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Golo de antologia de César coloca justiça mesmo ao cair do pano Espectáculo de luxo
AF Porto – I Divisão Jogo no Complexo de Lavra, em Matosinhos Árbitro: Nelson Rocha (AF Porto) Lavrense, 1 - Leça Balio, 1 Lavrense: Hora (Bruno); Zé Maia, Faial, Serrão (Pedro) e Tiago Pinto; Pirata, Marco Dias (Ribeiro) e Augusto; Grilo, Freitas e Álvaro TR: Jorge Morais Leça Balio; André Pinto; Américo, Paulão (Hugo Almeida), Tiago e Nunes; Feliciano, André (Hugo) e Nuno Madureira (Hermínio); Vítor Hugo, César e Carlitos TR: José Pacheco Ao intervalo: 0-0 Marcadores: Freitas (73) e César (90) As pessoas que se deslocaram em grande número ao Complexo de Lavra para assistirem ao derby entre Lavrense e Leça do Balio não saíram defraudadas com o espectáculo. As equipas demonstraram o porquê de estarem a realizar um excelente campeonato e o empate ajusta-se ao desenrolar do encontro.
Conhecimento mútuo As equipas entraram em campo com a lição bem estudada, sabendo de antemão os pontos fortes de cada uma. Os conjuntos preocuparam-se mais em anular as investidas adversárias, pese embora o Leça do Balio tenha dominado a primeira parte e a equipa da casa reagido bem na segunda. Ambas as equipas actuaram em 4x3x3 onde a principal diferença residia no papel do número 10 das duas equipas: nos balienses, Nuno Madureira construía o jogo desde o meio-campo, encurtando espaços com os homens mais avançados – Carlitos, César e Vítor Hugo – e ajudou a sua equipa a ter muito mais tempo a posse de bola; no Lavrense, Freitas colou-se muito ao ponta-de-lança na primeira parte e a bola praticamente não chegava jogável aos seus pés. Na zona mais recuada, Nunes e Américo não subiram tanto pois encontraram pela frente dois excelentes jogadores (Álvaro e Tiago) que a qualquer momento podiam desequilibrar. Paulão e Tiago demonstraram a segurança habitual não dando margem de manobra a Serrão. Feliciano (mais uma excelente exibição), André e Nuno Madureira tiveram uma interessante disputa com o triângulo do Lavrense composto pelo trinco Grilo, Gusto e o criativo Freitas. Na frente, Vítor Hugo foi alvo de atenções redobradas por parte de Faial e do central Pirata que funcionava como primeiro apoio ao seu colega da defesa. Carlitos tapou bem as subidas de Zé e César, a atravessar um excelente momento de forma, não descansou os centrais Pirata e Marco Dias. Leça Balio dominador O jogo começou logo com um lance polémico: falha defensiva da equipa da casa e, oportuno como sempre, Vítor Hugo aparece isolado perante Hora que rasteira o adversário quando já se preparava para inaugurar o marcador. O juiz da partida assinala livre directo mas perdoa a expulsão, exibindo apenas o cartão amarelo. Na sequência do livre, Tiago remata forte mas muito ao lado. A favor do vento, os balienses tiveram maior domínio durante a primeira parte, com boas jogadas de entendimento e, defensivamente, sem prestar quaisquer veleidades. Entretanto, o técnico do Lavrense via-se forçado a fazer duas alterações ainda na primeira parte por problemas físicos de Hora e Marco Dias. A equipa da casa não se encontrava e permitia que o Leça do Balio estivesse mais perto do golo, dispondo da melhor oportunidade de todo o encontro quando André descobre Vítor Hugo que, em excelente posição remata, de pé esquerdo, muito por cima da baliza. Lavrense equilibra Moralizados pela entrega do troféu de Campeão da II Divisão Distrital da época passada, no intervalo do jogo, pelo presidente da Câmara, Guilherme Pinto, o Lavrense reapareceu em campo disposto a lutar pelos três pontos levando ao recuo dos balienses que não mais importunaram a baliza defendida, agora, por Bruno. Álvaro começava a desequilibrar pela direita e, fruto de uma maior pressão atacante através da subida das linhas do Lavrense, o Leça do Balio não conseguia sair a jogar. Até que, aos 73 minutos, Álvaro descobre Tiago que efectua um violento remate desviado pela mão de Américo, num lance que pareceu passível de grande penalidade; contudo a bola sobra para o mesmo Tiago que, na linha de fundo cruza, para Freitas, solto de marcação, cabecear para o fundo das redes. Reacção baliense As alterações operadas pelo técnico baliense foram quase imediatas, trocando um central por um ponta-de-lança, arriscando num sistema de apenas três defesas. O Leça do Balio subiu no terreno e, finalmente, começava a aproximar-se mais vezes da baliza contrária. Os homens da casa, naturalmente, começavam a gastar tempo, fazendo com que o banco baliense começasse a fornecer as bolas para o jogo para as reposições serem mais rápidas. Já nos descontos, César, desmarcado por Hugo Almeida, remata violentamente, fazendo a bola entrar no ângulo superior esquerdo da baliza. A bola baliense, com o papel cumprido, recolheu ao banco e o jogo reatou com o esférico que os jogadores do Lavrense preferiam. Mas logo a seguir, o árbitro dava por terminada uma partida bem disputada entre duas equipas muito dignas.
Figura Lavrense: Freitas Mais um golo para a galeria de um avançado móvel, aguerrido, inconformado e lutador. Estava no sítio certo para corresponder ao cruzamento de Tiago e abrir o activo.
Figura Leça do Balio: Tiago O jovem central, proveniente dos escalões de formação do Leça, realizou uma excelente exibição, demonstrando grande confiança na forma como conseguiu sair a jogar desde a defensiva baliense.
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