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Arquivo: Edição de 31-10-2007

SECÇÃO: Desporto


II Divisão Nacional - Aviso de pouco serviu aos jogadores leceiros
Malditas bolas paradas

II Divisão Nacional
Jogo no Estádio do Leça F.C., em Leça da Palmeira
Árbitro: Rogério Ribeiro (Santarém)
Leça, 0 - Oliveirense, 2
Leça: Daniel; Fernando, Couto, Luisão e Cambey (Bruno, 45); Jerónimo (João Paulo, 64), Madureira e Luís; Braga, Sérgio (Wesllem, 45) e Paulo Ferreira TR: Jorge Madureira
Oliveirense: Tó Ferreira; Vítor, Laranjeira, Hélder e Bruno Sousa; Artur, Oliveira (Diogo, 90) e Godinho; Sérgio Grilo, Filipe (Ruben, 69) e Jefferson (Magano, 34) TR: Pedro Miguel
Ao intervalo: 0-2
Marcadores: Oliveira (10 g.p.) e Filipe (43)
Disciplina: Cartão amarelo a Luisão (10), Paulo Ferreira (29), Madureira (65), João Paulo (75), Tó Ferreira (86) e Godinho (90)
O Leça não conseguiu dar continuidade ao brilhante resultado alcançado na ronda anterior, em que venceu o Esmoriz por 2-0. Na recep­ção à valorosa equipa da Oli­vei­rense, os comandados de Jorge Madureira não tiveram argumentos para contrariar a mais bem estrutu­rada e mortífera formação de Oli­veira de Azeméis.
O Leça sofreu dois golos de bola pa­rada, situação para o qual já estava precavido mas que não conseguiu evitar a superioridade imposta dos forasteiros nesses mes­mos lances. O facto do Leça não ter conseguido sequer criar situações de real perigo traduz bem a desinspiração atacante que rei­nou na equipa.

Esmoriz entra superior e chega ao golo
Desde o apito inicial da partida que os forasteiros mostraram bem que estavam em Leça para arrecadar os três pontos. Desde logo assumiram o controlo da partida e, em apenas cinco minutos, criaram duas oportu­nidades de golo. Primeiro foi Da­niel, que se opôs com segurança a um cabeceamento de Sérgio Grilo, tendo de seguida, o avançado de Oliveira de Azeméis se isolado, mas, na cara do guardião leceiro, falhou o chapéu.
Às primeiras oportunidades dos visitantes, o Leça procurava assentar e equilibrar as rédeas do jogo. No entanto, a tarefa não era nada fácil. A turma às ordens de Pedro Miguel apareceu em Leça da Palmeira com a lição muito bem estudada, apresentando-se extremamente rápida e estruturada nas transições, o que dificultava em muito o jogo do Leça. Foi mesmo através numa dessas transições rapidíssimas que o Jefferson sofreu falta de Luisão dentro da área, a qual foi assinalada prontamente pelo juiz da partida. Chamado a converter, o capitão Oliveira mostrou frieza e abriu o marcador.

Paulo Ferreira comanda reacção
Obrigado a correr atrás do prejuízo, o Leça reagiu ao golo sofrido e passou a dominar o jogo. Neste pe­río­do, assistiu-se a uma equipa mais afoita em busca do golo, mas sem grandes soluções colectivas para ultrapassar a muralha adversária. Pau­lo Ferreira, por duas vezes, foi o único que conseguiu levar o pe­ri­go, embora relativo, à baliza adversá­ria. Num desses lances, o jovem avançado ficou a reclamar grande penalidade por pretensa mão de Laranjeira.

Mais um balde de água fria…
Apresentando uma eficácia concretizadora notável no que diz respeito aos lances de bola parada – foi o 13º golo da época –, a Oli­vei­ren­se iria chegar ao segundo golo ain­da antes do intervalo. Filipe correspondeu com um cabeceamento mortífero junto ao primeiro poste a um livre cobrado por Oliveira e, con­tra a corrente do jogo, fez o segun­do golo da partida. Ainda antes do descanso, Sérgio Grilo por muito pou­co não aproveitou uma desa­tenção da defensiva local.

Jorge Madureira coloca trunfos em campo
Para a segunda parte, Jorge Ma­du­reira lançou Bruno e Wesllem, joga­dores com vocações ofensivas pa­ra os lugares de Sérgio e Cambey. Com estas alterações, Luís passou para a lateral esquer­da, passando o Leça a contar com quatro setas apontadas à baliza de Tó Ferreira. Bruno, Braga, Wesllem e Paulo Ferreira eram os elementos mais ofensivos da equipa lecei­ra. Mais tarde, à passagem dos 74 mi­nutos, João Paulo alargou a fren­te de ataque ao entrar para o lugar do médio defensivo Jerónimo.

Leça sem argumentos ofensivos
Apesar de actuar com vários elementos na frente de ataque, o Leça não conseguiu incomodar o experiente Tó Ferreira. Apresentando um elevado caudal ofensivo, faltou sempre o momento de definir as decisões. A linha ofensiva sentiu em demasia o baixo rendimento dos municiadores de ataque, Braga e Bruno, não se conseguindo libertar das amarras dos defensores contrários. No único lance em que conseguiu ludibriar a defesa adversária, João Paulo ainda marcou golo, po­rém, o árbitro auxiliar viria a anulá-lo por pretenso fora de jogo. Vitória justa da melhor equipa que esta tem­porada passou por Leça da Palmeira.


Figura: Paulo Ferreira
O jovem avançado foi o mais esclarecido do conjunto leceiro. Travou um duelo interessante com os centrais adversários, ganhan­do muitas bolas e várias faltas na frente de ataque. Dotado de uma elevada capacidade técnica individual, é a jogar de costas para a baliza que mais de tem destacado. Tem mostrado classe e subido de rendimento a cada jogo que passa.


Jorge Madureira - Treinador do Leça
”Houve algum demérito nosso”

“Entrámos bem no jogo e num momento em que o estávamos a tentar controlar cometemos um penálti num lance que estava perfeitamente controlado. Depois, criámos várias oportunidades para conseguir o empate mas sofremos um golo de bola parada, situação para a qual já estávamos avisados. Penso que ficou uma grande penalidade por marcar a nosso favor, no entanto, isso não desculpa a derrota. A Oliveirense mereceu ganhar, mas também houve algum demérito da nossa parte”.

Por: Norberto Sousa

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Edição de 16-06-2010
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