|
Futebol distrital - Várias oportunidades não chegaram para alterar o nulo Sem arte e engenho
AF Porto (2ª Jornada) Jogo no Complexo Desportivo do Leça do Balio Árbitro: Carlos Dias (AF Porto) Leça Balio, 0 - Grijó, 0 Leça Balio: André Pinto; Américo (Pascoal), Saraiva (André), Paulão e Nunes; Hugo, Feliciano e Hermínio; Nuno Madureira (Hugo Almeida), César e Carlitos TR: José Pacheco Grijó: Hélder; André, Luís Almeida, Vítor Hugo e Artur; Volta, Veiga, Custódio (César) e Tita (Vieira); Bruno Rocha e Loureiro TR: Óscar Nogueira Disciplina: Cartão amarelo a Saraiva (43), Nunes (59), Bruno Rocha (66), André (77), Pascoal (84), Luís Almeida (87) e Paulão (90) Era com alguma expectativa que se esperava pelo encontro de duas equipas que conquistaram os três pontos na primeira jornada, acrescentando ainda o facto do Grijó ser um sério candidato à subida de divisão. A equipa da casa começou melhor, mais dominante, levando perigo à baliza adversária através de um livre superiormente apontado por Nuno Madureira. À passagem do quarto de hora, o Grijó chegou pela primeira vez com relativo perigo à área baliense, com Loureiro a mostrar que não ia dar descanso aos defesas adversários. Equilíbrio como nota dominante A partida, embora nem sempre bem jogada, foi extremamente disputada com ambas equipas à procura da segunda vitória no campeonato, e não foi de espantar que até ao intervalo – após um assédio inicial do Leça do Balio – as equipas atravessassem uma fase de respeito mútuo sendo o jogo muito disputado a meio-campo. Ainda na primeira parte, destaque para uma excelente combinação pela esquerda entre Carlitos e César que só não deu golo porque Nuno Madureira não foi lesto a armar o remate, e para um remate de Hermínio que saiu poucos centímetros ao lado. Do lado dos visitantes, foi Veiga quem esteve mais perto de inaugurar o marcador na sequência dum livre directo que levou a bola a sair rente ao poste da baliza defendida por André. Ascendente forasteiro O Grijó, que até então apostava na mobilidade e versatilidade dos jogadores mais avançados, com Custódio e Tita a ocupar as faixas laterais e a dupla Rocha/Loureiro a zona central, tentou inverter o rumo do jogo criando superioridade numérica no meio-campo. Para isso, abdicou de um ala (Tita) e lançou um médio (Vieira), dificultando a tarefa de Hermínio e Feliciano na luta pela posse de bola a meio-campo, já que Hugo era obrigado a recuar para acompanhar a movimentação de um dos ponta-de-lança adversários. A primeira jogada de perigo neste período pertenceu aos visitantes quando Custódio na cara de André enviou a bola ao poste. O jogo tinha outras coordenadas nesta segunda parte e o Leça do Balio começava a ripostar através de contra-ataques venenosos que deixavam em desassossego a defensiva gaiense. Num desses lances, Américo cruza com conta, peso e medida, mas Carlitos em excelente posição não foi capaz de dar o melhor seguimento à bola.
Perigo nas bolas paradas Era o melhor período da partida com o Grijó, em virtude do seu ascendente, a conquistar muitos lances de bola parada perto da área contrária que não raras vezes levavam perigo à baliza baliense. Por outro lado, os espaços criados na defensiva gaiense eram sempre bem aproveitados pelos homens da casa para lançar rápidos ataques que colocavam em sentido os defesas grijoenses e mostravam que não iam abdicar de lutar pela vitória até ao final. Arbitragem com ligeiros erros sem qualquer interferência no desfecho final que se aceita.
Figura: Américo O lateral, de regresso a uma casa que bem conhece, foi igual a si próprio: muita raça e entrega ao jogo, fazem dele um jogador eficiente tanto a atacar como a defender. Saiu esgotado depois de percorrer quilómetros.
“Não foi mau” José Pacheco - Leça Balio “O resultado acaba por ser justo. E um ponto não foi mau, tendo em conta que o Grijó é uma equipa que acaba de descer da Divisão de Honra. Fiquei satisfeito com a atitude dos meus atletas”.
Fonte: www.dlbalio.com
|