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Equipa leceira cai em crise existencial quando joga em casa Outra vez o medo cénico
II Divisão - Jogo no Estádio do Leça F.C., em Leça da Palmeira Árbitro: Augusto Costa (Aveiro) Leça, 2 - Pontassolense, 2 Leça Fábio; Miguel (Wesllem, 49), Fernando, Nuno Sousa e Cambey; Jerónimo, Sérgio e Braga; Hugo Paiva (Carlitos, 27), Bruno e Paulo Ferreira (João Paulo, 63) TR: Jorge Madureira Pontassolense Vítor Pereira; Hugo Gomes, Diogo, Humberto e Paulo Pereira (Carlos, 48); Adriano, Zeca e Mário Rondon; Gleibson, Glauco e Edu (Celso, 54 [Ângelo, 83]) TR: Jorge Paixão Ao intervalo: 0-1 Marcadores: Adriano (11), Braga (54), Gleibson (75) e João Paulo (76) Disciplina: Cartão amarelo a Nuno Sousa (26), Carlitos (39), Diogo (62) e Wesllem (66) Conhecido como o grande temor dos artistas na hora de subir ao palco, o medo cénico voltou a estar presente em todos os actores leceiros presentes do relvado. Após a brilhante vitória alcançada no reduto do Fiães, os jogadores do Leça voltaram a temer a presença dos seus adeptos e foram, mais uma vez, atacados por um receio a que muito se deve a inexperiência que reina na equipa.
Razões para menor rendimento Admitindo que “o Leça não ganhou por demérito”, Jorge Madureira não está, nem pode, estar satisfeito com a prestação de alguns dos seus jogadores. A equipa não consegue demonstrar a garra que, na época passada, tanto sucesso trouxe às suas cores. Os jogadores contratados tardam em dar mostras de serem mais valias e, aliadas às ausências de pedras importantes na equipa, por lesão, como são os casos de Luisão, Couto e Madureira, torna-se complicado fazer melhor.
Guardião com quilos a mais Iniciando o encontro com determinação, o conjunto leceiro dava mostras de estar empenhado na obtenção de um bom resultado. E isso não seria muito complicado, caso à passagem dos oito minutos os dianteiros locais tivessem aproveitado uma tremenda fífia do guardião Vítor Pereira. O guarda-redes insular era nitidamente o elo mais fraco dos 22 elementos em campo, não tendo sequer atributos de um jogador de futebol. Com muitos quilos a mais, o guardião não fez uma única defesa de registo em todo o jogo, beneficiando da fraca prestação ofensiva do Leça para só ter sofrido dois golos.
Forasteiros em vantagem No entanto, seria a turma insular que viria a inaugurar o marcador. Num livre do lado direito do ataque, na primeira vez em que rematou à baliza, Adriano cobrou a falta, surpreendendo Fábio, que ficou mal na fotografia. Em desvantagem, o Leça só à passagem dos 22 minutos criou a primeira grande oportunidade de golo. Após um pontapé de canto cobrado por Braga, Sérgio apareceu no coração da área a cabecear com intenção, mas a bola viria a bater na trave.
Foi pior a emenda... Com o futebol ofensivo do Leça a ser um verdadeiro deserto de ideias, Jorge Madureira promoveu uma alteração antes da meia hora, colocando Carlitos no lugar do desinspirado Hugo Paiva. Porém, a opção do técnico leceiro revelou-se infeliz, visto que Carlitos foi mesmo o jogador de menor rendimento da equipa. Caindo no individualismo, Carlitos nunca conseguiu levar a melhor sobre os seus marcadores directos, tornando-se uma presa fácil.
Quem mais senão Braga? Antes do intervalo, as contas poderiam ter-se complicado mais para o Leça não fosse uma grande defesa de Fábio a um livre cobrado por Paulo Pereira, com a bola ainda a bater no poste da baliza leceira. Aos 50 minutos, o poste da baliza à guarda de Fábio voltou a negar o golo aos forasteiros, desta vez a remate de Glauco. O Leça conseguiu reagir aos sustos e, no espaço de um minuto, Paulo Ferreira dispôs de duas flagrantes oportunidades para chegar ao empate, mas que acabaria por desperdiçar. Melhor eficácia demonstrou Braga. Quem mais? O influente jogador da equipa aproveitou uma excelente assistência de Sérgio para, já dentro da área, rematar para golo. Cinco minutos volvidos, Braga tentou o «bis», mas a “bomba” saiu por cima do alvo.
Sofrer logo de seguida Após o empate, o Leça tinha todas as condições para partir em busca da vitória. No entanto, a inconstância dos seus jogadores fez com que acabasse por sofrer um golo através de um contra-ataque concluído por Gleibson. O número dez do Pontassolense tanto ameaçou que acabou mesmo por violar as redes à guarda de Fábio.
João Paulo evita derrota A resposta ao golo sofrido acabou por ser imediata, já que, no minuto seguinte, chegou o empate. João Paulo apareceu oportuno, junto ao segundo poste, a cabecear com eficácia para golo, devolvendo, assim, a esperança às hostes leceiras. Mas, após o golo, o Leça voltou a cair no conformismo e só as duas grandes defesas de Fábio evitaram males maiores.
Figura: Sérgio Adaptado a médio centro, o habitual ponta de lança rubricou uma exibição de grande nível. Correu quilómetros e batalhou em todas as zonas do terreno como mais nenhum outro. Em plano de destaque nas tarefas defensivas e ofensivas, foi determinante no equilíbrio que deu à equipa. Enviou uma bola à barra e contribuiu decisivamente para o golo de Braga.
Jorge Madureira - Treinador do Leça “Não sei o que se passa” “Faltou-nos tudo para pudermos vencer o jogo. Não sei o que se passa quando jogamos em casa, mas hoje não ganhámos por demérito. Fomos buscar jogadores que não têm rendido e isso só vem comprovar que os lesionados fazem falta. Contratações? Vamos falar com a Direcção e pensar nisso”.
Por:
Norberto Sousa
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