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II Divisão Nacional - Aviso de pouco serviu aos jogadores leceiros Malditas bolas paradas
II Divisão Nacional Jogo no Estádio do Leça F.C., em Leça da Palmeira Árbitro: Rogério Ribeiro (Santarém) Leça, 0 - Oliveirense, 2 Leça: Daniel; Fernando, Couto, Luisão e Cambey (Bruno, 45); Jerónimo (João Paulo, 64), Madureira e Luís; Braga, Sérgio (Wesllem, 45) e Paulo Ferreira TR: Jorge Madureira Oliveirense: Tó Ferreira; Vítor, Laranjeira, Hélder e Bruno Sousa; Artur, Oliveira (Diogo, 90) e Godinho; Sérgio Grilo, Filipe (Ruben, 69) e Jefferson (Magano, 34) TR: Pedro Miguel Ao intervalo: 0-2 Marcadores: Oliveira (10 g.p.) e Filipe (43) Disciplina: Cartão amarelo a Luisão (10), Paulo Ferreira (29), Madureira (65), João Paulo (75), Tó Ferreira (86) e Godinho (90) O Leça não conseguiu dar continuidade ao brilhante resultado alcançado na ronda anterior, em que venceu o Esmoriz por 2-0. Na recepção à valorosa equipa da Oliveirense, os comandados de Jorge Madureira não tiveram argumentos para contrariar a mais bem estruturada e mortífera formação de Oliveira de Azeméis. O Leça sofreu dois golos de bola parada, situação para o qual já estava precavido mas que não conseguiu evitar a superioridade imposta dos forasteiros nesses mesmos lances. O facto do Leça não ter conseguido sequer criar situações de real perigo traduz bem a desinspiração atacante que reinou na equipa.
Esmoriz entra superior e chega ao golo Desde o apito inicial da partida que os forasteiros mostraram bem que estavam em Leça para arrecadar os três pontos. Desde logo assumiram o controlo da partida e, em apenas cinco minutos, criaram duas oportunidades de golo. Primeiro foi Daniel, que se opôs com segurança a um cabeceamento de Sérgio Grilo, tendo de seguida, o avançado de Oliveira de Azeméis se isolado, mas, na cara do guardião leceiro, falhou o chapéu. Às primeiras oportunidades dos visitantes, o Leça procurava assentar e equilibrar as rédeas do jogo. No entanto, a tarefa não era nada fácil. A turma às ordens de Pedro Miguel apareceu em Leça da Palmeira com a lição muito bem estudada, apresentando-se extremamente rápida e estruturada nas transições, o que dificultava em muito o jogo do Leça. Foi mesmo através numa dessas transições rapidíssimas que o Jefferson sofreu falta de Luisão dentro da área, a qual foi assinalada prontamente pelo juiz da partida. Chamado a converter, o capitão Oliveira mostrou frieza e abriu o marcador.
Paulo Ferreira comanda reacção Obrigado a correr atrás do prejuízo, o Leça reagiu ao golo sofrido e passou a dominar o jogo. Neste período, assistiu-se a uma equipa mais afoita em busca do golo, mas sem grandes soluções colectivas para ultrapassar a muralha adversária. Paulo Ferreira, por duas vezes, foi o único que conseguiu levar o perigo, embora relativo, à baliza adversária. Num desses lances, o jovem avançado ficou a reclamar grande penalidade por pretensa mão de Laranjeira.
Mais um balde de água fria… Apresentando uma eficácia concretizadora notável no que diz respeito aos lances de bola parada – foi o 13º golo da época –, a Oliveirense iria chegar ao segundo golo ainda antes do intervalo. Filipe correspondeu com um cabeceamento mortífero junto ao primeiro poste a um livre cobrado por Oliveira e, contra a corrente do jogo, fez o segundo golo da partida. Ainda antes do descanso, Sérgio Grilo por muito pouco não aproveitou uma desatenção da defensiva local.
Jorge Madureira coloca trunfos em campo Para a segunda parte, Jorge Madureira lançou Bruno e Wesllem, jogadores com vocações ofensivas para os lugares de Sérgio e Cambey. Com estas alterações, Luís passou para a lateral esquerda, passando o Leça a contar com quatro setas apontadas à baliza de Tó Ferreira. Bruno, Braga, Wesllem e Paulo Ferreira eram os elementos mais ofensivos da equipa leceira. Mais tarde, à passagem dos 74 minutos, João Paulo alargou a frente de ataque ao entrar para o lugar do médio defensivo Jerónimo.
Leça sem argumentos ofensivos Apesar de actuar com vários elementos na frente de ataque, o Leça não conseguiu incomodar o experiente Tó Ferreira. Apresentando um elevado caudal ofensivo, faltou sempre o momento de definir as decisões. A linha ofensiva sentiu em demasia o baixo rendimento dos municiadores de ataque, Braga e Bruno, não se conseguindo libertar das amarras dos defensores contrários. No único lance em que conseguiu ludibriar a defesa adversária, João Paulo ainda marcou golo, porém, o árbitro auxiliar viria a anulá-lo por pretenso fora de jogo. Vitória justa da melhor equipa que esta temporada passou por Leça da Palmeira.
Figura: Paulo Ferreira O jovem avançado foi o mais esclarecido do conjunto leceiro. Travou um duelo interessante com os centrais adversários, ganhando muitas bolas e várias faltas na frente de ataque. Dotado de uma elevada capacidade técnica individual, é a jogar de costas para a baliza que mais de tem destacado. Tem mostrado classe e subido de rendimento a cada jogo que passa.
Jorge Madureira - Treinador do Leça ”Houve algum demérito nosso”
“Entrámos bem no jogo e num momento em que o estávamos a tentar controlar cometemos um penálti num lance que estava perfeitamente controlado. Depois, criámos várias oportunidades para conseguir o empate mas sofremos um golo de bola parada, situação para a qual já estávamos avisados. Penso que ficou uma grande penalidade por marcar a nosso favor, no entanto, isso não desculpa a derrota. A Oliveirense mereceu ganhar, mas também houve algum demérito da nossa parte”.
Por:
Norberto Sousa
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