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Cabeça, tronco e membros no primeiro triunfo na casa baliense Ambições redobradas
AF Porto – I Divisão (4ª Jornada)
Jogo no Estádio do Leça do Balio Árbitro: Mário Tibério (AF Porto)
Leça do Balio, 2 Castêlo da Maia, 0
Leça do Balio André Pinto; Américo, Tiago, Paulão e Nunes; Hugo, Feliciano e Hermínio (Nico); Nuno Madureira (Saraiva), César (Hugo Almeida) e Carlitos TR: José Pacheco
Castêlo da Maia Rui Miguel; Simões, Pedro, Pontes (Quim) e Ribada; Pedro Costa, Botelho (Duarte) e Cristopher; Mário (Vasco), Macarroni e Chiquinho TR: Rafael Santos
Ao intervalo: 0-0 Marcadores: Madureira (70 g.p.) e Carlitos (85)
No segundo jogo em casa na presente temporada, (nulo perante o Grijó no primeiro encontro) o Leça do Balio defrontou mais um candidato à subida. Foi a segunda oportunidade para dissipar quaisquer dúvidas que pudessem existir sobre a qualidade do plantel baliense e sobre as reais ambições que o clube realmente pode almejar.
Jogo repartido
As equipas entraram algo receosas em campo, não arriscando muito no ataque, demonstrado respeito mútuo pelo excelente campeonato que ambas equipas, até ao momento, estão a realizar. O Leça do Balio, no esquema habitual, sofreu apenas uma alteração ao onze da semana passada, tendo sido chamado Tiago em detrimento de Saraiva. O Castêlo, numa disposição táctica muito semelhante, apostava na velocidade de Pedro e Chiquinho nas alas, Macarroni a apoiar o ponta-de-lança Mário com Pedro Costa e Cristopher a funcionarem como médios de cobertura. Na defesa, destaque para os laterais Ribada e Simões que, não raras vezes, subiam muito no terreno para apoiar o ataque. O primeiro lance de perigo ocorreu à passagem dos dez minutos quando Chiquinho, com um excelente passe, coloca Mário na cara de André mas, talvez vítima de algum deslumbramento falha o remate e o lance acaba por se perder.
César desconcertante
Quase de seguida, César – mais uma excelente exibição – sofre uma falta dura mesmo à entrada da área. Tiago, na conversão, remata em força levando a bola a rasar o poste esquerdo de Rui. Até ao final da primeira parte, destaque apenas para uma grande jogada individual de Hermínio que tira um adversário da frente e, em zona frontal, remata fraco para as mãos do guarda-redes com o seu pior pé – o esquerdo. Golos com naturalidade
Na segunda parte, o rumo do jogo alterou-se completamente. O Leça do Balio continuou seguro e eficaz na defesa mas perdeu o “respeito” ao seu opositor e acreditou que conseguiria levar de vencida um adversário que até então contava por vitórias os jogos disputados. Sem criar grandes ocasiões de golo, o domínio do jogo pertencia por completo aos homens da casa. No entanto, para chegar à vantagem, o Leça do Balio ainda passou por um susto quando André teve que sair aos pés dum maiato que se encontrava em excelente posição após mau alívio da defesa. Aos 25 minutos, num lance confuso dentro da área forasteira, Quinando, que tinha entrado para o lugar do lesionado Pontes, desvia a bola com o braço direito dando oportunidade para Nuno Madureira abrir o activo na conversão da grande penalidade. Malapata quebrada
O Castêlo lançou-se ao ataque mas sem resultados práticos e, perto do fim, aproveitando um erro tremendo do guarda-redes maiato que ao tentar efectuar um passe para um colega, colocou a bola nos pés de César que, num acto de altruísmo, assistiu Carlitos que encostou para o golo da tranquilidade. Com esta vitória, o Leça do Balio conseguiu o primeiro triunfo no novo Complexo desde que foi inaugurado a 1 de Abril do corrente ano, quebrando a malapata ao cabo de cinco jogos. Arbitragem tranquila sem erros significativos. Figura
Feliciano – Bola sorri aos seus pés Trata a bola por tu e ninguém fica indiferente às qualidades técnicas que demonstra em cada jogo. Para além disso, “o pequeno génio” consegue ser uma autêntica carraça em cada disputa de bola e dificilmente perde um lance. Sem dúvida, uma mais-valia.
Fonte: www.dlbalio.com
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