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Arquivo: Edição de 04-12-2007

SECÇÃO: Desporto


Futsal - Triunfo permite ascensão ao terceiro lugar do campeonato
Reviravolta com classe

Jogo no Pavilhão do Freixieiro, em Perafita; Árbitros: Nuno Bogalho e Luís Marques (Coimbra)
Freixieiro, 3 - Inst. D. João V, 1
Freixieiro: Toni; Ivan, Wilson, Cardinal e Néné
Jogara ainda: Israel, Miguel Mota e Júlio.
TR: Joaquim Brito
Inst. D. João V: André; Miguel, Mourão, Roger e Andrezinho Jogara ainda: Valter, Nino, Ruizinho e Batalha. TR: Nuno Dias
Ao intervalo: 0-1
Marcadores: Nino (10), Wilson (22), Israel (25) e Cardinal (39).
Disciplina: Cartão amarelo a Valter (24) e Néné (30).
Após um mês de interregno do campeonato nacional da I divisão, em virtude da realização do Cam­peonato da Europa de Futsal Portugal´07, o Freixieiro voltou às vitórias e às grandes exibições. Depois da derrota frente ao Benfica e empate com o Alpendorada, Joa­quim Brito reuniu as tropas e conseguiu tirar do conjunto que comanda o melhor rendimento.
O Freixieiro fez um excelente jogo e levou de vencida a difícil formação do Instituto D. João V, já depois de ter chegado ao intervalo a perder. Os golos apontados por Wilson, Israel e Cardinal permitiram ao emblema do Choradinho aproveitar o empate do Sporting na quadra da Fundação Jorge Antunes e ascender à terceira posição do campeonato.

Desvantagem ao intervalo
Defrontando uma equipa que se apresentou no Choradinho com a lição muito bem estudada e uma postura de jogo fantástica, o Freixieiro teve grandes dificuldades em impor a sua superioridade. Às várias oportunidades de golo desperdiçadas pelos matosinhenses, a turma do Louriçal respondeu por intermédio do “matador” Nino e colocou-se em vantagem no marcador.
Obrigado a anular o prejuízo, o Freixieiro passou a levar com maior frequência o perigo junto ao alvo defendido por André Sou­sa, mas sem os efeitos pretendidos. O jo­vem guardião forasteiro foi mesmo o melhor elemento em quadra ao negar por variadíssimas vezes e com intervenções de elevado grau de dificuldade golos que pareciam certos.

Wilson e Israel na reviravolta
Após não ter conseguido alvejar as redes forasteiras durante toda a primeira metade, o Freixieiro entrou para a etapa complementar com o claro intuito de ultrapassar a muralha defendida por André Sousa. Com uma ambição de louvar em todos os momentos do jogo, a turma orientada por Joaquim Brito necessitou de apenas dois minutos para chegar à igualdade. Num livre a castigar uma falta sobre Cardinal, o pivô Wilson apareceu oportuno a recarregar para golo um remate de Israel defendido pelo guardião contrário.
O golo galvanizou ainda mais a equipa do Freixieiro que, sob a batuta de Israel, apertou por completo o cerco junto à baliza do Instituto D. João V. O internacional português e figura de proa da equipa viria a estar em plano de destaque à passagem dos 25 minutos quando concluiu com um potente remate um canto ensaiado. Neste lance intervieram também Ivan e Wilson, com este último a fazer a assistência para o golo.

Cardinal sentencia a questão
Com a reviravolta no marcador con­sumada, o Freixieiro ia contro­lando o jogo e vendo por sucessivas vezes o terceiro golo ser adia­do pela magnífica actuação do guarda-redes contrário. O tento da tranquilidade surgiu já perto do final da partida por intermédio do inevitável Cardinal.
Após jogada de entendimento com Wilson, o jovem goleador marcou um grande golo, coroando com chave de ouro uma mais uma excelente exibição. Já antes do golo do nove matosinhense os comandados de Nuno Dias arriscaram com o guarda-redes volante, opção que não teve efeitos muito por culpa da excelente organização e entreajuda defensiva dos matosinhenses.

Figura: Israel
De volta à equipa após a par­ti­ci­pa­ção no Cam­peo­nato da Europa vol­tou a exibir o re­quinte de um futsal que faz to­da a diferença. Jogou e fez jogar sempre com um toque de calibre extra, imprimindo grande profundidade ao jogo da equipa. Marcou um golo, enviou uma bola ao poste e acabou por sair lesionado.

“Excelente espectáculo”
Joaquim Brito – Freixieiro
“Penso que o Frei­xieiro foi um ven­cedor justo. Apre­sen­támos um bom fut­sal e criámos muitas opor­tu­ni­da­des frente a uma equipa que se apresentou com uma postura de jogo fantástica e que dificultou em muito a nossa tarefa. Foi um jogo com muitas nuances tácticas e um excelente espectáculo para as pes­soas que se deslocaram ao pa­vi­lhão. Quero deixar uma palavra de apre­ço aos jogadores pela qualidade que demonstraram e por saberem so­frer quando foi necessário. Con­se­gui­mos ganhar que era o que nos int­eres­sava para a equipa ficar em terceiro lugar”.

Manuel Vasconcelos

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Edição de 03-02-2010
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