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Arquivo: Edição de 14-11-2007

SECÇÃO: Desporto


Leixões - Jorge Jesus ficou a conhecer a magia do “nigeriano-maltês”
Aquele jogador chama-se Nwoko

Liga (10ª Jornada)
Jogo no Estádio do Restelo, em Lisboa. Árbitro: Pedro Henriques (Lisboa)
Belenenses, 1 - Leixões, 1
Belenenses: Costinha; Cândido Costa, Rolando, Hugo Alcântara e Rodrigo Alvim; Ruben Amorim, Hugo Leal (Fernando, 60), Silas (João Paulo Oliveira, 88) e Roncatto (Gabriel Gómez, 72); José Pedro e Weldon
TR: Jorge Jesus
Leixões: Beto; Filipe Oliveira, Nuno Diogo (Nwoko, 80), Elvis, Nuno Silva e Ezequias; Bruno China, Jorge Duarte (Tales, 25) e Pedro Cervantes (Vieirinha, 55); Hugo Morais e Jorge Gonçalves. TR: Carlos Brito
Ao intervalo: 1-0 Marcadores: José Pedro (4) e Nwoko (80)
Disciplina: Cartão amarelo a Bruno China (67) e Gabriel Gómez (78 e 86); Cartão vermelho, por acumulação, a Gabriel Gómez (86).
No jogo que abriu a 10ª jornada da Liga, o Leixões impôs um empate ao Belenenses, num jogo em que entrou praticamente a perder, pois José Pedro, aos quatro minutos, abriu o activo, após passe de Ruben Amorim. O Leixões passou um mau bocado, mas teve o mérito de manter o jogo em aberto e ter sido (justamente) feliz perto do fim, quando Nwoko saltou do banco para marcar o tento que impediu o Belenenses, que luta por objectivos diferentes da equipa leixonense, de somar os três pontos.
O técnico do Belenenses, Jorge Je­sus, no final da partida, lamentou o facto da sua equipa ter deixado fugir a vantagem, quando surgiu “o golo daquele jogador”. Aquele jogador chama-se Nwoko, caro amigo...

Brito surpreende com três centrais
Carlos Brito surpreendeu toda a gente no Restelo, ao apostar numa táctica com três centrais (Elvis, Nu­no Silva e Nuno Diogo). Nunca o treinador leixonense tinha alterado o sistema táctico (4x3x3) na presente temporada. O treinador quis surpreender o adversário, mas a verdade é que a estratégia ficou logo comprometida com o golo madruga­dor de José Pedro. A vantagem do Belenenses pareceu ter deixado os leixonenses completamente atur­didos, sem capacidade para se estenderem no terreno, pecando por uma gritante desarticulação, enquanto se sucediam as jogadas de envolvência dos atletas de Jorge Jesus. Numa dessas situações, a bola sobrou para Weldon, que, solto na área, atirou à figura de Beto.

Jorge Duarte sacrificado
Ao verificar que a sua equipa não conseguia subir no terreno, Carlos Brito sacrificou Jorge Duarte para lançar o ponta-de-lança Tales. Com efeito, o jogo desenvolvia-se quase sempre longe da baliza de Costinha, que teve contacto com a bola somente aos 27 minutos e que travou o primeiro remate do Leixões aos 44, oferecendo os punhos à bola para defender a bola disparada por Filipe Oliveira, de fora da área. Na recarga, Jorge Gonçalves atirou por cima da baliza.
O intervalo, chegava com a vanta­gem do Belenenses, mas verdade é que a equipa de Carlos Brito ganhou com a substituição produzida a meio do primeiro tempo. A equipa rubro-branca subiu no terreno, mas as ofensivas, invariavelmente empre­gando poucas unidades, não eram sinónimo de grande qualidade.

Mais equilíbrio
A segunda parte trouxe um outro Leixões, mais expedito e firme dos seus propósitos de chegar ao golo, com o Belenenses a teimar num posicionamento desajustado, qua­se abdicando de atacar. Mais tarde, Carlos Brito voltou a mexer na equipa e alargou a frente de ataque, colocando Vieirinha na faixa esquer­da, numa altura em que o Belenenses sentiu dificuldades para sa­cudir o assédio. Sem dar conta, a equipa do Restelo já estava subjugada à equipa leixonense. A equipa leixonense instalou-se no meio-campo contrário, equilibrou o jogo e, num golpe cínico, acabou por res­tabelecer o empate.

Talismã do Mar
Assim, na primeira vez que tocou na bola, Nwoko atirou a contar, num remate de primeira, segundos depois de ter substituído Nuno Diogo. Na jogada, Tales foi decisivo ao recepcionar a bola para depois endossá-la ao criativo que, nos festejos, correu em direcção ao banco para abraçar Carlos Brito. A imagem da noite.
O desalento invadiu o Belenenses, que, com menos uma unidade nos últimos instantes, por expulsão de Gabriel Gómez (86) – esteve 14 minu­tos em campo e viu o cartão ama­relo duas vezes –, já não encontrou engenho para criar ascendente e inverter a situação. O resultado é justo. O Belenenses foi melhor na primeira parte, enquanto o Leixões foi superior na segunda metade.

Carlos Brito - Leixões
“Primeiros 20 minutos demoraram a passar”
“Quando uma equi­pa entra mal num jogo e não sofre golos, mais tarde ou mais cedo as coisas com­põem-se, quando é traduzido em golos obviamente temos de andar atrás do prejuízo. Os primeiros 20 minutos demoraram a passar, fruto do golo do Belenenses. Depois conseguimos equilibrar o jogo, já não demos tantos espaços. A equipa estava consciente daquilo que tinha que fazer. Depois, fomos tacticamente irrepreensíveis. No cômputo geral, o empate aceita-se. Mesmo depois do empate ainda tentámos marcar o segundo golo”.

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Edição de 10-02-2010
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