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Arquivo: Edição de 12-09-2007

SECÇÃO: Desporto


III Divisão - João, foi mais uma vez, fundamental
Padroense sempre a somar

Campeonato Nacional III Divisão
Jogo no Campo do Paçal, na Vila de Ribeirão
Árbitro: António Loureiro (Viana do Castelo)
Famalicão, 2 - Padroense, 3
Famalicão: Matos; Vítor Bruno, Alex, Artur e Alves; Martins, André (Santos, 85) e Luís Filipe; Miguel Barros (Nandinho, 66); Ruizinho (Zé Miguel, 66) e Hélder Neto TR: Abel Silva

Padroense: Marco; Duarte, Tiago Madalena, Daniel e Lobo (Sala, 47); Castanho (Rúben, 55), Seabra (Ivo, 68) e Paulinho; Vitinha, Sérgio e João
TR: Augusto Mata

Disciplina: Cartão amarelo a André (32), Castanho (43), Ruizinho (44), Miguel Barros (61), Artur (62), Duarte (87), Matos (88), Sala (89) e Martins (90)
Ao intervalo: 1-0
Marcadores: Ruizinho (41), Ruben (75), João (75 e 88) e Hélder Neto (90 g.p)
Os comandados de Augusto Mata foram vencer ao reduto do Famalicão e, contabilizando com a Taça de Portugal, já somam a terceira vitória em outros tantos jogos realizados. Com uma segunda parte de luxo, onde João voltou a ser a figura, o Pa­droense conseguiu três importantes pontos que lhe permitem liderar a classificação em igualdade pontual com o Amarante e a Oliveirense.

Respeito mútuo
O início do encontro apresentou duas equipas com responsabilida­des na abordagem ao jogo, respeitando-se mutuamente e não correndo grandes riscos. O jogo de­senrolava-se numa toada muito morna e com grande incidência na linha intermediária do terreno, sem grandes oportunidades para alvejar o alvo adversário.
A primeira ocasião de golo surgiu por intermédio de João, porém, o ca­beceamento do dianteiro ma­to­sinhense saiu fraco e sem o resultado pretendido.

Desatenção fatal
Numa altura em que nada faria prever que o marcador funcionasse an­tes do intervalo, o Famalicão chegou ao golo; numa falta cobrada a meio campo, Ruizinho aproveitou a desa­ten­ção colectiva dos homens do Pa­drão da Légua para se isolar diante de Marco e fazer o primeiro golo da partida. O Famalicão ficou motivado com o tento obtido e, até ao intervalo foi quem mais dominou o jogo.

Ruben planeia o sonho…
A perder, Augusto Mata promoveu a entrada de Sala e mais tarde de Ruben, elementos que imprimiram maior dinâmica ao jogo da equipa, revolucionando-o por completo. O ex-leixonense foi mesmo o principal mentor da reviravolta no jogo ao marcar um golo de sonho; num remate de pé esquerdo à entrada da área o jovem atleta fez a bola entrar no ângulo da baliza adversária. Um golo de levantar qualquer estádio.
Embalado pelo golo, o Padroense ganhou outro ânimo e partiu em busca da vantagem. Enquanto isso, Tiago Magano e Daniel davam nas vistas ao travar uma árdua batalha com o avançado Hélder Neto. A adaptação de Daniel a defesa central tem sido um êxito, com o jogador a efectuar excelentes jogos numa posição que lhe era desconhecida.

... e João transforma-o em realidade
Ao golo de Ruben, João respondeu com dois golos repletos de técnica e oportunidade, dando o melhor seguimento às assistências dos seus companheiros Sérgio e Ruben. O avançado proveniente do extinto Benfica B tem-se assumido como o goleador da pré-temporada e voltou a demonstrar que continua com faro pelo golo. O Famalicão ain­da reduziu através de uma grande pe­nalidade duvidosa, a castigar uma pretensa mão de Sala, mas a vitória já não iria fugir aos homens do Padrão da Légua.

Isento na II eliminatória da Taça de Portugal
Ao ficar isento no sorteio da II eliminatória de Portugal, o Padroense já garantiu a presença na próxima fase da prova. Um “doce” que caiu muito bem entre os responsáveis do clube, que esperam, na próxima eliminatória, defrontar um adversário que permita angariar uma boa receita para os cofres do clube.

Figura: João
Já soma cinco golos no decorrer da temporada e assume-se como pedra decisiva nas escolhas de Augusto Mata. No confronto frente ao Famalicão realizou uma primeira metade apagada, mas, na segunda parte, destruiu por completo a defensiva local, coroando a exibição com dois golos.

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Edição de 03-02-2010
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