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Arquivo: Edição de 03-10-2007

SECÇÃO: Desporto


Leixões - Seis jogos, seis pontos, seis golos marcados e seis sofridos...
Sob o signo do 6

Liga Bwin – 6ª Jornada
Jogo no Estádio Municipal de Coimbra
Árbitro: Paulo Paraty (Porto)

Académica - 1 Leixões - 1

Académica: Pedro Roma; Pedro Costa, Kaká, Orlando e Vítor Vinha (Ivanildo, 68); Paulo Sérgio (Tiero, 41), Cris e N’Doye; Miguel Pedro, Lito e Hélder Barbosa (Joeano, 45) TR: Domingos Paciência

Leixões: Beto; Filipe Oliveira, Elvis, Nuno Diogo e Ezequias; Bruno China, Paulo Machado (Livramento, 60) e Hugo Morais; Jorge Gonçalves, Tales (Marco Cadete, 90+1) e Vieirinha (Nwoko, 81) TR: Carlos Brito

Ao intervalo: 0-0
Marcadores: Hugo Morais (63) e Lito (78)
Disciplina: Cartão amarelo a Ezequias (30), Hugo Morais (40) e Lito (55)

Mais um empate. O sexto da épo­ca. À sexta jornada, o Leixões soma seis pontos e apresenta seis golos marcados e sofridos. Mais uma vez, o Leixões teve a vitória na mão, foi melhor em determinados períodos de jogo, mas acabou por deixar fugir o pássaro, depois de ter estado na frente, com um golo de Hugo Mo­rais. Sobra, desta vez, a boa atitude da equipa leixonense, que lim­pou a pobre imagem deixada na última semana, diante do Nacional e União de Leiria. E domingo há mais, frente à Naval. Um dado indesmentível: o Leixões ainda não ganhou, mas também não perdeu...

Carlos Brito altera

Carlos Brito introduziu algumas alterações na equipa. Filipe Oliveira foi a novidade na defesa, actuando como defesa-direito, a posição para o qual foi contratado. Marco Cade­te, que vinha a ser o titular no cam­peonato, foi o sacrificado. Hugo Mo­rais, que atirou Jorge Duarte para o banco, foi chamado
para actuar no meio-campo, auxiliando Bruno China e Paulo Macha­do na construção de jogo. O ataque fiou entregue a Jorge Gonçalves, na direita, Tales, no centro, a beneficiar do castigo de Roberto, e Vieirinha, na esquerda.
Logo no primeiro minuto, Cris entrou com perigo na área, mas Ezequias, num corte arrojado, evitou males maiores para a baliza de Beto (não fez uma defesa na primeira parte!), cedendo pontapé de canto. Podia ser o prenúncio de uma Aca­démica agressiva, dinâmica, a assumir as rédeas, mas não passou mesmo disso, com o Leixões imediatamente a equilibrar o estado de coisas.
O primeiro sinal de perigo do Lei­xões surgiu aos seis minutos, com Jorge Gonçalves, assistido por Hugo Morais, a testar os reflexos de Pedro Roma. A seguir, Vieirinha levou a melhor sobre Vítor Vinha, solicitando depois a entrada de Paulo Machado, que caiu na área sem ter sofrido qualquer toque.

Penaltie por marcar

A primeira parte fica, inegavelmen­te, marcada por uma grande penalidade não assinalada a favor do Leixões. Aos 18 minutos, Jorge Gon­çalves disparou forte ainda fora da área, tendo Pedro Roma efectuado uma boa intervenção; a bola sobrou para Tales que cruzou de imediato para a área academista, onde
surgiu Jorge Gonçalves a cabecear em esforço, pois Pedro Costa estava a agarrá-lo. Falta indiscutível para grande penalidade, que Paulo Paraty deixou passar em claro.
Na resposta, N’Doye dispõe da melhor situação da Académica no primeiro tempo, mas o remate, após cruzamento de Pedro Costa, saiu demasiado torto.
Passava o perigo para o Leixões. Antes da meia hora, o Leixões volta à carga, com Jorge Gonçalves a ca­becear novamente com perigo, mas Pedro Roma, mais uma vez, fez-se valer da sua experiência para socar a bola, afastando o perigo. O guar­dião dos estudantes voltou a mos­trar serviço, aos 24 minutos, para travar um remate enrolado de Paulo Machado. E pouco mais houve para contar de uma primeira parte po­bre a nível técnico, valendo apenas a entrega e aplicação de todos os artistas.

Mais Leixões

Ao intervalo, Domingos Paciência lançou Joeano, abdicando de Hél­der Barbosa, mas os primeiros minutos mostraram um Leixões mais senhor do seu nariz e a jogar mais próximo da baliza academista. Face à pressão leixonense, Orlando qua­se que deitou tudo a perder, num atraso mal calculado, mas Pedro Roma acabou por chegar primeiro que Vieirinha à bola. A Académica só num remate de longe, aos 58 minutos, por Vítor Vinha ameaçou a baliza leixonense.

Magia de Livramento

Aos 60 minutos, Carlos Brito lança Livramento e retira o apagado Paulo
Machado. Os frutos foram quase imediatos, pois foi o jogador contratado ao Boavista que descobriu Tales na área da Académica; o avan­çado brasileiro ultrapassou Pedro Roma e, quase sem ângulo, rematou ao poste, surgindo, depois, Hu­go Morais, que acompanhou bem o lance, a fuzilar para o fundo das redes, colocando os adeptos leixonenses em perfeito delírio. Era o primeiro golo da noite.
Aos poucos, a Académica reage e Miguel Pedro, aos 70 minutos, dispara forte para a primeira grande intervenção de Beto. Já com Ivanil­do em campo, a Académica obriga o Leixões a recuar e consegue alguns cruzamentos para a área.

Balde de água fria

Aos 78 minutos, o meio-campo da Académica lança Joeano (deu mais força ao ataque) que trabalhou bem na área antes de solicitar a entrada de rompante de Lito para o golo do empate. A defesa leixonense foi surpreendida pela velocidade do extremo e não impediu o remate vitorioso. Beto nada podia fazer. Com a igualdade no marcador, a poucos minutos do fim, ninguém quis arriscar muito mais, pois um campeonato é uma prova de regularidade, feita com pontos, e mais vale um na mão que três a voar... Os associados do Leixões, que deixaram mais uma excelente imagem em Coimbra, têm de esperar mais al­gum tempo para festejar a primeira vitória. Carlos Brito tem pena. Os adeptos também…

Por: Arnaldo Martins

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Edição de 03-02-2010
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