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Leça perde dois pontos e atrasa-se cada vez mais na classificação Arbitragem causa indignação
II Divisão Nacional
Leça, 2 Ribeira Brava, 2
Jogo no Estádio do Leça F.C., em Leça da Palmeira Árbitro: Paulo Rodrigues (Braga)
Leça Daniel; Wesllem (João Paulo, 75), Luisão, Nuno Sousa e Cambey; Jerónimo, Madureira e Braga; Bruno, Sérgio (Paulo Ferreira, 57) e Hugo Paiva (Lutchindo, 63) TR: Jorge Madureira
Ribeira Brava Bruno Freitas; Vítor Hugo, Jerónimo, Hélvio e Valter; Diego (Vítor Silva, 45), Paulinho e Marquinhos (Luís Filipe, 87); Bruno, Canas (João Antunes, 76) e Marco TR: Joaquim Rodrigues
Ao intervalo: 1-0 Marcadores: Wesllem (22), Vítor Hugo (54 e 72) e Braga (80) Disciplina: Cartão amarelo a Canas (22), Sérgio (32), Madureira (34), Jerónimo (53), Vítor Hugo (60), Braga (66), Bruno (69), João Antunes (80), Luisão (84), Nuno Sousa (90+2) e Bruno (90+3); Cartão vermelho a Wesllem (89)
Foi um filme repetido aquele que se assistiu em Leça da Palmeira. Se bem que com outros artistas, diga-se árbitros e adversários, a triste história voltou a repetir-se e o Leça voltou a perder pontos. Depois de estar a vencer ao intervalo com inteira justiça, a segunda parte da partida teve contornos estranhos e, mais uma vez o Leça não conseguiu assegurar a vantagem conquistada na etapa complementar. A perder pontos em casa contra equipas que estão ao alcance dos comandados de Jorge Madureira, começa a ficar complicada a posição do Leça na tabela classificativa.
Wesllem rentabiliza domínio
Num encontro que se iniciou sob o signo do equilíbrio, o Leça foi pegando aos poucos no jogo, passando a controlar a partida. Com o capitão Madureira a comandar as operações e Wesllem a subir com grande preponderância pelo corredor direito, o futebol dos locais ia chegando e sobrando para a formação madeirense. Por seu turno, o Ribeira Brava ia defendendo como podia, apostando em rápidos contra ataques. À passagem dos 22 minutos em mais uma das suas investidas pela lateral, Wesllem conquistou um pontapé de canto ao qual viria a dar o melhor seguimento; Madureira cobrou a bola parada para junto da pequena área onde apareceu o oportuno Wesllem a cabecear para golo.
Mudanças de posições
Depois do golo apontado por Wesllem, Jorge Madureira promoveu algumas alterações no esquema táctico da equipa. O até então trinco Jerónimo passou para defesa direito, Wesllem subiu para extremo direito, com o tridente do meio campo a ser constituído por Madureira, Braga e Bruno. Com estas mudanças, Jorge Madureira pretendia dar mais solidez defensiva à equipa, aproveitando também a velocidade de Wesllem nas transições para o ataque.
Superioridade desaproveitada
Ainda antes do intervalo, o Leça dispôs de uma flagrante oportunidade para dilatar a vantagem. Após aproveitar uma monumental fífia de Diego, Bruno conduziu o contra ataque em que estavam três elementos do Leça contra apenas dois do Ribeira Brava. Com muito espaço pela frente a oportunidade foi desperdiçada por Wesllem que após passe de Bruno não conseguiu dar o melhor seguimento à jogada.
Grande penalidade… inventada
O reatamento da partida ficou marcado por uma decisão deveras infeliz da equipa de arbitragem. Perante um verdadeiro salto para a piscina de Marquinhos, para espanto de todos os presentes, Paulo Rodrigues assinalou grande penalidade e admoestou Jerónimo com o cartão amarelo. O brinde oferecido pelo juiz da partida aos madeirenses foi aproveitado em golo por Vítor Hugo. Treze minutos volvidos, o Leça ficou a reclamar grande penalidade por pretensa mão de Valter, lance em que nada foi assinalado. Antes disso, Braga após passar por três adversários teve uma flagrante hipótese para alvejar o alvo contrário, porém viria a perder o tempo de remate.
Forasteiros em vantagem
Instantes após o Leça ter reclamado grande penalidade, seria o Ribeira Brava a chegar ao golo. Num livre do lado esquerdo cobrado por Bruno, Vítor Hugo apareceu junto ao primeiro poste a emendar de cabeça para golo, num lance em que a defesa do Leça não fica isenta de culpas.
Leça reage e empata
Em desvantagem, o Leça partiu com tudo para cima do seu adversário, encostando por completo o Ribeira Brava junto à sua área defensiva. Com Paulo Ferreira e João Paulo na frente de ataque os locais tentavam tudo por tudo para chegar ao empate, igualdade essa que viria a ser negada por Bruno Freitas que respondeu com uma grande defesa a um livre cobrado por Madureira. Já depois de o Leça ter reclamado (com razão!) outra grande penalidade, a segunda neste jogo, foi ao terceiro protesto que o árbitro assinalou o castigo máximo. Após o cabeceamento de Nuno Sousa no coração da área a bola embateu na mão de João Antunes, numa falta punível para grande penalidade. Chamado a marcar, Braga converteu em golo, estabelecendo nova igualdade no encontro. Até ao final, o Leça foi a única equipa que procurou a vitória, contudo, tal não viria a acontecer. Fraca arbitragem com claro prejuízo para o Leça.
Figura
Wesllem – Injustiçado Realizou uma primeira parte de excelência. Iniciando o encontro como lateral direito, aventurou-se muito nas manobras ofensivas e foi numa das suas incursões pela faixa direita que conquistou o canto, que estaria depois na origem do seu golo de cabeça. Depois do golo passou a actuar como extremo, causando ainda mais dores de cabeça aos seus marcadores directos. Acabou por ser expulso já depois de ter sido substituído, em mais uma decisão incompreensível da equipa de arbitragem.
Jorge Madureira – Treinador do Leça “Com este árbitro é impossível ganhar”
“Sabíamos bem o jogo que tínhamos que fazer. Depois de marcarmos o golo tentámos explorar o contra-ataque e era com justiça que vencíamos no final da primeira parte. Ao intervalo tinha dito aos meus jogadores e dirigentes que o árbitro ia marcar um penálti contra nós. Na segunda parte, o árbitro passou a controlar o jogo todo, desorientando por completo a minha equipa. O árbitro decidiu o jogo. Com este árbitro é impossível ganhar”.
Por:
Norberto Sousa
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