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Arquivo: Edição de 14-11-2007

SECÇÃO: Desporto


Honra distrital AF Porto - Desperdício valeu desconsolado magusto
Castanhas amargas

AF Porto – Divisão de Honra (10ª Jornada)
Jogo no Parque de Jogos do Srª Hora,
Árbitro: Sérgio Soares (Porto)
Srª da Hora, 1 - Arcozelo, 2
Srª Hora: Vítor; Folha, Carneiro, Trajano e Tobias; Paulo Alberto, Troços, Igor e Gil (Nelson); Joel (Pereira) e Marco Armas
Arcozelo: César; Maté, Tiago, Pêro e Marques; Chaves, Fredy (Litos) e Domingues; Vitinha, Joãozinho (Marco) e Avelino (Ricardo)
Ao intervalo: 0-0. Marcadores: Fredy (65), Pereira (77) e Ricardo (88)
Disciplina: Cartão amarelo a Troços (50), Igor (55), Tiago (81) e Joãozinho (88)
E a malapata continua. Há cinco jogos que Senhora da Hora não conhece o sabor da vitória e, na recepção ao Arcozelo, o desperdício voltou a sair caro à equipa senhorense.
Os locais não marcaram em momentos cruciais e acabaram por per­der de forma injusta. Na pri­meira metade, a formação de Joca teve o desafio na mão, mas, na segunda parte, no primeiro remate do Arcozelo, viu-se obrigada a correr atrás do prejuízo. Pereira ainda igualou, mas, já perto do fim, os forasteiros deram a provar uma castanha amarga no desconsolado magusto senhorense.

Igor começa a carburar
A contas com vários jogadores indisponíveis, o treinador senhorense apresentou um onze inédito. Vítor estreou-se entre os postes, relegando Dourado para o banco. Na “zaga”, Carneiro jogou ao lado de Trajano e Paulo Alberto compôs o miolo com Troços, Igor e Gil. Já Joel apoiou Marco Armas no ataque.
Uma equipa coesa no centro e com rapidez (Armas e Joel) no ataque. E foi mesmo o Senhora da Hora a começar melhor, ou por outra, foi Igor quem deu nas vistas. Nm livre à “Camacho”, ao minuto 25, só faltou mais inspiração ao número 10 para colocar a bola na baliza gai­en­se. Mais dois minutos e César bri­lhou, após livre de Igor.

Poucos sobressaltos
O Arcozelo, que também vinha de uma derrota caseira com o Candal (0-2), queria mostrar em Matosinhos as suas verdadeiras capacida­des. O futebol apresentado pelas duas formações era robusto, mas os sobressaltos produzidos nas áreas contrárias, à excepção das duas perdidas de Igor, eram escas­sos.
As balizas eram, assim, poupadas e a estreia de Vítor Pádua não seria colocada à prova nos primeiros 45 minutos. De resto, o jovem guardião senhorense não efectuou uma única defesa neste período.

Armas sem fogo
Com um minuto do segundo tem­po, Folha (o melhor do Senhora da Hora) rompeu pela ala direita, servindo de bandeja Marco Armas, mas o avançado, já dentro da pequena área e sem oposição, ca­be­ceou para fora.
Dez minutos depois, a arma de Mar­co voltou a errar o alvo. Igor dese­nhou uma jogada à primeira liga e ofereceu ao atacante o golo, mas o dianteiro rematou fraco, permi­tin­do a intervenção do guarda-redes. Assim era difícil.
Quem não marca… sofre. Joca tinha aca­bado de colocar mais “sal” no ma­gusto, com Nelson a entrar para o lugar de Gil, mas pouco depois o Arcozelo marcou, na sequência de um canto da esquerda, com Fredy, de cabeça, a atirar certeiro. Im­pie­do­so.

Folha cruza e Pereira marca
Em tempo de São Martinho, Joca nem olhou a meios e lançou todas as “castanhas” que tinha para o assador. Pereira juntou-se a Marco Armas e Nelson na frente. Pereira avisou, dois minutos depois de ter entrado, num remate com perigo, mas, à passagem do minuto 77, não perdoou. Folha (quem mais?) desferiu um cruzamento minucioso que só parou na baliza, depois de Pereira desviar a bola de cabeça.

Sem perdão
O jogo estava, agora, para o lado dos da casa. O ritmo alterou-se por completo e o Arcozelo também não desmontava a armadilha do contra-golpe. O esférico, por diversas ve­zes, esteve a saltitar na zona de pe­rigo, mas ninguém descobriu o ca­minho do golo. Menos dificulda­de teve o Arcozelo. Num contra-ataque, desceu sorrateiramente à área contrária e, sem perdão, colocou-se novamente em vantagem. Uma “castanha” que seria indigesta e, no mínimo, injusta para o que produziu o Senhora da Hora ao longo dos 90 minutos. Arbitragem sem erros graves.

Figura: Folha
A par de Igor, foi o jogador mais esclarecido. Destacou-se na condução de bola, demonstrando grande virtuosismo no corredor direito. Inconformado, foi dele o cruzamento para o golo de Pereira. Antes já tinha protagonizado uma jogada idêntica, mas que Armas não aproveitou para marcar.

Treinador - Joca mantém-se tranquilo no comando
“Confio bastante nos jogadores”
Depois do enorme sucesso da época transacta, Joca começa a sentir as naturais dificuldades de competir na Divisão de Honra. A equipa senhorense já viveu melhores dias, mas o treinador acredita na reviravolta. “O plantel é suficientemente forte para competir nesta divisão, mas que há algo que não está a sair bem. Esta derrota foi injusta. Depois do empate, nunca pensei que perdêssemos o jogo”.
“É preciso que todos entendam que dentro do Senhora da Hora toda a gente está a fazer tudo para ganhar jogos. Infelizmente, tem-nos faltado uma pontinha de sorte, mas confio bastante nos jogadores e este grupo tem capacidades para fazer melhor”.
Apesar da equipa não vencer há cinco jogos e ter caído para a zona de despromoção, Joca sente o apoio do presidente Vasco de Carvalho: “A tranquilidade é absoluta. Estamos a dar o nosso melhor e o presidente está a fazer tudo para tornar o Senhora da Hora cada vez mais forte”.

“Vítor tem muitas qualidades”
Na última partida, Joca lançou Vítor Pádua na baliza senhorense. Sobre o tema, o treinador elogia os guarda-redes que tem à sua disposição: “O Dourado foi a primeira opção e depois resolvi dar oportunidade ao Figueiras. Agora, chegou o momento de lançar o Vítor, um jovem que tem muitas qualidades”.
“Não é por aí que o Senhora da Hora não tem mais pontos, pois estamos bem servidos. De resto, Vítor vai continuar a ser a minha opção para a baliza.”, garante.

Por: Bruno Leite

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Edição de 10-02-2010
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