselmo atirou ao lado. Comparativamente ao jogo com o Sporting, o Leixões esteve muitos furos abaixo daquilo que vale, diante de um adversário muito acessível.
Agora, segue-se a Taça de Portugal. O jogo com o Torreense está mar­cado para sábado, pelas 15 ho­ras, no Estádio do Mar.

Figura: Elvis
Sem Nuno Silva ao seu lado, teve ain­da mais responsabilidades na liderança da defesa, dando imensas indicações aos seus companheiros. Levou quase sempre a melhor com os adversários, demonstrando a grande atitude que o caracteriza. Na recta final, quando o Leixões dava o tudo por tudo, teve ainda mais trabalho para travar o contra-ataque adversário, função que desempenhou com eficiência e classe. Um guerreiro.

Carlos Brito - Treinador do Leixões
“Fomos muito passivos”
“Não gostei nada da primeira parte da minha equipa. Fomos muito passivos e só nos últimos dez minutos é que acordámos um bocado. Jogámos só no erro do Estrela, quando tínhamos a obrigação de os obrigar a errar. Ao intervalo, optei por tirar um médio para alargar a frente de ataque. O golo deu outra tranquilidade ao Estrela. Tivemos a infelicidade do Filipe Oliveira se ter lesionado. Interessava ganhar mas para isso teríamos de ter feito muito mais. O Estrela gal­vanizou-se depois do golo e aproveitou. Tenho pena de não ter pontuado, mas não deixo de ter orgulho e respeito pelos meus jogadores. No primeiro golo do Estrela não sei se a bola entrou ou não, não posso afirmar nada”.

Por: Bruno Leite

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Edição de 16-06-2010
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