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Eficácia mamedense levou de vencida intranquilidade leceira Azuis brilharam em dérbi cinzento
II Divisão Jogo no Estádio do Leça FC, em Leça da Palmeira Árbitro: André Gralha (Santarém) Leça, 1 - Infesta, 2 Leça: Daniel; Fernando, Luisão, Nuno Sousa e Cambey (Wesllem, 46); Jerónimo, Domingos (Paulo Ferreira, 67) e Luís; Braga, Bruno e Sérgio (João Paulo, 57) TR: Jorge Madureira Infesta: Bruno; Zé Augusto (Magno, 46), Rui Jorge, Nelson e Laranjeira; Edson (Camarinha, 32), Vitinha e Corina; Paulinho (Tiago, 75), Pedro Nuno e Júlio TR: Manuel António Ao intervalo: 1-0. Marcadores: Luisão (43), Pedro Nuno (62) e Magno (85) Disciplina: Cartão amarelo a Cambey (16), Laranjeira (42), Rui Jorge (49), Sérgio (54), Camarinha (59), Paulinho (70), Magno (75), Vitinha (79) e João Paulo (80) Registando a melhor assistência da época, em que estiveram presentes mais de 1500 espectadores, o Estádio do Leça foi o palco de um dérbi muito cinzento. Leça e Infesta protagonizaram um fraco espectáculo de futebol, onde apenas os golos e alguns laivos de emoção foram capazes de despertar o público. O resultado final espelha a maior eficácia do Infesta, formação que após ser ligeiramente dominada na primeira metade, exibiu-se em melhor nível que os leceiros na etapa complementar. Por seu turno, o Leça apenas se pode queixar de si próprio e dos postes. Após uma primeira metade em bom nível, os locais voltaram a cair de rendimento no segundo tempo e ainda viram por duas vezes a bola ser devolvida pelos postes da baliza mamedense.
Início muito fraco Os primeiros 20 minutos do dérbi não deixam saudades a ninguém. Com muitas faltas de parte a parte, o jogo esteve quase sempre interrompido, quebrando o ritmo que as equipas procuravam (não) impor. Neste espaço de tempo em que as equipas aproveitaram para se estudarem mutuamente, cada formação dispôs de uma oportunidade de golo, em ambos os casos de jogadas oriundas de bola parada.
Bruno desperdiça ocasiões de ouro Após a fase inicial, os espaços foram aparecendo e quem melhor se aproveitou disso foi o Leça. O conjunto às ordens de Jorge Madureira esteve mais compacto na abordagem ao jogo e viria a dispor da primeira grande oportunidade de golo. Estavam decorridos 23 minutos, quando após um brilhante passe de Sérgio, Bruno surge na cara do guardião mamedense mas, na altura do remate, fez um autêntico passe ao seu homólogo. Sete minutos volvidos, o mesmo Bruno viria a ter oportunidade para inaugurar o marcador, contudo, a recarga a remate de Braga foi devolvida pelo poste.
Luisão marca antes do intervalo Após as oportunidades criadas pelos locais, a turma orientada por Manuel António voltou a equilibrar a partida, levando o perigo junto à baliza de Daniel nos lances de bola parada de que dispunha. No entanto, foi o Leça quem se revelou mais eficaz na cobrança de faltas. A dois minutos do intervalo, Luís cobrou um livre no lado direito do ataque leceiro, ao qual o “gigante” Luisão respondeu com um cabeceamento fulgurante que só parou nas redes de Bruno.
Poste volta a negar golo a Bruno No reatamento, o Leça entrou embalado pelo golo de Luisão e por muito pouco não dilatou a vantagem. Após um cabeceamento de Domingos, Bruno atirou para golo mas, mais uma vez, o poste negou o golo ao talentoso jogador leceiro. Após a bola atirada ao poste por Bruno, seria o conjunto do seu irmão (Paulinho) a pegar nas rédeas do jogo. Já com Magno em campo, os mamedense passaram a deter maior preponderância sobre o jogo, perante um Leça que não conseguia suster o maior caudal ofensivo dos visitantes.
Com cabeça para o empate O domínio mamedense veio a dar os seus frutos à passagem do minuto 62 quando num livre cobrado por Vitinha apareceu Pedro Nuno a cabecear de forma fulgurante para as redes da baliza à guarda de Daniel. Restabelecida a igualdade, o Infesta revelou possuir uma equipa com maior maturidade e, aproveitando alguma intranquilidade que se abateu sobre a formação leceira, passou a puder explanar todo o seu futebol.
Magno aproveita oferta Já depois de Wesllem ter levado o perigo à baliza de Bruno, o Infesta ficou a reclamar a decisão do árbitro auxiliar em anular o golo a Magno por pretenso fora de jogo. A dez minutos do fim do encontro a história do jogo poderia escrever-se em tons de verde, mas Luisão revelou pontaria desafinada num lance em que tinha tudo para chegar ao golo. O tento da vitória chegou a cinco minutos do fim da partida num brinde de Luís a que Magno, a passe de Camarinha, respondeu com grande serenidade e eficácia, fazendo a bola beijar pela segunda vez as redes do desamparado Daniel. Já no período de descontos, após brilhante jogada colectiva, Magno desperdiçou na cara de Daniel uma flagrante oportunidade para bisar.
Jorge Madureira – Trein. Leça “Duas infantilidades...” “Fomos a equipa que melhor jogou, criando oportunidades suficientes para vencer o jogo. Depois, em duas infantilidades nossas sofremos dois golos que não podemos sofrer de forma alguma. O Infesta aproveitou as duas únicas oportunidades que teve para marcar, tendo o golo do empate nascido de uma falta que não existiu. A equipa ainda sente alguma intranquilidade”.
Manuel António – Trein. Infesta “Que seja um ponto de viragem” “Acreditamos sempre e sabíamos que em qualquer situação poderíamos dar a volta ao jogo. Temos qualidade para isso e penso que fomos merecedores deste resultado. Na segunda parte, as alterações deram-nos alguma estabilidade e fomos mais equipa. Depois do empate, justificámos a vitória, conseguindo o nosso objectivo. Espero que este jogo seja um ponto de viragem. Temos demasiados jogadores lesionados e isso tem-nos custado muito”.
Por:
Norberto Sousa
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