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Arquivo: Edição de 03-10-2007

SECÇÃO: Desporto


Infesta - Azuis caíram de produção e foram punidos com uma derrota
Fatídica segunda parte

II Divisão

Sp. Espinho, 1 Infesta, 0

Jogo no Estádio Comendador Manuel de Oliveira Violas, em Espinho
Árbitro: Nuno Afonso (Lisboa)

Sp. Espinho
Marcelo Galvão; Bruno Lucas, Hélder Vasco, Pedro Dimas e Marco Abreu; Valença, Nuno Coelho e Fábio Espinho; Pedro Mendes (Nuno Silva, 64), Milton (Flávio Casal, 65) e Joares (Pinho, 90+3)
TR: Amândio Barreira

Infesta
Bruno; Tiago (Corina, 76), Rui Jorge, Edson e Laranjeira (Nélson, 31); Paulinho, Pedro Nuno e Nando; Camarinha (Magno, 72), Júlio e Vitinha
TR: Manuel António

Ao intervalo: 0-0
Marcador: Valença (66)
Disciplina: Cartão amarelo a Paulinho (66), Vitinha (81) e Nando (90+1)

Na deslocação ao principal candidato à liderança do campeonato, o Infesta foi derrotado pelo Espinho por uma bola a zero. Num bom encontro de futebol onde as equipas dispuseram de várias oportunidades para chegar ao golo, o Infesta foi castigado pelo menor rendimento apresentado na etapa complementar da partida.

Primeira parte equilibrada

A primeira parte do jogo foi pautada pelo equilíbrio nas oportunidades de golo, fruto da grande vocação ofensiva com que as equipas entraram para o terreno de jogo. Aos seis minutos, Valença criou a primeira oportunidade de golo, porém, o remate do jogador local viria a embater na trave da baliza à guarda de Bruno.
Quatro minutos volvidos, Júlio responde na mesma moeda e envia o esférico ao poste da baliza do Espinho; depois de uma excelente abertura de Edson, o goleador mamedense o cara-a-cara com Marcelo Galvão rematou cruzado com a bola a embater no ferro da baliza.

Grande penalidade por assinalar

Com o jogo a desenrolar-se a um ritmo elevado, os guarda-redes mostravam estar em tarde inspirada e iam negando os intentos dos avançados. Ainda antes do intervalo surge o principal caso do jogo com o árbitro da partida a deixar passar em claro uma grande penalidade que beneficiava o Infesta. Camarinha foi puxado por um defensor dentro da grande área, falta que não foi assinalada.
O nulo ao intervalo traduzia a igualdade de forças que as equipas apresentaram ao longo dos primeiros 45 minutos.

Faltou pedalada

Na entrada para a etapa complementar, o Espinho apresentou-se mais dinâmico e pressionante, passando a tomar por completo as rédeas do jogo. Apresentando um futebol muito mastigado, com pouca profundidade e perdendo a bola muito rapidamente, o Infesta não conseguiu anular o maior poder atacante dos tigres da Costa Verde. À superioridade local, Bruno ia respondendo com defesas sucessivas, mantendo a igualdade no marcador.
O único golo do encontro viria a surgir à passagem do minuto 66 com Valença a dar o melhor seguimento a um pontapé de canto cobrado por Pedro Dias.

Mais uma queixa

No lance que decidiu o jogo, o Infesta teve mais uma vez razões de queixa da arbitragem. Quando já estava pronto para entrar, Nélson não teve autorização do juiz da partida, decisão que, também, levou à desconcentração dos seus colegas. O Infesta não conseguiu reagir ao golo sofrido, não tendo criado qualquer oportunidade para alvejar a baliza adversária.

Manuel António – Treinador do Infesta
“Não conseguimos circular a bola”

“Na primeira parte o jogo foi mais interessante, disputado com muito equilíbrio, onde criámos várias oportunidades e até mandámos uma bola ao poste. Na segunda parte, inexplicavelmente a minha equipa não conseguiu fazer circular a posse de bola e acabámos por sofrer um golo num lance em que estávamos com um jogador fora do campo. A partir daí, e com o Nélson a jogar inferiorizado, tivemos muitas dificuldades. Parabéns ao Espinho que acabou por ser um justo vencedor”.

Figura

Bruno – Seguro
Numa tarde onde esteve muito activo, o guardião mamedense mostrou enorme segurança e evitou males maiores. Revelando grande concentração durante todo o jogo, respondeu com grande eficácia aos inúmeros cruzamentos para junto da sua área. Nas três ocasiões em que os atacantes lhe apareceram na cara levou sempre a melhor, evitando golos que pareciam certos.


JS/NS

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Edição de 03-02-2010
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