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Senhora da Hora - Coqueluche senhorense oferece triunfo de honra Pereira resolve
AF Porto – Divisão de Honra (2ª Jornada)
Jogo no Parque de Jogos do Srª Hora, na Senhora da Hora Árbitro: António Alves (Porto)
Srª Hora, 1 SC Rio Tinto, 0
Srª Hora Dourado; Carneiro, Álvaro, Paulo Alberto e Tobias; Nuno Ribeiro, Igor e Gil (Troços, 68); Zé António (Nelson, 80), Pereira (Nandinho, 89) e Joel TR: Joca
SC Rio Tinto Mata; Jorginho (Luís Miguel, 59), Assis, Araújo e Douglas (Fábio 59); Ramos, Carreira (João Sousa, 64), Miguel e Luís Filipe; Pedro Gabriel e Valter TR: Alberto Monteiro
Ao intervalo: 0-0 Marcador: Pereira (47) Disciplina: Cartão amarelo a Álvaro (13) e Zé António (79)
Triunfo justo do Senhora da Hora, que começa, assim, a Divisão de Honra com saldo positivo em casa. Pedia-se mais público na Vila da Senhora da Hora para assistir a um jogo entre duas equipas de bom nível. Após o empate (1-1) obtido em Avintes, na ronda inaugural, os senhorenses somaram três saborosos pontos e estão no bom caminho para realizar uma boa temporada.
Apalpar terreno
O encontro começou com um ritmo apreciável e deixou no ar uma tarde de futebol bem passada. Joca viu-se obrigado a mexer na equipa, fruto da expulsão de Trajano, e lançou Paulo Alberto no centro da defesa, desviando Carneiro para a direita. No miolo, um triângulo burilado com Nuno Ribeiro a suportar Gil e Igor. O ponta-de-lança Pereira foi coadjuvado por Joel, na esquerda, e Zé António, na ala contrária.
Taco-a-taco
Passada a fase inicial, o Rio Tinto era a equipa que mais facilmente chegava a área de Dourado, sempre com a sua coqueluche Pedro Gabriel, um jovem avançado que promete dar que falar. Decidiu o Senhora da Hora a responder taco-a-taco e criar também alguma inquietação ao guardião Luís Mata. Paulo Alberto dava nas vistas e os médios, sistematicamente, lançavam Pereira. Num cruzamento de Gil, ao minuto 14, o avançado falhou a emenda, por pouco. Ficou o aviso.
Golo anulado
Arraiais assentes e futebol no solo. As oportunidades não tardaram a surgir na baliza do Rio Tinto e o jogo a pender para um dos cais. Foi o Senhora da Hora que levou o barco a bom porto e, pela primeira vez, ao minuto 25, gritou-se golo. Pereira, de cabeça, enviou a bola para a baliza, mas o auxiliar levantou a bandeirola, invalidando o lance.
Nuno Ribeiro quase-quase
Logo a seguir, quando ainda se comentava a jogada ajuizada pelo trio de arbitragem, Nuno Ribeiro desperdiça o tento inaugural: livre de Igor sobre a direita a cruzar para o interior da área, surgindo Nuno Ribeiro a rematar para grande defesa de Mata. Duas situações que anunciavam um tento já justificado.
Abrandar para o descanso
Quando se pensava que os locais pudessem arriscar mais, o jogo sofreu um abrandamento. Voltou o Rio Tinto a equilibrar a contenda e a jogar um futebol mais apoiado. As linhas avançadas do Senhora da Hora não conseguiam desmantelar a muralha forasteira e a bola rolava mais no meio campo senhorense. Uma formação que sabe muito bem o que fazer ao esférico, o Rio Tinto, apenas não conseguia materializar o último toque.
Entrada à Pereira
Não se sabe o que Joca terá dito aos seus pupilos ao intervalo, mas o que se viu foi uma entrada à matador no segundo tempo. Dois minutos volvidos, Joel com classe tira um passe rasteiro a rasgar a defensiva do Rio Tinto e Pereira, pelo meio do terreno, com a bola dominada segue a via verde para o golo. Simples e eficaz. Uma jogada à Pereira, servindo, assim, um triunfo de honra à sua equipa no seu primeiro tento da época.
Aguentar a pressão
Restava agora conservar a vantagem. Seguindo o princípio que “a melhor defesa é o ataque”, o Senhora da Hora mantinha-se de amarras soltas. A perder, o Rio Tinto partiu para a ofensiva, pressionando mais o adversário. Abdicou dos laterais e lançou mais dois atacantes, destapando a mata. Cabia aos matosinhenses aguentar a pressão e explorar de forma letal as oportunidades de contra-golpe. O técnico do Rio Tinto esgotou cedo as soluções, colocando em campo as peças todas que tinha à disposição.
Paulo Alberto anula Valter
Joca tardou em fazer a primeira substituição, revelando uma confiança inabalável nos homens que estavam na luta. Só perto do minuto 70 fez a primeira alteração, dando maior coesão ao miolo com a troca de Troços pelo esgotado Gil. Na ponta final, continuou a dar nas vistas um nome: Paulo Alberto. O central não deu qualquer veleidade a Valter (muito bom tecnicamente), limpando todos os lances com uma categoria surpreendente. Por aqui, partia a justificação para a vitória dos homens da casa, que carimbaram a sentença com um golo de ouro de Pereira. Arbitragem regular.
Figura
Paulo Alberto – Preponderante Central de categoria proveniente do Estarreja – já passou pelo Custóias – que chegou na melhor altura à Senhora da Hora. Na jornada passada, tinha jogado a lateral direito, mas, face à ausência de Trajano, por castigo, jogou no centro da defensiva. A sua exibição foi preponderante, na medida em que anulou quase todas as investidas do Rio Tinto para a sua baliza.
Joca – Treinador do Srª Hora “Quem tem jogadores destes…”
“Quem tem jogadores destes arrisca-se a vencer. Encararam o jogo com grande humildade e o resultado está à vista. O objectivo continua a ser fazer um bom campeonato, desempenhando o nosso trabalho para chegar à vitória”.
Mais três Reforços na calha
Face às saídas repentinas dos avançados Piscinas, Bicas e Vítor Hugo, Joca viu-se obrigado a descobrir novos elementos para o seu grupo-de-trabalho. Assim, Marco I (médio esquerdo ex-Candal), Marco II (avançado ex-Balasar) e Romeu (médio ofensivo, que fez a sua formação no Alverca) vão brevemente fazer parte do plantel senhorense.
Três jogos para Trajano
O central Trajano, que foi expulso na última jornada do campeonato anterior, diante do Candal, viu o seu castigo homologado recentemente, tendo de cumprir três jogos de suspensão na presente época.
Por:
Bruno Leite
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