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Honra distrital AF Porto - Desperdício valeu desconsolado magusto Castanhas amargas
AF Porto – Divisão de Honra (10ª Jornada) Jogo no Parque de Jogos do Srª Hora, Árbitro: Sérgio Soares (Porto) Srª da Hora, 1 - Arcozelo, 2 Srª Hora: Vítor; Folha, Carneiro, Trajano e Tobias; Paulo Alberto, Troços, Igor e Gil (Nelson); Joel (Pereira) e Marco Armas Arcozelo: César; Maté, Tiago, Pêro e Marques; Chaves, Fredy (Litos) e Domingues; Vitinha, Joãozinho (Marco) e Avelino (Ricardo) Ao intervalo: 0-0. Marcadores: Fredy (65), Pereira (77) e Ricardo (88) Disciplina: Cartão amarelo a Troços (50), Igor (55), Tiago (81) e Joãozinho (88) E a malapata continua. Há cinco jogos que Senhora da Hora não conhece o sabor da vitória e, na recepção ao Arcozelo, o desperdício voltou a sair caro à equipa senhorense. Os locais não marcaram em momentos cruciais e acabaram por perder de forma injusta. Na primeira metade, a formação de Joca teve o desafio na mão, mas, na segunda parte, no primeiro remate do Arcozelo, viu-se obrigada a correr atrás do prejuízo. Pereira ainda igualou, mas, já perto do fim, os forasteiros deram a provar uma castanha amarga no desconsolado magusto senhorense.
Igor começa a carburar A contas com vários jogadores indisponíveis, o treinador senhorense apresentou um onze inédito. Vítor estreou-se entre os postes, relegando Dourado para o banco. Na “zaga”, Carneiro jogou ao lado de Trajano e Paulo Alberto compôs o miolo com Troços, Igor e Gil. Já Joel apoiou Marco Armas no ataque. Uma equipa coesa no centro e com rapidez (Armas e Joel) no ataque. E foi mesmo o Senhora da Hora a começar melhor, ou por outra, foi Igor quem deu nas vistas. Nm livre à “Camacho”, ao minuto 25, só faltou mais inspiração ao número 10 para colocar a bola na baliza gaiense. Mais dois minutos e César brilhou, após livre de Igor.
Poucos sobressaltos O Arcozelo, que também vinha de uma derrota caseira com o Candal (0-2), queria mostrar em Matosinhos as suas verdadeiras capacidades. O futebol apresentado pelas duas formações era robusto, mas os sobressaltos produzidos nas áreas contrárias, à excepção das duas perdidas de Igor, eram escassos. As balizas eram, assim, poupadas e a estreia de Vítor Pádua não seria colocada à prova nos primeiros 45 minutos. De resto, o jovem guardião senhorense não efectuou uma única defesa neste período.
Armas sem fogo Com um minuto do segundo tempo, Folha (o melhor do Senhora da Hora) rompeu pela ala direita, servindo de bandeja Marco Armas, mas o avançado, já dentro da pequena área e sem oposição, cabeceou para fora. Dez minutos depois, a arma de Marco voltou a errar o alvo. Igor desenhou uma jogada à primeira liga e ofereceu ao atacante o golo, mas o dianteiro rematou fraco, permitindo a intervenção do guarda-redes. Assim era difícil. Quem não marca… sofre. Joca tinha acabado de colocar mais “sal” no magusto, com Nelson a entrar para o lugar de Gil, mas pouco depois o Arcozelo marcou, na sequência de um canto da esquerda, com Fredy, de cabeça, a atirar certeiro. Impiedoso.
Folha cruza e Pereira marca Em tempo de São Martinho, Joca nem olhou a meios e lançou todas as “castanhas” que tinha para o assador. Pereira juntou-se a Marco Armas e Nelson na frente. Pereira avisou, dois minutos depois de ter entrado, num remate com perigo, mas, à passagem do minuto 77, não perdoou. Folha (quem mais?) desferiu um cruzamento minucioso que só parou na baliza, depois de Pereira desviar a bola de cabeça.
Sem perdão O jogo estava, agora, para o lado dos da casa. O ritmo alterou-se por completo e o Arcozelo também não desmontava a armadilha do contra-golpe. O esférico, por diversas vezes, esteve a saltitar na zona de perigo, mas ninguém descobriu o caminho do golo. Menos dificuldade teve o Arcozelo. Num contra-ataque, desceu sorrateiramente à área contrária e, sem perdão, colocou-se novamente em vantagem. Uma “castanha” que seria indigesta e, no mínimo, injusta para o que produziu o Senhora da Hora ao longo dos 90 minutos. Arbitragem sem erros graves.
Figura: Folha A par de Igor, foi o jogador mais esclarecido. Destacou-se na condução de bola, demonstrando grande virtuosismo no corredor direito. Inconformado, foi dele o cruzamento para o golo de Pereira. Antes já tinha protagonizado uma jogada idêntica, mas que Armas não aproveitou para marcar.
Treinador - Joca mantém-se tranquilo no comando “Confio bastante nos jogadores” Depois do enorme sucesso da época transacta, Joca começa a sentir as naturais dificuldades de competir na Divisão de Honra. A equipa senhorense já viveu melhores dias, mas o treinador acredita na reviravolta. “O plantel é suficientemente forte para competir nesta divisão, mas que há algo que não está a sair bem. Esta derrota foi injusta. Depois do empate, nunca pensei que perdêssemos o jogo”. “É preciso que todos entendam que dentro do Senhora da Hora toda a gente está a fazer tudo para ganhar jogos. Infelizmente, tem-nos faltado uma pontinha de sorte, mas confio bastante nos jogadores e este grupo tem capacidades para fazer melhor”. Apesar da equipa não vencer há cinco jogos e ter caído para a zona de despromoção, Joca sente o apoio do presidente Vasco de Carvalho: “A tranquilidade é absoluta. Estamos a dar o nosso melhor e o presidente está a fazer tudo para tornar o Senhora da Hora cada vez mais forte”.
“Vítor tem muitas qualidades” Na última partida, Joca lançou Vítor Pádua na baliza senhorense. Sobre o tema, o treinador elogia os guarda-redes que tem à sua disposição: “O Dourado foi a primeira opção e depois resolvi dar oportunidade ao Figueiras. Agora, chegou o momento de lançar o Vítor, um jovem que tem muitas qualidades”. “Não é por aí que o Senhora da Hora não tem mais pontos, pois estamos bem servidos. De resto, Vítor vai continuar a ser a minha opção para a baliza.”, garante.
Por:
Bruno Leite
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