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Futebol distrital - Fraca produtividade defensiva deu em goleada De pernas para o ar
AF Porto – Divisão de Honra Jogo no Estádio do Perafita FC, em Perafita Árbitro: Paulo Costa (Porto) Perafita, 2 - Rio Tinto, 5 Perafita: Humberto; Osvaldo (Bessa, 75), Rui, Chaves e Tó; Macarra, Tinaia (João, 65), Delfim e Pimentel; Luís e Paulinho TR: Mário Barros Rio Tinto: Mata; Jorginho, Assis (Chico, 87), Rui Miguel e Luís Farelo; Ramos, Pedro Gabriel e Sérgio Rocha (Luís Carreira, 67); Miguel, Valter (Paulo Ribeiro, 81) e Fábio TR: Manuel Gonçalves Ao intervalo: 2-2 Marcadores: Valter (11, 22 e 72), Macarra (20), Paulinho (24) e Miguel (76 e 85) Disciplina: Cartão amarelo a Chaves (49) e Rui (85) Quando uma equipa sofre cinco golos num só jogo algo não está bem. Na recepção ao Rio Tinto, a defesa do Perafita esteve verdadeiramente de pernas para o ar, exibindo-se de forma desastrosa durante os 90 minutos, sofrendo, assim, golos inadmissíveis para quem joga a este nível. O guarda-redes Humberto foi o único elemento que escapou no sector mais recuado, não tendo qualquer culpa nos golos sofridos. Só o monumental golo apontado por Macarra serve de consolação para os cerca de cem adeptos perafitenses que estiveram presentes no estádio.
Passividade defensiva, capítulo I Num encontro dirigido pelo árbitro internacional Paulo Costa assistiu-se a um início de jogo muito equilibrado, com as equipas a não permitirem muitos espaços para se jogar. Perante tal cenário, nos minutos iniciais foram poucas as ocasiões criadas por ambas as equipas junto das balizas. Quando realmente os dois conjuntos imprimiram velocidade ao jogo ofensivo, o Rio Tinto tirou partida da frágil defesa local. Aos dez minutos, Humberto com uma defesa apertada evitou o golo a Valter, não conseguindo no minuto seguinte disfarçar a tarde não dos seus companheiros mais recuados. Perante enorme passividade em afastar a bola junto da sua baliza, Valter aproveitou a apatia local para aparecer na cara de Humberto e, com tempo para tudo, inaugurou o marcador.
Obra-prima de Macarra O golo sofrido espevitou os locais que passaram a pressionar mais à frente o Rio Tinto, jogando mais perto do alvo local. O primeiro exemplo disso mesmo foi o remate de Tó que só não deu em golo porque Pimentel chegou atrasado para desviar o esférico para dentro da baliza. O Perafita dava mostras de puder empatar o jogo e viria a fazê-lo em grande estilo. O minuto 20 deste encontro irá ficar marcado para sempre na memória de muitos dos espectadores presentes. A cerca de 35 metros da baliza, após o esférico ser devolvido pela defesa local, Macarra remata à meia volta sem deixar cair a bola, fazendo-a entrar no ângulo superior direito da baliza de Mata. Um golo capaz de figurar nas mais belas galerias mundiais.
Paulinho enfeita a tela Depois do monumental golo que originou o empate, o Perafita continuou a pressionar alto o seu adversário e viria a colocar-se pela primeira vez na posição de vencedor. Depois de ter ido ao solo para recuperar o esférico, Macarra faz uma primorosa assistência, isolando Paulinho que com a habitual eficácia que se lhe reconhece deu o melhor seguimento ao lance. O golo apontado pelo avançado foi o toque final de um estético quadro pintado em quatro minutos. Contrapondo com o belo futebol ofensivo, os defensores do Perafita revelavam-se muito desinspirados, borrando a pintura por completo.
Passividade defensiva, capítulo II A segunda mancha do quadro pintado por Macarra com a colaboração de Paulinho foi dada aos vinte e nove minutos. Em mais um lance em que a inércia defensiva dos locais foi por demais evidente, Valter recebeu com todo à vontade o esférico dentro da grande área e, com grande calma, rodou para a baliza para bater com enorme facilidade o desamparado Humberto. Valter e, mais tarde, Miguel revelaram-se facas bem afiadas em perfurar a defesa de manteiga do Perafita. Ainda antes do intervalo, o Perafita poderia ter-se colocado de novo em vantagem, porém, o remate de Luís a centro de Osvaldo viria a ser defendido por Mata.
Festival ofensivo desperdiçado Após o descanso, o Perafita viria a dispor de quatro oportunidades para chegar ao golo mas que, por falta de pontaria no capítulo da finalização ou demora no momento do remate, não viriam a ter efeitos práticos. Nestes vinte minutos de verdadeiro vendaval ofensivo dos locais ficou ainda por assinalar uma grande penalidade por derrube de Rui Miguel a Paulinho.
Epílogo da passividade defensiva Depois do excelente período ofensivo do Perafita, o Rio Tinto reagiu e, mais uma vez com tremenda facilidade, chegou ao golo. Alves apareceu sozinho dentro da área e com um cabeceamento eficaz deu o melhor seguimento ao centro de Miguel. Depois de assistir o seu companheiro, foi a vez de Miguel passar para o papel de marcador. Aproveitando uma fífia monumental de Chaves, primeiro, e convertendo uma grande penalidade a castigar falta de Rui, depois, o extremo forasteiro estabeleceu o resultado final. No final, resultado pesado que castiga os muito erros defensivos do Perafita.
Duas semanas para o regresso Manuel operado com sucesso Depois de no jogo com o Avintes ter fracturado um osso do rosto, o guarda-redes Manel foi operado com sucesso na passada terça-feira. O guardião esteve presente no estádio a dar apoio aos seus companheiros, estando o seu regresso previsto para dentro de duas semanas.
“Distracções e infantilidades” Mário Barros - Treinador do Perafita “Foi um jogo onde houve algumas distracções e infantilidades que se pagaram caro. Cometemos erros defensivos que já não se usam e que não se podem permitir. Entrámos muito bem na segunda parte, mas falhámos em termos defensivos e o adversário aproveitou bem. Depois houve um desânimo natural entre toda a equipa. Se o árbitro tivesse assinalado grande penalidade sobre o Paulinho o jogo poderia ter sido diferente”.
Figura: Macarra Apontou um golo capaz de figurar entre os mais belos a nível mundial. Esteve também na assistência para o tento de Paulinho e foram dos seus pés que saíram todas as jogadas de perigo da equipa. Realizou um grande jogo, acabando o encontro como defesa direito. Não merecia, de modo algum, a derrota.
Por:
Norberto Sousa
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