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Balienses só acordaram depois do golo visitante Despertador tocou tarde
I Divisão AF Porto
Jogo no Estádio do Leça do Balio Árbitro: Paulo Lopes (AF Porto)
Leça Balio André Pinto; Américo, Tiago, Paulão e Nunes (Pascoal); Hugo (Hugo Almeida), Feliciano e Hermínio (Nico); Nuno Madureira, César e Carlitos TR: José Pacheco
Serzedo Toni; Ângelo, Capela, Alex e Nuno; Almeida, Guimarães e Marcelo; Quim Nando (Rafael), Diogo (Artur) e André (Ivo) TR: Joaquim Ferreira
Ao intervalo: 0-0 Marcador: Alex (47)
Apesar do Serzedo estar bem colocado na tabela classificativa, seriam poucos os que acreditariam que a primeira derrota baliense no campeonato acontecesse depois de um excelente resultado na jornada anterior e logo em casa, à 5ª jornada, contra os serzedenses. Primeira parte confrangedora
O Leça do Balio, no seu esquema habitual, não apresentou qualquer alteração ao onze da jornada anterior que tão boa conta tinham dado de si contra o Castelo. Os visitantes, por seu turno, assumiram uma estratégia claramente defensiva cujo objectivo passou, essencialmente, por ganhar a luta do meio-campo. Para isso, o técnico gaiense apostou num 4x5x1 com dois médios defensivos, Guimarães e Almeida, e no vértice mais ofensivo, Quim Nando. Os alas raramente conseguiram conquistar espaços mais à frente no terreno de jogo deixando o ponta-de-lança da equipa – André – completamente desapoiado. Assim se entende que só em lances de bola parada os visitantes se aproximavam da baliza baliense e, mesmo assim, sem qualquer perigo.
Presos na teia
Os balienses, no entanto, pareciam presos na teia montada pela equipa adversária, fazendo as transições ofensivas com muita lentidão entrando muitas vezes no jogo do adversário com muito “chuto” para o ar. Na primeira parte, destaque apenas para um lance estudado: Nuno Madureira, na marcação dum livre, atrasa para Hermínio que remata forte levando a bola a sair ligeiramente ao lado da baliza. Golo forasteiro
No primeiro minuto da segunda parte surge o único golo da partida através (como não poderia deixar de ser) de um lance de bola parada convertido por Alex, surpreendendo André. Coincidência ou não, foi a partir deste momento que o Leça do Balio despertou para o jogo, mostrando outra atitude e vontade, coisas que até então não se tinham visto. Entretanto, Nico e Hugo Almeida rendem Hermínio e Hugo, dando outra profundidade ofensiva à equipa, numa clara aposta de correr atrás do prejuízo. Reacção baliense
O primeiro sinal foi dado por Pascoal, substituiu o lesionado Nunes, com um forte remate à entrada da área que, por pouco, não seguiu a trajectória da baliza. Os balienses estavam completamente instalados no meio-campo gaiense e, embora jogando sempre mais com o coração do que com a cabeça, ficava a sensação que o golo acabaria por surgir. Nuno Madureira, de pé esquerdo, e Hugo Almeida, de cabeça na sequência de um canto, ficaram muito próximos de igualar a partida.
Dentro ou fora?
Já nos últimos minutos, Nico obriga a uma excelente intervenção do guarda-redes forasteiro para canto; na sequência deste, Nuno Madureira tenta o canto directo e fica a dúvida se Toni tira a bola depois da linha de golo num lance dividido com Pascoal. Por fim, César remata à trave naquela que seria a última jogada do encontro. O resultado, embora injusto, castiga a primeira parte do Leça do Balio e a inoperância atacante revelada na segunda, colocando água na fervura nas expectativas balienses. Arbitragem muito complicativa e complacente com o anti-jogo visitante, embora sem interferência no resultado final. Figura
Américo – Regular No meio da apatia baliense, regista-se a regularidade de Américo, nunca virando a cara à luta e não dando nenhum lance por perdido. A facilidade com que sobe no terreno impressiona. Sem dúvida, um exemplo.
Fonte: www.dlbalio.com
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