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Arquivo: Edição de 12-09-2007

SECÇÃO: Desporto


Futebol distrital - Falhas de marcação nas bolas paradas dita derrota pesada
Desatenções fatais

AF Porto – Divisão de Honra (1ª Jornada)
Jogo no Estádio do Perafita FC, em Perafita
Árbitro: José Coelho (Porto)
Perafita, 2 - Coimbrões, 4
Perafita: Humberto; Osvaldo, Gomes, Rui (Ricardo, 66) e Carlos (Bessa, 45); Chaves, Macarra (João, 45) e Tó; Luís, Paulinho e Pimentel
TR: Mário Barros

Coimbrões: Dany; Hugo, Paulo Jorge, Igor e Nuno Velha; Fifas, Soutelo (Cândido, 85) e Jordy; Rabaça (Ivo, 75), Pedro Tavares e Vilas Boas
TR: António Remelgado

Ao intervalo: 0-3
Marcadores: Nuno Velha (22e 25), Pedro Tavares (39 e 63), Chaves (47) e Paulinho (77 g.p.)
Disciplina: Cartão amarelo a Paulinho
Não correu da melhor forma a estreia do Perafita no campeonato da Divisão de Honra da Associação de Futebol do Porto. Iniciando a competição diante dos seus adeptos, a formação azul-e-branca não conseguiu evitar a derrota frente ao Coimbrões por um resultado com números não muito comuns entre as hostes perafitenses. As desa­ten­ções e faltas de marcações em zo­nas recuadas do terreno por par­te dos comandados de Mário Barros estiveram na origem da derrota.

Início equilibrado
Na estreia oficial das equipas na no­va temporada, foram os forasteiros quem melhor entraram na partida. Apresentando as suas linhas defensivas muito subidas, os gaienses tentavam pressionar o Perafita mui­to perto da sua baliza, dificultando as transições defesa/ataque do con­junto local. O Perafita foi res­pondendo aos poucos à estratégia apresentada pelo adversário e, com alguma naturalidade, foi equilibran­do as rédeas do jogo.
O inevitável Paulinho foi o primeiro a levar o perigo junto à área adversá­ria. À passagem de um quarto de hora de jogo, o avançado criou a primeira oportunidade de golo jun­to baliza à guarda de Dany, po­rém, o remate viria a sair ao lado do alvo. Com o desenrolar do jogo as equipas foram-se encaixando uma na outra e os espaços em zo­nas avan­çadas do rectângulo escas­searam. Perante tal cenário, era de pre­ver que só em lances de bola pa­rada é que o marcador iria funcio­nar.

Bolas paradas desequilibram
O esperado viria mesmo a acontecer, muito por culpa das faltas de marcação da defesa do Perafita. Em apenas três minutos, o Perafita so­freu dois golos originários de lances de bola parada onde foi notória a au­sência de marcação dos joga­do­res perafitenses. Nuno Velha bisou na partida em dois lances em que foi assistido pelo seu companheiro Soutelo. Em ambas as jogadas o atleta gaiense apareceu liberto de marcação para bater o desamparado Humberto.

Mais um golo antes do intervalo
A perder por dois golos, o Perafita não foi capaz de conseguir res­pon­der às fortes marcações impos­tas pelos seus adversários. A falta de inspiração dos comandados de Mário Barros aliado ao valor do adver­sário fazia com que a reacção à desvantagem ficasse cada vez mais complicada.
Do complicado passou praticamen­te ao impossível a esperança em pontuar nesta partida; Ainda antes do intervalo, o inspirado Soutelo vol­tou a assistir para golo, neste caso Pedro Tavares, após ter protagoniza­do uma excelente jogada indivi­dual. A perder por três golos ao inter­valo, a missão do Perafita tor­nou-se quase impossível.

Reacção pós-intervalo...
No entanto, o descanso foi um bom conselheiro para os locais e a mensagem de Mário Barros aos seus jo­ga­do­res surtiu efeito imediato. Lançando Bessa e João ao intervalo para os lugares de Carlos e Ma­car­ra, o técnico local passou a correr mais risco e foi prontamente premiado pela opção.
Com apenas dois minutos jogados da etapa complementar, Chaves cobrou na perfeição um livre directo e devolveu a esperança na possibilidade de conquistar um resultado positivo.

…não evita derrota
Aos intentos do Perafita, os fo­ras­teiros responderam por intermédio de Pedro Tavares que, ao bisar na par­tida, afastou todas as esperan­ças dos visitados em conseguir um re­sultado positivo. Paulinho ainda reduziu na conversão de um castigo máximo, diminuindo a desvanta­gem para dois golos. Até ao final, o Pe­rafita ainda tentou reduzir o marcador, objectivo esse que não foi conseguido. A vitória do Coimbrões castiga as desatenções defensivas do Perafita, falhas imperdoáveis que dificultam a obtenção de bons resultados.

Figura: Chaves
Foi o jogador mais inconformado. As­sumiu o papel de patrão do meio-cam­po, destacando-se na luta contra os seus adversários. Apesar de não ter gran­des espaços, procurou assumir o jogo, tentando remar contra a maré. Autor do primeiro golo após cobrar na perfeição um livre directo.

Por: Norberto Sousa

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Edição de 03-02-2010
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