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Leixões - Jorge Jesus ficou a conhecer a magia do “nigeriano-maltês” Aquele jogador chama-se Nwoko
Liga (10ª Jornada) Jogo no Estádio do Restelo, em Lisboa. Árbitro: Pedro Henriques (Lisboa) Belenenses, 1 - Leixões, 1 Belenenses: Costinha; Cândido Costa, Rolando, Hugo Alcântara e Rodrigo Alvim; Ruben Amorim, Hugo Leal (Fernando, 60), Silas (João Paulo Oliveira, 88) e Roncatto (Gabriel Gómez, 72); José Pedro e Weldon TR: Jorge Jesus Leixões: Beto; Filipe Oliveira, Nuno Diogo (Nwoko, 80), Elvis, Nuno Silva e Ezequias; Bruno China, Jorge Duarte (Tales, 25) e Pedro Cervantes (Vieirinha, 55); Hugo Morais e Jorge Gonçalves. TR: Carlos Brito Ao intervalo: 1-0 Marcadores: José Pedro (4) e Nwoko (80) Disciplina: Cartão amarelo a Bruno China (67) e Gabriel Gómez (78 e 86); Cartão vermelho, por acumulação, a Gabriel Gómez (86). No jogo que abriu a 10ª jornada da Liga, o Leixões impôs um empate ao Belenenses, num jogo em que entrou praticamente a perder, pois José Pedro, aos quatro minutos, abriu o activo, após passe de Ruben Amorim. O Leixões passou um mau bocado, mas teve o mérito de manter o jogo em aberto e ter sido (justamente) feliz perto do fim, quando Nwoko saltou do banco para marcar o tento que impediu o Belenenses, que luta por objectivos diferentes da equipa leixonense, de somar os três pontos. O técnico do Belenenses, Jorge Jesus, no final da partida, lamentou o facto da sua equipa ter deixado fugir a vantagem, quando surgiu “o golo daquele jogador”. Aquele jogador chama-se Nwoko, caro amigo...
Brito surpreende com três centrais Carlos Brito surpreendeu toda a gente no Restelo, ao apostar numa táctica com três centrais (Elvis, Nuno Silva e Nuno Diogo). Nunca o treinador leixonense tinha alterado o sistema táctico (4x3x3) na presente temporada. O treinador quis surpreender o adversário, mas a verdade é que a estratégia ficou logo comprometida com o golo madrugador de José Pedro. A vantagem do Belenenses pareceu ter deixado os leixonenses completamente aturdidos, sem capacidade para se estenderem no terreno, pecando por uma gritante desarticulação, enquanto se sucediam as jogadas de envolvência dos atletas de Jorge Jesus. Numa dessas situações, a bola sobrou para Weldon, que, solto na área, atirou à figura de Beto.
Jorge Duarte sacrificado Ao verificar que a sua equipa não conseguia subir no terreno, Carlos Brito sacrificou Jorge Duarte para lançar o ponta-de-lança Tales. Com efeito, o jogo desenvolvia-se quase sempre longe da baliza de Costinha, que teve contacto com a bola somente aos 27 minutos e que travou o primeiro remate do Leixões aos 44, oferecendo os punhos à bola para defender a bola disparada por Filipe Oliveira, de fora da área. Na recarga, Jorge Gonçalves atirou por cima da baliza. O intervalo, chegava com a vantagem do Belenenses, mas verdade é que a equipa de Carlos Brito ganhou com a substituição produzida a meio do primeiro tempo. A equipa rubro-branca subiu no terreno, mas as ofensivas, invariavelmente empregando poucas unidades, não eram sinónimo de grande qualidade.
Mais equilíbrio A segunda parte trouxe um outro Leixões, mais expedito e firme dos seus propósitos de chegar ao golo, com o Belenenses a teimar num posicionamento desajustado, quase abdicando de atacar. Mais tarde, Carlos Brito voltou a mexer na equipa e alargou a frente de ataque, colocando Vieirinha na faixa esquerda, numa altura em que o Belenenses sentiu dificuldades para sacudir o assédio. Sem dar conta, a equipa do Restelo já estava subjugada à equipa leixonense. A equipa leixonense instalou-se no meio-campo contrário, equilibrou o jogo e, num golpe cínico, acabou por restabelecer o empate.
Talismã do Mar Assim, na primeira vez que tocou na bola, Nwoko atirou a contar, num remate de primeira, segundos depois de ter substituído Nuno Diogo. Na jogada, Tales foi decisivo ao recepcionar a bola para depois endossá-la ao criativo que, nos festejos, correu em direcção ao banco para abraçar Carlos Brito. A imagem da noite. O desalento invadiu o Belenenses, que, com menos uma unidade nos últimos instantes, por expulsão de Gabriel Gómez (86) – esteve 14 minutos em campo e viu o cartão amarelo duas vezes –, já não encontrou engenho para criar ascendente e inverter a situação. O resultado é justo. O Belenenses foi melhor na primeira parte, enquanto o Leixões foi superior na segunda metade.
Carlos Brito - Leixões “Primeiros 20 minutos demoraram a passar” “Quando uma equipa entra mal num jogo e não sofre golos, mais tarde ou mais cedo as coisas compõem-se, quando é traduzido em golos obviamente temos de andar atrás do prejuízo. Os primeiros 20 minutos demoraram a passar, fruto do golo do Belenenses. Depois conseguimos equilibrar o jogo, já não demos tantos espaços. A equipa estava consciente daquilo que tinha que fazer. Depois, fomos tacticamente irrepreensíveis. No cômputo geral, o empate aceita-se. Mesmo depois do empate ainda tentámos marcar o segundo golo”.
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