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Futsal - Triunfo permite ascensão ao terceiro lugar do campeonato Reviravolta com classe
Jogo no Pavilhão do Freixieiro, em Perafita; Árbitros: Nuno Bogalho e Luís Marques (Coimbra) Freixieiro, 3 - Inst. D. João V, 1 Freixieiro: Toni; Ivan, Wilson, Cardinal e Néné Jogara ainda: Israel, Miguel Mota e Júlio. TR: Joaquim Brito Inst. D. João V: André; Miguel, Mourão, Roger e Andrezinho Jogara ainda: Valter, Nino, Ruizinho e Batalha. TR: Nuno Dias Ao intervalo: 0-1 Marcadores: Nino (10), Wilson (22), Israel (25) e Cardinal (39). Disciplina: Cartão amarelo a Valter (24) e Néné (30). Após um mês de interregno do campeonato nacional da I divisão, em virtude da realização do Campeonato da Europa de Futsal Portugal´07, o Freixieiro voltou às vitórias e às grandes exibições. Depois da derrota frente ao Benfica e empate com o Alpendorada, Joaquim Brito reuniu as tropas e conseguiu tirar do conjunto que comanda o melhor rendimento. O Freixieiro fez um excelente jogo e levou de vencida a difícil formação do Instituto D. João V, já depois de ter chegado ao intervalo a perder. Os golos apontados por Wilson, Israel e Cardinal permitiram ao emblema do Choradinho aproveitar o empate do Sporting na quadra da Fundação Jorge Antunes e ascender à terceira posição do campeonato.
Desvantagem ao intervalo Defrontando uma equipa que se apresentou no Choradinho com a lição muito bem estudada e uma postura de jogo fantástica, o Freixieiro teve grandes dificuldades em impor a sua superioridade. Às várias oportunidades de golo desperdiçadas pelos matosinhenses, a turma do Louriçal respondeu por intermédio do “matador” Nino e colocou-se em vantagem no marcador. Obrigado a anular o prejuízo, o Freixieiro passou a levar com maior frequência o perigo junto ao alvo defendido por André Sousa, mas sem os efeitos pretendidos. O jovem guardião forasteiro foi mesmo o melhor elemento em quadra ao negar por variadíssimas vezes e com intervenções de elevado grau de dificuldade golos que pareciam certos.
Wilson e Israel na reviravolta Após não ter conseguido alvejar as redes forasteiras durante toda a primeira metade, o Freixieiro entrou para a etapa complementar com o claro intuito de ultrapassar a muralha defendida por André Sousa. Com uma ambição de louvar em todos os momentos do jogo, a turma orientada por Joaquim Brito necessitou de apenas dois minutos para chegar à igualdade. Num livre a castigar uma falta sobre Cardinal, o pivô Wilson apareceu oportuno a recarregar para golo um remate de Israel defendido pelo guardião contrário. O golo galvanizou ainda mais a equipa do Freixieiro que, sob a batuta de Israel, apertou por completo o cerco junto à baliza do Instituto D. João V. O internacional português e figura de proa da equipa viria a estar em plano de destaque à passagem dos 25 minutos quando concluiu com um potente remate um canto ensaiado. Neste lance intervieram também Ivan e Wilson, com este último a fazer a assistência para o golo.
Cardinal sentencia a questão Com a reviravolta no marcador consumada, o Freixieiro ia controlando o jogo e vendo por sucessivas vezes o terceiro golo ser adiado pela magnífica actuação do guarda-redes contrário. O tento da tranquilidade surgiu já perto do final da partida por intermédio do inevitável Cardinal. Após jogada de entendimento com Wilson, o jovem goleador marcou um grande golo, coroando com chave de ouro uma mais uma excelente exibição. Já antes do golo do nove matosinhense os comandados de Nuno Dias arriscaram com o guarda-redes volante, opção que não teve efeitos muito por culpa da excelente organização e entreajuda defensiva dos matosinhenses.
Figura: Israel De volta à equipa após a participação no Campeonato da Europa voltou a exibir o requinte de um futsal que faz toda a diferença. Jogou e fez jogar sempre com um toque de calibre extra, imprimindo grande profundidade ao jogo da equipa. Marcou um golo, enviou uma bola ao poste e acabou por sair lesionado.
“Excelente espectáculo” Joaquim Brito – Freixieiro “Penso que o Freixieiro foi um vencedor justo. Apresentámos um bom futsal e criámos muitas oportunidades frente a uma equipa que se apresentou com uma postura de jogo fantástica e que dificultou em muito a nossa tarefa. Foi um jogo com muitas nuances tácticas e um excelente espectáculo para as pessoas que se deslocaram ao pavilhão. Quero deixar uma palavra de apreço aos jogadores pela qualidade que demonstraram e por saberem sofrer quando foi necessário. Conseguimos ganhar que era o que nos interessava para a equipa ficar em terceiro lugar”.
Manuel Vasconcelos
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