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Leça Balio - Mal menor para os balienses que deram uma parte de avanço ao adversário Acreditar até ao fim
AF Porto – I Divisão (3ª Jornada)
Jogo no Complexo Municipal da Póvoa de Varzim Árbitro: Pedro Ribeiro (AF Porto)
S. Pedro Rates, 2 Leça do Balio, 2
S. Pedro Rates Rafa; Gino, Barrega, Paulo e Paulinho; Filipe, Torrão e Belga (Jardel); Pedrinho, Toni (Paquito) e Marrocos (Gerson) TR: Rafael Santos
Leça do Balio André Pinto; Américo, Paulão, Saraiva e Nunes; Hugo (Bruno), Feliciano e Hermínio (Jorge); Nuno Madureira (Hugo Almeida), César e Carlitos TR: José Pacheco
Ao intervalo: 2-0 Marcadores: Toni (21 e 31), Nunes (50) e Carlitos (85) Disciplina: Cartão vermelho a Filipe (70), por acumulação
O Leça do Balio amealhou mais um importante ponto fora de casa, num jogo muito complicado com duas partes distintas, depois de uma primeira parte em que os balienses estiveram totalmente irreconhecíveis saindo para o intervalo a perder por duas bolas a zero.
Poveiros mais fortes
O S. Pedro de Rates, depois de duas derrotas em outros tantos jogos no presente campeonato, queria a qualquer custo inverter a tendência dos resultados. Para isso apostou numa formação ofensiva onde realçava a mobilidade dos pontas-de-lança: Marrocos e Toni. Os poveiros entraram melhor no jogo, mais rápidos e agressivos sobre a bola e tinham o sinal mais da partida não dando quaisquer veleidades ao jogo ofensivo baliense. O Leça do Balio, por seu lado, entrou apático nunca conseguindo impor o seu jogo e revelava-se muito permissivo na sua rectaguarda, não fazendo jus a uma equipa que se apresentava até ao momento sem qualquer golo sofrido.
Toni bisa
O golo poveiro acabou por surgir aos 25 minutos na sequência de um mau atraso para André, que Toni interceptou e não teve grande dificuldade para colocar a bola dentro da baliza. Poucos minutos depois, na sequência dum pontapé-de-canto que os poveiros executaram rapidamente de modo curto e perante a passividade dos jogadores balienses, Toni desvia ligeiramente a bola de cabeça e bisa na partida.
Alterações surtiram efeito
O alerta de emergência estava accionado e, mesmo antes do intervalo, o treinador baliense operou uma revolução no onze escalado. Hugo e Nuno Madureira deram o lugar a dois jogadores de características ofensivas – Hugo Almeida e Bruno – e passou a actuar num 3x5x2 que rapidamente se tornava em 3x3x4: Nunes, que até então actuava a defesa-esquerdo passou para médio/ala direito, ficando a defesa constituída apenas por Américo, Paulão e Saraiva; a luta do meio-campo era entregue a Feliciano, Bruno e Hermínio; ficando as alas ocupadas por Carlitos e Nunes que tinham a tarefa de ajudar o meio-campo e, também, apoiar os jogadores mais avançados: César e Hugo Almeida.
Nunes relança a partida
A atitude da equipa alterou-se para melhor e, logo aos cinco minutos da segunda parte, Nunes aproveita um mau alívio da defensiva contrária para, fora da área, marcar um “golo de bandeira”. Os balienses entravam, novamente, na discussão do resultado, com a vantagem de, a partir dos 70 minutos passarem a actuar com mais um elemento depois de Filipe ter sido expulso na sequência de dois amarelos por anti-jogo: o primeiro quando se envolveu numa troca de palavras com Carlitos, o segundo por impedir a reposição de bola em jogo.
Carlitos, o justiceiro
A segunda parte, no entanto, não foi de um sentido só. O S. Pedro de Rates tentava aproveitar os espaços criados pela postura ofensiva do Leça do Balio e Jardel, recém-entrado na partida, teve por duas vezes isolado na cara de André mas nunca o conseguiu desfeitear. Perto do fim, já quando se jogava mais com o coração do que com a cabeça, César escapa-se pela esquerda e assiste Carlitos à entrada da área que, com um remate extremamente bem colocado, repõe, finalmente, a igualdade na partida. No tempo de descontos, a partida animou-se com mais uma oportunidade para cada lado, sendo que no último minuto da partida, César, em esforço, aguenta cargas sucessivas do seu opositor e só com o guarda-redes pela frente remata fraco para as mãos do guardião poveiro. O empate acaba por ser um mal menor depois duma primeira para (não) esquecer. Boa arbitragem, embora algo contemplativa para entradas muito duras dos jogadores da casa.
Figura
Nunes – Determinante Subiu de produção na segunda parte e foi a médio-direito que, para além de colocar a equipa na disputa pelo resultado na sequência de um grande golo, foi sempre muito solicitado pelos colegas e perigoso quando cruzava a bola para a área adversária.
Fonte: www.dlbalio.com
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