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Arquivo: Edição de 03-10-2007

SECÇÃO: Desporto


Senhora da Hora - Muitas ausências na equipa não permitiram melhor resultado
Faltam soluções!

AF Porto – Divisão de Honra

Srª Hora, 1 Sousense, 3

Jogo no Complexo desportivo do Srª da Hora, na Srª da Hora
Árbitro: António Nogueira

Srª Hora
Dourado; Tobias, Carneiro, Milhazes e Joel; Troços (Nuno, 45), Igor e Zé António; Nelson (Ricardo, 70), Marco (Gil, 45) e Pereira
TR: Joca

Sousense
Tiago; Ricardo, Salvador, Bruno Cunha e Vítor Hugo; Bruno Cruz (Nelson, 30), José Augusto e Diogo; Pedrito, Viana (Barbosa, 74) e Fredy (Vitinha, 65)
TR: Hélder Gomes

Ao intervalo: 0-2
Marcadores: Diogo (38), Viana (41), Milhazes (47 a.g.) e Nuno (58)

Disciplina: Cartão amarelo a Troços (38), Nelson (44), Gil (46), Ricardo (63), Salvador (68), Milhazes (79), Diogo (80), Igor (87), Vitinha (90+1), Bruno Cunha (90+2) e Vítor Hugo (90+3)

Sem puder contar com várias pedras influentes na manobra da equipa, o Senhora da Hora não tem conseguido dar seguimento às boas exibições de início de época. Foi assim na semana anterior na derrota por quatro bolas frente ao Bougadense e voltou a ser frente ao Sousense. Com muitas limitações e jogadores adaptados, o Senhora da Hora não conseguiu superar as adversidades e, além da derrota, deixou uma pálida imagem sobre o seu real valor. Dois remates em 90 minutos é muito pouco para uma equipa da qualidade que os senhorenses possuem.

Dourado disfarçou lacunas

Apresentando uma notória falta de ligação entre os sectores, o Senhora da Hora teve imensas dificuldades em travar o melhor início de jogo dos forasteiros. O Sousense cedo tomou as rédeas do jogo e, com relativa facilidade, montou o cerco junto à baliza senhorense.
A superioridade evidenciada pelos comandados de Hélder Gomes só não teve efeitos concretos porque Dourado exibia-se em grande plano. Perante alguma passividade defensiva e falta de rotinas de jogo de alguns elementos mais recuados, o guarda-redes senhorense foi obrigado a exibir-se com afinco e classe a remates de Pedrito e Viana, aos 8 e 26 minutos, respectivamente.

Bomba de Igor deixou dúvidas

Antes do remate de Viana deu-se um dos casos de jogo. Decorridos 20 minutos o Senhora da Hora chegou pela primeira vez à baliza adversária, ficando a dúvida se o remate de Igor não terá mesmo ultrapassado a linha de baliza.
Na cobrança de um livre entre o meio campo e a baliza à guarda de Tiago, Igor desferiu uma autêntica bomba fazendo com que a bola embatesse violentamente no poste da baliza, sendo, posteriormente defendida pelo guarda-redes. Os jogadores locais reclamaram golo, pedido esse que não foi atendido pelo juiz da partida. O remate de Igor foi o único que Senhora da Hora fez à baliza adversária durante toda a primeira parte, o que espelha o deserto de ideias que foi a equipa em termos ofensivos.

Dois golos em três minutos

Curiosidade ou talvez não, ao exemplo do que se sucedeu no jogo passado, o Senhora da Hora viria a ser penalizado com a marcação de uma grande penalidade. Troços derrubou dentro da área José Augusto, falta que originou a marcação de um castigo máximo. Chamado a converter, Diogo bateu Dourado, inaugurando o marcador.
Três minutos volvidos, o Senhora da Hora viria a sofrer novo golo e uma vez mais de bola parada. Fredy cobrou um canto do lado esquerdo e Viana completamente solto de marcação bateu o desamparado Dourado. A desvantagem de dois golos ao intervalo castigava a completa desinspiração do Senhora da Hora, contrapondo com a melhor organização da equipa forasteira.

Infelicidade local

A perder por dois golos, Joca promoveu duas alterações ao intervalo. Colocou Gil e Nuno nos lugares de Troços e Marco, substituições que não tiveram efeitos imediatos. Gil foi admoestado com um cartão amarelo na primeira jogada em que interveio, o que o limitou para o resto do jogo. Nuno foi colocado na frente de ataque e esteve em destaque ao apontar o golo senhorense.
Antes disso, com apenas dois minutos da etapa complementar, Milhazes foi infeliz ao cortar um cruzamento de Pedrito e introduziu a bola na própria baliza. Um verdadeiro balde de água gelada para o conjunto local.

Nuno devolve as esperanças

Com o Sousense a dominar por completo as rédeas do jogo, o Senhora da Hora viria a dar um ar da sua graça através de um momento de inspiração de Nuno. Lançado ao intervalo por Joca, o dianteiro apontou um golo de belo efeito com um remate forte e colocado sem hipóteses para Tiago.
O golo de Nuno ainda deu algum ânimo aos seus companheiros, porém, o Sousense revelava-se muito organizado, não deixando o Senhora da Hora penetrar nas suas linhas defensivas. Num dia sem grande imaginação e inspiração, os comandados de Joca revelaram-se impotentes para contrariar a teia adversária, não conseguindo reduzir a desvantagem. Vitória justa da equipa que melhor se exibiu ao longo dos 90 minutos.

Figura

Dourado – Concentrado
Nos três golos sofridos pouco ou nada poderia ter feito. Adiou com excelentes intervenções o golo forasteiro, evitando um resultado mais desnivelado. Demonstrou grande atenção ao jogo, revelando-se muito interventivo na ajuda aos companheiros mais recuados. A única falha a apontar foi uma saída um tudo ou nada precipitada a um cruzamento.

Joca – Treinador do Srª Hora
“Equipa muito remendada”

“Apresentamos uma equipa muito remendada. Tenho absoluta confiança nos jogadores que oriento mas sabíamos das limitações que tínhamos para este jogo. Hoje, a equipa não se encontrou e, se calhar, não esteve bem psicologicamente. O Sousense ganhou bem, mas se o árbitro tem validado o golo do Igor o jogo seria diferente. Agora vamos pensar no próximo jogo. Acredito que vamos fazer um campeonato tranquilo”.

Por: Norberto Sousa

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Edição de 03-02-2010
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