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Capacidade de sofrimento no brilhante triunfo custoiense Outra vez Cheta
I Divisão da AF Porto
Jogo no Estádio do Castêlo da Maia Árbitro: Nuno Cabral, assistido por Valter Gouveia e Ângelo Cruz
Castelo da Maia, 2 Custóias, 3
Castelo da Maia Rui Pereira; Simões, João Alves, Pedro Dias e Ribada; Pedro Cruz, Quinando (Arnaldo, 64) e Chiquinho; Zé Pedro (Mário, 84), Ricardo Couto (Bruno Santos, 74) e Vasco TR: Luciano Simões
Custóias Dinis; Raimundo, Virgílio, César e Marco I; Gualter, Carinhas, Marco e Filipe (Valente, 65); Alfredo (Cheta, 65) e Vítor Carneiro (Viana, 39) TR: António Gaiteiro
Ao intervalo: 1-2 Marcadores: Ricardo Couto (19), Gualter (35), Alfredo (41), Chiquinho (57) e Cheta (69) Disciplina: Cartão amarelo a Pedro Dias (36) e Carinhas (51); Cartão vermelho a Marco II (33) e Simões (90+3)
A ambição não pára de crescer. Na deslocação à Maia, o Custóias somou o quarto triunfo da época e actualmente é um dos líderes do campeonato, a par do Grijó e Lavrense, deixando os adeptos entusiasmados com uma eventual subida. A procissão ainda vai no adro, mas quem joga assim e mostra tremenda capacidade de sofrimento pode legitimamente pensar alto. O jogo ficou marcado pela emoção e pela fraca arbitragem de Nuno Cabral, que expulsou dois jogadores com cartão vermelho directo em lances que não o justificavam, e que se fez acompanhar por um auxiliar que errou muito em prejuízo de ambas as equipas.
Domínio maiato
O início mostra um Castelo da Maia autoritário, a assumir o controlo e a criar situações de ataque. O primeiro lance de perigo pertenceu à equipa da casa, com Zé Pedro a isolar Vasco, com o avançado a rematar contra o corpo do felino Dinis. A equipa de António Gaiteiro evidenciava algum nervosismo e, sem grande surpresa, sofreu o primeiro golo, obra de Ricardo Couto a beneficiar de um erro da defesa visitante. A seguir, Chiquinho quase aumenta a vantagem, mas o remate em jeito saiu ligeiramente por cima.
Marco expulso
Já não bastava estar a perder, o Custóias sofreu ainda outro revés sensivelmente à meia hora de jogo, quando Marco II vê o cartão vermelho directo, numa avaliação severa do juiz da partida. A tarefa ficava ainda mais complicada para os custoienses, mas, na verdade, foi aqui que se sentiu um despertar na formação verde-escura.
Gualter inicia reviravolta
O efeito da expulsão funcionou ao contrário: o Custóias, acossado, subiu de produção, e o Castelo da Maia recuou no terreno. Resultado prático o golo do meio da rua apontado por Gualter, que, assim, igualou a partida. O Custóias estava agora por cima e, antes do intervalo, o irreverente Alfredo aproveita uma distracção da defesa maiata para colocar a sua equipa em vantagem. Contra todas as expectativas, face ao desenrolar da partida, a equipa matosinhense chegava ao intervalo na frente.
Ribada falha penaltie
No segundo tempo, a formação de Luciano Simões dispôs de uma excelente ocasião para empatar, mas Ribada falhou uma grande penalidade, muito bem assinalada depois de ter Carinhas ter cometido falta na grande área. Ainda assim, os locais não desarmaram e a insistência foi recompensada com o golo de Chiquinho, na altura a dar o 2-2 ao marcador. O jogo voltava a estar em aberto e ainda havia muito para jogar.
Gaiteiro aposta bem
No banco, António Gaiteiro ganhou a Luciano Simões. O técnico lançou Cheta, o trunfo da semana anterior, e voltou a ser feliz. Após ter marcado os dois golos que valeram a vitória (2-0) sobre o Foz, o jovem avançado voltou a ser determinante, acabando por marcar o terceiro golo da tarde. Após mais um erro defensivo da equipa loca, o atacante aproveitou bem o espaço e atirou certeiro para o fundo das redes. Até final, o Castelo da Maia voltou novamente à carga, criando algumas situações de perigo, mas Dinis e seus pares não voltariam a conceder quaisquer benesses. Triunfo justo da equipa que mais soube sofrer e procurar a felicidade.
Figura
Cheta – Decisivo Volta a conquistar a distinção, pois revelou-se decisivo ao apontar o golo do triunfo. Tal como na jornada anterior, saltou do banco para assinar os golos da vitória. Três golos em dois jogos a valerem seis pontos à formação custoiense. Precioso.
António Gaiteiro – Treinador do Custóias “Equipa de campeões”
“Foi uma grande vitória. Esta é uma equipa de campeões. Jogámos com dez quase 60 minutos já que o nosso jogador foi expulso quando nem sequer tocou no adversário. São coincidências que vêm acontecendo. Nos últimos jogos, há sempre um jogador expulso. Tornou-se mais difícil perante uma equipa de grande qualidade, mas estou completamente satisfeito pela entrega e postura dos meus jogadores”.
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