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Arquivo: Edição de 17-10-2007

SECÇÃO: Desporto


III Divisão - Padroense deixou fugir a vantagem em apenas dois minutos
A factura do desperdício

III Divisão
Jogo no Estádio do Serzedelo
Árbitro: Nuno Fraguito (AF Vila Real)
Serzedelo, 2 - Padroense, 1
Serzedelo: Paulo Jorge; Pedro Barroso, Carlos Martins, Quim Duarte e Luís Miguel; Rui Novais (Daniel Dias, 88), Guillaume, Maurício e Luís (Cannigia, 83); Ricardinho (Gil 75) e Miguel Mota
TR: Marco Alves
Padroense: Marco; Duarte (Moura, 80), Tiago Madalena, Andrade (Armando, 85) e Lobo; Castanho, Paulinho, Vitinha e Portilho (Ruben Saldanha, 59); Sérgio e João
TR: Augusto Mata
Ao intervalo: 2-1
Marcadores: João (31), Andrade (39 a.g.) e Luís (41)
Disciplina: Cartão amarelo a Lobo (25), Luís (34), Guillaume (35), Tiago Madalena (51), Rui Novais (66) e Maurício (82)
Privado de alguns elementos im­portantes, o Padroense perdeu em Serzedelo. Com Daniel castiga­do, Seabra e Ivo lesionados e ainda com alguns jogadores à procura de um maior ritmo, fruto das suas paragens por lesões, como é o caso de Duarte, Moura e Lobo, Augusto Mata apostou nos ex-juniores do Leixões, Portilho e Andrade, para, pela primeira vez, assumirem a titularidade.

João regressa e marca
O Padroense entrou determinado a voltar às vitórias, com João de regres­so à frente de ataque. A formação da casa entrou de alguma forma nervosa, procurando anular os avançados do Padroense com uma defesa em linha e uma marcação individual.
A primeira ocasião de golo pertence ao Padroense, quando Portilho, que efectuou uma bela partida, desmar­cou João, com um passe por cima da defesa local, que já dentro da área contrária não conseguiu melhor que rematar às malhas laterais da baliza de Paulo Jorge. O Ser­ze­delo parecia não se adaptar ao ritmo dos matosinhenses, que com uma circulação rápida de bola iam criando fissuras na defesa local, e foi numa dessas jogadas, com Sérgio a escapar-se para o flanco direito que o Padroense chegou ao pri­meiro golo, com um passe de mor­te do experiente avançado visi­tante, que encontrou ao primeiro poste o veloz avançado João, que desta feita não enjeitou a oportunidade colocado os visitantes em vantagem no marcador.

Reviravolta em dois minutos
O Serzedelo reagiu e num espaço de dois minutos deu a volta ao marcador, com dois lances de grande felicidade. Primeiro é Duarte que faz uma falta no flanco direito do Pa­droense e na cobrança da mes­ma a bola é desviada da trajectória obrigando Marco a socar a bola, que embate no infeliz Andrade. Lo­go de seguida, novamente pelo flan­co direito do Padroense, o Ser­ze­de­lo ganha um ressalto com a bola a sobrar para a entrada da área, on­de Luís, livre de marcação, efectua um belo remate, sem quaisquer hipóteses para Marco. Antes do fi­nal da primeira parte, tempo ainda para o árbitro da partida anular um golo a João por alegado fora de jogo.

Duas perdidas flagrantes
No segundo tempo, o Serzedelo pro­curou manter a escassa vanta­gem, abdicando praticamente do seu ataque, colocando, assim, mui­tos homens no seu meio campo defen­sivo, situação essa que parecia re­sultar em cheio, já que nem com as entradas dos avançados Ruben Saldanha e Moura o Padroense criava verdadeiro perigo para a baliza de Paulo Jorge, excepção feita a dois lances, primeiro num cabeceamen­to de Tiago Madalena, no seguimento de um canto, que leva a bola a rasar o poste da baliza contrária, e o segundo corresponde à grande per­dida da partida, quando também no seguimento de um canto, após um primeiro remate defendi­do por Paulo Jorge, a bola sobra para João que, na pequena área, remata a bola à trave, sobrando ainda o esférico para Vitinha que, livre de marcação, em frente à baliza do Serzedelo faz o mais difícil e remata por cima do travessão.
Até ao final o Padroense foi dominador, mas sem produzir efeitos práticos. No próximo domingo, pelas 15 horas, o Padroense recebe o segundo classificado, a Oli­vei­ren­se.

Figura: João
É, sem dúvida, uma mais valia no úl­ti­mo terço do ter­reno. O ex-Benfica B continua a mar­car, desta vez, fo­ram dois golos, embora um deles tenha sido anulado por alegado fora de jogo. A continuar assim, vai dar que falar.

VP/AM

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Edição de 16-06-2010
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