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Custóias - Cheta entrou e resolveu a partida com dois golos repletos de oportunismo Trunfo estava no banco
AF Porto I Divisão
Jogo no Complexo desportivo do Senhora da Hora, na Srª Hora Árbitro: António Rodrigues (AF Porto)
Foz, 0 Custóias, 2
Foz Unas; Vasco, Teixeira, Vítor e Braga; Bessa, Serginho e Fábio (Bruno, 64); Nando (Ferreirinha, 74), Trapa e Toni (Élio, 68) TR: Mário Cruz
Custóias Dinis; Carinhas, César, Virgílio e Raimundo; Valente, Viana (Cheta, 64) e Gualter; Filipe (Gandarela, 72), Alfredo (Piscinas, 54) e Vítor Carneiro TR: António Gaiteiro
Disciplina: Cartão amarelo a Vítor (51), Braga (63), Carinhas (82), Trapa (84), Cheta (86) e Valente (87); Cartão vermelho a Piscinas (85)
Ao intervalo: 0-0 Marcadores: Cheta (72 e 76)
Com uma excelente tarde para a prática do futebol, o Custóias venceu o Foz por duas bolas a zero e conquistou três importantes pontos para se manter no cimo da classificação. Num encontro pautado pela monotonia e fraco espectáculo protagonizado pelas três equipas presentes em campo, só Cheta foi capaz de dar um colorido extra ao jogo. O jovem avançado oriundo da formação do Leixões precisou de apenas quatro minutos para bisar, espelhando em números a mais valia da formação que representa.
Gaiteiro a sofrer por fora
Sem contar com António Gaiteiro no banco de suplentes, técnico que considerou ser “complicado ver o jogo de fora” ainda para mais quando se trata de estar a cumprir um “castigo injusto”, foi o Custóias quem melhor entrou na partida. Logo aos seis minutos, o extremo esquerdo Filipe deu azo à elevada capacidade técnica que possui e criou estragos na defensiva contrária, que só não tiveram maiores contornos devido à falta de apoios doas linhas avançadas. Entrando a dominar por completo a jovem equipa do Foz, os matosinhenses pretendiam resolver o jogo o mais cedo possível, ambições essas que foram adiadas pelo juiz da partida.
Lei da compensação influenciou jogo
Decorridos dez minutos de jogo, Alfredo cobra um canto no lado esquerdo a que Virgílio deu o melhor seguimento ao cabecear para golo. Sem razão aparente, o árbitro da partida assinalou falta do central do Custóias, anulando um golo perfeitamente limpo. António Rodrigues voltou a errar, desta vez em prejuízo do Foz. A dez minutos do intervalo, o avançado Toni isolou-se e bateu Dinis, tendo o árbitro da partida recorrido à “lei da compensação” ao anular o golo, beneficiando agora a formação do Custóias.
Primeira parte fraca
Além dos erros da equipa de arbitragem, poucos foram os motivos que despertaram o público ao longo da primeira metade. Apenas em rasgos individuais, o que muito raramente aconteceu, é que as equipas conseguiam aproximar-se junto da zona de golo. Excepto isso o jogo pautou-se pela muita luta a meio campo e nos muitos passes falhados de ambos os lados nas transições defesa/ataque.
Treinador aposta tudo no ataque
Na entrada para a segunda parte, o Custóias entrou mais decidido em conquistar os três pontos, muito por culpa do “raspanete” que António Gaiteiro deu aos jogadores no período de descanso. Atacando com mais determinação mas com os caminhos da baliza bem fechados, António Gaiteiro optou por lançar trunfos ofensivos, apostando tudo no ataque. O primeiro a ser lançado foi Piscinas, jogador que não acrescentou nada de novo ao jogo e que acabou por ser expulso já perto do final da partida. Aos 64 minutos, foi a vez de lançar Cheta e o jogo sofreu uma reviravolta profunda.
Cheta foi aposta ganha
O jovem avançado mal entrou em campo deu sinais que o jogo não seria o mesmo. Colocado entre os centrais e com Vítor Carneiro a deambular entre os defesas, as marcações defensivas do Foz dificultaram-se sobremaneira e o Custóias viria a tirar dividendos disso mesmo. O primeiro aproveitamento das dificuldades adversárias ocorreu na marcação de um livre cobrado por Gualter ao qual Cheta apareceu liberto ao segundo poste, matou a bola no peito e com uma frieza nórdica fez o primeiro golo da partida. Volvidos quatro minutos, o mesmo Cheta aproveitou um cruzamento de Vítor Carneiro para recepcionar a bola dentro da área e na recarga ao primeiro remate em que a bola embateu no poste fez com toda a calma do mundo o segundo golo. O número 16 do Custóias revela ter um sentido apurado pelo golo, pisando com toda a naturalidade os espaços onde a bola aparece. Em vantagem, o Custóias limitou-se a gerir o jogo até ao final. Vitória justa da melhor equipa.
António Gaiteiro – Treinador do Custóias “Feliz por trabalhar neste clube”
“Numa exibição não muito conseguida, valeu a vitória. É muito complicado jogar com equipas que se fecham muito, como foi o caso do Foz. Melhorámos na segunda parte e com a entrada do Cheta demos a volta ao jogo. O nosso objectivo é ganhar jogo a jogo. Acho que com o rumo que o clube está a tomar tem todas as condições para dentro de dois/três anos ser uma equipa de top na zona. O Custóias tem sido fantástico e o sucesso é fruto do trabalho de todos. Sinto-me feliz por trabalhar neste clube”.
Figura
Cheta – Arma secreta Inevitavelmente, o homem do jogo. Lançado pelo técnico como arma secreta, o jovem avançado revelou um instinto goleador só ao alcance dos predestinados. Colocou-se sempre no sítio certo e mostrou enorme frieza na hora decisiva. Em dois remates marcou dois golos. Palavras para quê? Simplesmente decisivo.
Por:
Norberto Sousa
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