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Futebol distrital - Falhas de marcação nas bolas paradas dita derrota pesada Desatenções fatais
AF Porto – Divisão de Honra (1ª Jornada) Jogo no Estádio do Perafita FC, em Perafita Árbitro: José Coelho (Porto) Perafita, 2 - Coimbrões, 4 Perafita: Humberto; Osvaldo, Gomes, Rui (Ricardo, 66) e Carlos (Bessa, 45); Chaves, Macarra (João, 45) e Tó; Luís, Paulinho e Pimentel TR: Mário Barros
Coimbrões: Dany; Hugo, Paulo Jorge, Igor e Nuno Velha; Fifas, Soutelo (Cândido, 85) e Jordy; Rabaça (Ivo, 75), Pedro Tavares e Vilas Boas TR: António Remelgado
Ao intervalo: 0-3 Marcadores: Nuno Velha (22e 25), Pedro Tavares (39 e 63), Chaves (47) e Paulinho (77 g.p.) Disciplina: Cartão amarelo a Paulinho Não correu da melhor forma a estreia do Perafita no campeonato da Divisão de Honra da Associação de Futebol do Porto. Iniciando a competição diante dos seus adeptos, a formação azul-e-branca não conseguiu evitar a derrota frente ao Coimbrões por um resultado com números não muito comuns entre as hostes perafitenses. As desatenções e faltas de marcações em zonas recuadas do terreno por parte dos comandados de Mário Barros estiveram na origem da derrota.
Início equilibrado Na estreia oficial das equipas na nova temporada, foram os forasteiros quem melhor entraram na partida. Apresentando as suas linhas defensivas muito subidas, os gaienses tentavam pressionar o Perafita muito perto da sua baliza, dificultando as transições defesa/ataque do conjunto local. O Perafita foi respondendo aos poucos à estratégia apresentada pelo adversário e, com alguma naturalidade, foi equilibrando as rédeas do jogo. O inevitável Paulinho foi o primeiro a levar o perigo junto à área adversária. À passagem de um quarto de hora de jogo, o avançado criou a primeira oportunidade de golo junto baliza à guarda de Dany, porém, o remate viria a sair ao lado do alvo. Com o desenrolar do jogo as equipas foram-se encaixando uma na outra e os espaços em zonas avançadas do rectângulo escassearam. Perante tal cenário, era de prever que só em lances de bola parada é que o marcador iria funcionar.
Bolas paradas desequilibram O esperado viria mesmo a acontecer, muito por culpa das faltas de marcação da defesa do Perafita. Em apenas três minutos, o Perafita sofreu dois golos originários de lances de bola parada onde foi notória a ausência de marcação dos jogadores perafitenses. Nuno Velha bisou na partida em dois lances em que foi assistido pelo seu companheiro Soutelo. Em ambas as jogadas o atleta gaiense apareceu liberto de marcação para bater o desamparado Humberto.
Mais um golo antes do intervalo A perder por dois golos, o Perafita não foi capaz de conseguir responder às fortes marcações impostas pelos seus adversários. A falta de inspiração dos comandados de Mário Barros aliado ao valor do adversário fazia com que a reacção à desvantagem ficasse cada vez mais complicada. Do complicado passou praticamente ao impossível a esperança em pontuar nesta partida; Ainda antes do intervalo, o inspirado Soutelo voltou a assistir para golo, neste caso Pedro Tavares, após ter protagonizado uma excelente jogada individual. A perder por três golos ao intervalo, a missão do Perafita tornou-se quase impossível.
Reacção pós-intervalo... No entanto, o descanso foi um bom conselheiro para os locais e a mensagem de Mário Barros aos seus jogadores surtiu efeito imediato. Lançando Bessa e João ao intervalo para os lugares de Carlos e Macarra, o técnico local passou a correr mais risco e foi prontamente premiado pela opção. Com apenas dois minutos jogados da etapa complementar, Chaves cobrou na perfeição um livre directo e devolveu a esperança na possibilidade de conquistar um resultado positivo.
…não evita derrota Aos intentos do Perafita, os forasteiros responderam por intermédio de Pedro Tavares que, ao bisar na partida, afastou todas as esperanças dos visitados em conseguir um resultado positivo. Paulinho ainda reduziu na conversão de um castigo máximo, diminuindo a desvantagem para dois golos. Até ao final, o Perafita ainda tentou reduzir o marcador, objectivo esse que não foi conseguido. A vitória do Coimbrões castiga as desatenções defensivas do Perafita, falhas imperdoáveis que dificultam a obtenção de bons resultados.
Figura: Chaves Foi o jogador mais inconformado. Assumiu o papel de patrão do meio-campo, destacando-se na luta contra os seus adversários. Apesar de não ter grandes espaços, procurou assumir o jogo, tentando remar contra a maré. Autor do primeiro golo após cobrar na perfeição um livre directo.
Por:
Norberto Sousa
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