|
Padroense - Equipa matosinhense mostrou o porquê de só saber ganhar A prova dos 9
III Divisão Nacional
Jogo no Estádio do Padroense, no Padrão da Légua Árbitro: José Rodrigues (Porto)
Padroense, 2 Aliados, 0
Padroense Marco; Duarte, Daniel, Tiago Madalena e Sala (Ruben Saldanha, 64); Paulinho (Armando, 75), Vitinha, Castanho e Seabra; Sérgio (Fredy, 90) e João TR: Augusto Mata
Aliados Adriano; Montenegro, Filipe, André e Maia; Hernâni, Luís (Afonso, 59), Leal e Nakata; Daniel (Lisboa, 41) e Nando (Poeira, 65) TR: Rui Quinta
Ao intervalo: 1-0 Marcadores: João (12) e Ruben Saldanha (80) Disciplina: Cartão amarelo a Luís (9), Tiago Madalena (33 e 74), Hernâni (40), Filipe (85), Daniel (88) e Fredy (90+4); Cartão vermelho a João (47), Montenegro (61) e Tiago Madalena (74)
Carácter, atitude e suor. Atributos que estiveram na base de um suado mas merecido triunfo e que justificam o porquê do Padroense contar por vitórias os jogos oficiais da presente época. Perante uma plateia razoável, o Padroense entrou dominador, procurando desde logo chegar à vantagem. João preparava-se para rematar, mas o lance foi anulado pela defesa forasteira, e a seguir Seabra, após cruzamento do lado direito, cabeceia a bola ligeiramente acima da baliza adversária.
Tiago Madalena à trave
Sem tirar o pé do acelerador, o Padroense acabou por criar uma excelente ocasião, num cabeceamento de Tiago Madalena, mas a bola bateu violentamente na trave. No ressalto da jogada, o capitão do Aliados, Filipe Oliveira, evita “in-extremis” o primeiro golo da partida, cedendo novo pontapé de canto.
Mais um para a galeria
A bola teimava em não entrar na baliza, mas no seguimento do segundo canto, cobrado na perfeição por Sérgio, João, sem deixar cair a bola, remata à entrada, levando a bola a anichar-se no canto superior esquerdo da baliza de Adriano. Mais um golo para a galeria do jovem prodígio que tem vindo a dar nas vistas no Padrão da Légua.
Lume brando
Após o golo, o ritmo baixou, assistindo-se ao período mais pobre do encontro. O Padroense deixou de exercer a pressão inicial e o Aliados, apesar de ter mais posse de bola, nem por uma vez criou uma jogada digna de registo, muito por culpa também dos defesas do Padroense, sobretudo, dos centrais Tiago Madalena e Daniel, que nunca permitiram quaisquer veleidades.
Sérgio desarmado
Assim, foi o Padroense que voltou a criar perigo antes do intervalo, com Seabra a solicitar a velocidade de João; este cruzou para Sérgio que, em posição frontal, deixou-se antecipar por um defesa, que conseguiu cortar a bola para canto.
Péssimo recomeço
Após o descanso, o jogo recomeçou mal para o Padroense que, logo ao minuto 46, viu o seu melhor marcador, João, ser expulso, devido a ter contestado uma decisão do árbitro. O Padroense ficou reduzido a dez elementos, assistindo-se, a partir daí, ao melhor momento dos visitantes, com estes a terem uma postura mais ofensiva, sem contudo assustarem Marco.
Vitinha perdulário
Mesmo em inferioridade numérica, o Padroense volta a estar próximo do golo, quando Sérgio aproveita a desatenção de um defesa do Aliados e isola Vitinha que, na cara de Adriano, remata ao lado. A seguir, Montenegro comete uma falta dura sobre Seabra e vê também o vermelho directo, deixando as duas formações reduzidas a dez elementos.
Hino ao desperdício
Com forças iguais, o Padroense volta novamente à carga e está próximo de marcar. Vitinha foge a três adversários e efectua um cruzamento tenso para a área, onde não se encontrava ninguém para dar o último toque. Pouco depois, Sérgio foge pela direita e, isolado frente a Adriano, opta pelo cruzamento em vez de rematar. O experiente avançado voltou a isolar-se logo a seguir, mas tentou fintar o guardião, perdendo o ângulo de remate.
Outra expulsão
Aos 74 minutos, novo revés. Após uma falta, Tiago Madalena vê o segundo amarelo e, consequentemente, cartão vermelho. O Aliados volta a insistir na procura do empate, mas o único lance de algum “frisson” surgiu aos 78, num remate cruzado de Lisboa.
Ruben sentencia
Aos 80 minutos, Armando efectua um lançamento em profundidade e a defesa visitante fica a olhar para Sérgio, aparecendo Ruben Saldanha, de rompante, pela esquerda, a rasgar o corredor e, depois, a fazer tudo bem feito antes de enviar a bola para o fundo das redes, sentenciando definitivamente a partida. A missão estava cumprida. O Padroense passou na prova dos 9. Arbitragem regular.
Figura
Daniel – Metamorfose De médio criativo a defesa-central, num processo de transição a fazer lembrar Tavares, que saltou do Infesta para o Benfica, realizou mais uma exibição de luxo, aliviando quando era necessário e saindo a jogar sempre que possível, criando tremendos desequilíbrios na equipa adversária. Soberbo.
Augusto Mata – Treinador do Padroense “Expulsão do João condicionou-nos”
“Ganhámos bem, frente a um adversário com valor. O Aliados tem bons jogadores, com experiência, mas nós também temos uma equipa que não se encolhe. Marcámos um golo bonito e tentámos fechar o meio-campo. A expulsão do João condicionou-nos, pois obrigou-nos a uma esforço grande para compensar posições, mas o importante era vencer”.
Isento da Taça Teste com o Valecambrense
No próximo fim-de-semana, o Padroense não disputa qualquer partida oficial, depois de ter ficado isento na Taça de Portugal. Augusto Mata irá, assim, aproveitar a oportunidade para testar algumas soluções e dar ritmo aos atletas menos utilizadas, num jogo particular no Estádio do Valecambrense, no próximo sábado, pelas 16 horas, frente à formação local, também isenta na Taça de Portugal.
|