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I Divisão AFPorto - Domínio durante os 90 minutos não chegou para vencer Ineficácia dita nulo
AF Porto – I Divisão. Jogo no Campo do Gatões, em Matosinhos Árbitro: Miguel Meireles (AF Porto) Foz, 0 - Leça Balio, 0 Foz: Orlando; Miguel, Sérgio, Vasco e Bernardo; Cândido, Nelson (Pedro Maia) e Fábio; Ricardo (Bruno), Nando e Toni (João) Leça Balio: André Pinto; Américo, Paulão, Tiago e Nunes; Hugo, André (Nico), João Carlos (Carlitos) e Hermínio; Vítor Hugo e Hugo Almeida (Nuno Madureira) O Leça do Balio apresentou-se no campo do Gatões com o intuito claro de regressar às vitórias e ultrapassar, de uma vez por todas, a crise de confiança que se instalou na equipa após duas derrotas consecutivas. O Foz, último classificado do campeonato, parecia o adversário mais indicado para os balienses que, na próxima semana defrontam o vizinho Custóias, actual primeiro classificado, no sempre apetecível derby matosinhense.
Alteração táctica Talvez fruto dos últimos resultados, o Leça do Balio apresentou-se com uma disposição táctica diferente da habitual. Hugo Almeida e João Carlos foram, pela primeira vez esta época, titulares, e o 4x3x3 foi substituído por um 4x4x2, privilegiando a luta no meio-campo e a mobilidade dos jogadores mais avançados. A defesa foi o único sector da equipa que não sofreu alterações; o meio-campo foi constituído por Hugo a trinco com funções mais defensivas e André, João Carlos e Hermínio (este mais adiantado) como elos de ligação entre sectores funcionando como os principais municiadores dos dois elementos mais avançados e solicitando, sempre que possível, a subida dos laterais Américo e Nunes; na frente, aposta na mobilidade de Vítor Hugo e Hugo Almeida para criar embaraços à defesa adversária. Domínio intenso A primeira parte foi caracterizada por um jogo de sentido único, com os balienses a assumirem as despesas de jogo, remetendo a equipa fozense para o último terço do terreno. O 4x3x3 do Foz mais parecia um 4x5x1 tal a necessidade que os extremos tinham de recuar para defender as investidas atacantes dos laterais balienses sempre bem apoiadas por João Carlos do lado esquerdo e por André do lado direito. Aliás, na primeira parte, o flanco esquerdo foi o mais utilizado pelo Leça do Balio para alcançar a baliza adversária: Vitor Hugo descaía para esta ala, proporcionando muitas opções de ataque aos colegas e João Carlos (grande exibição) fazia a diferença com assistências de classe ou, por vezes, assumindo ele mesmo o lance criando desequilíbrios na defesa contrária.
André atira por cima Foi assim que nasceu o melhor lance da primeira parte, quando João Carlos ultrapassa um adversário e, perto da linha de fundo, cruza de pé esquerdo para André que cabeceia por cima da trave. Logo a seguir, após uma confusão na área, a bola sobra para Vítor Hugo que remata cruzado de pé esquerdo ligeiramente ao lado. Muito perto do intervalo do jogo foi Paulão, na sequência de um livre, que remata em esforço de pé direito proporcionando uma grande defesa ao guarda-redes fozense. Mais do mesmo A segunda parte trouxe mais do mesmo mas, aos poucos, o Foz começou a acreditar e a aproximar-se mais junto da baliza defendida por André Pinto. No entanto, os únicos lances de registo resultaram de dois livres directos que não passaram de ameaças e foi mesmo Paulão que ao cortar uma bola em esforço, obrigou André Pinto a efectuar a defesa mais complicada da tarde.
Ocasiões sem proveito Na baliza contrária, e depois das entradas de Nuno Madureira e Carlitos, os lances de perigo sucederam-se com destaque para um excelente remate de André do meio da rua ligeiramente acima da baliza; depois foi Américo com grande trabalho individual pela direita que ao flectir para o centro remata de pé esquerdo, obrigando o guardião contrário a defesa apertada. Por fim, um centro-remate de Nuno Madureira que por pouco Vítor Hugo não conseguiu desviar para o fundo da baliza. Num jogo que parecia que o golo acabaria por surgir a qualquer momento, o nulo acaba por castigar a ineficácia finalizadora baliense. Arbitragem sem erros.
Figura: João Carlos Depois de uma longa travessia no deserto, o médio criativo voltou a ser chamado ao onze e realizou uma exibição ao seu jeito: com classe e serenidade. Controlou as operações a meio-campo, impondo ritmo e mantendo a posse de bola quando necessário.
Fonte: www.dlbalio.com
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