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Arquivo: Edição de 28-11-2007

SECÇÃO: Desporto


Numa partida imprópria para cardíacos, a dupla Moura e Sérgio voltou a brilhar
Reviravolta com chuva de golos

III Divisão
Estádio do Padroense, Padrão da Légua, Matosinhos
Árbitro: Ricardo Coimbra (Braga)
Padroense, 4 - Oliveira Douro, 2
Padroense: Marco; Duarte (Moura, 46), Armando, Daniel e Lobo; Paulinho, Vitinha, Seabra (Portilho, 88) e Sérgio (Tiago Madalena, 82); Ruben Saldanha e João TR: Augusto Mata

Oliveira do Douro: Castro; César, Ricardo, Alex (Cláudio, 46) e Filipe; Nuno Miguel, Tiago Carvalho (Ricardinho, 70), Teixeira e Dani (Tiago Rocha, 62); Nany e Correia TR: António Pedro

Ao intervalo: 0-1
Marcadores: Nany (23), Moura (55 e 84), Ruben Saldanha (58), Cláudio (74) e Sérgio (76)
Disciplina: Cartão amarelo a Duarte (29), Alex (40), Nany (60), Vitinha (65), Ruben Saldanha (73) e Armando (88)
Padroense e Oliveira do Douro, terceiro e quarto classificados do campeonato, protagonizaram um espectáculo de grande nível, com muitos golos à mistura. Foram seis no total, com o conjunto de Augusto Mata a levar clara vantagem sobre o seu opositor ao ter violado por quatro vezes a baliza contrária. O resultado final não poderia ser mais positivo para o Padroense que, com a vitória alcançada, atingiu o segundo lugar da prova, fruto também do empate na partida entre o primeiro e o segundo classificado.

Quem não marca…
O Padroense apresentou-se apenas com uma alteração face à partida na Madeira, com Vitinha no lugar do castigado Castanho. Por seu turno, os forasteiros apresentaram-se no Padrão da Légua com o claro intuito de não sofrer golos e de explorar o seu contra-ataque, jogando constantemente atrás da linha da bola, enquanto que, o Padroense assumia determinadamente o controlo do jogo.
Ostentando o domínio da partida, o Padroense dispôs da primeira ocasião de golo à passagem do minuto quinze, quando João se escapou pela esquerda e, com apenas Castro pelo frente, rematou à figura do guardião.
Oito minutos volvidos, o Oliveira do Douro chega pela primeira vez à baliza de Marco e logo com grande eficácia. Após um lançamento, Correia consegue entrar na área do Padroense e passou o esférico a Nany que, solto de marcação, abriu facilmente o activo.
Até ao final do primeiro tempo, o Padroense foi tendo mais posse de bola, mas deparou-se com grandes dificuldades em penetrar na área forasteira, fruto da postura defensiva da equipa adversária, mas também da falta de um homem de área.

Moura foi aposta ganha
Atento ao desenrolar da partida, Augusto Mata decidiu retirar o defesa Duarte, já amarelado, e colocar em campo o experiente avançado Moura. Esta decisão do experiente técnico foi, sem dúvida, a grande responsável pela reviravolta no marcador, visto que o avançado trouxe uma maior profundidade ao ataque do Padroense, libertando ainda a marcação dos companheiros Ru­ben Saldanha e João.
Logo ao minuto 10 do segundo tem­po, Moura demonstra o seu instinto matador, quando na sequência de um cruzamento surge na antecipação à defesa contrária e empata a partida.
Três minutos volvidos, o central Da­niel subiu no terreno, criou desequi­líbrios na equipa contrária, e com um passe de 40 metros isolou Ru­ben Saldanha que à entrada da área do Oliveira do Ouro rematou junto ao canto superior contrário, fa­zen­do o golo mais bonito da partida.
O Padroense traduzia em vantagem a superioridade que tinha na partida, muito por culpa do domínio no miolo do terreno. Neste sentido, Sérgio, Vitinha e Seabra foram pedras fulcrais ao terem realizado grandes exibições.

Dupla Sérgio & Moura continua a fazer estragos
Contudo os visitantes não desistem do jogo e conseguem mesmo che­gar ao empate, após a cobrança de uma falta no lado direito do seu ataque, com Claúdio a ser mais rápido e a conseguir restabelecer a igualdade.
A partida estava dividida e as emoções ao rubro quando Sérgio, num lance que caracteriza toda a sua experiência e classe, consegue encontrar um espaço na defesa con­trária e voltar a colocar o Pa­droense em vantagem no marca­dor. Novamente na frente, o Pa­dro­ense procurava defender o re­sultado e é nesta altura que Mar­co protagoniza três defesas dignas de registo, evitando aquele que po­deria ter sido o empate dos fo­rasteiros. Às defesas do seu guar­dião, Moura respondeu com a mes­ma eficácia e, em jogada de con­tra-ataque, estabeleceu o resultado final.

Vasco Pinho

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Edição de 16-06-2010
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