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Padroense - Triunfo merecido e exibição convincente na abertura da época Regresso com selo de qualidade
Árbitro: Pedro Rocha (AF Viana do Castelo) Jogo no Estádio do Padroense, em Matosinhos Padroense, 2 - Maia, 0 Padroense: Marco; Duarte, Tiago Madalena, Daniel e Lobo; Castanho, Seabra (Ruben Saldanha, 51), Vitinha (Armando, 83) e Paulinho; Sérgio (Moura, 67) e João TR: Augusto Mata Maia: Pedro; Albertino, Murdock, Carlão e Pedro Alves (Julien, 67); Nóbrega (Fitas, 81), Wivison (Pedrinho, 55), Guedes e Rodolfo; Paulinho e Adolfo TR: Edmundo Duarte Ao intervalo: 0-0 Marcadores: Vitinha (54) e João (65) Disciplina: Cartão amarelo a Pedro Alves (33), Nóbrega (77), Adolfo (82) e Murdock (84) Melhor regresso era difícil. Na recepção ao Maia, que se apresentou limitado, devido aos problemas que afectaram a construção do plantel (os maiatos solicitaram, inclusive, o adiamento da partida), o Padroense realizou uma boa exibição, colocando um selo de qualidade no indiscutível triunfo. Dois golos no segundo tempo garantiram os três primeiros pontos da época. Vitinha e João deixaram a sua marca, numa estreia presenciada por um público muito entusiasmado.
Quatro ases no onze Na equipa inicial, surgiram quatro reforços para a presente temporada: Tiago Madalena, Lobo, Seabra e Daniel. Mata aproveitou a estrutura da época anterior e injectou-lhe sangue fresco, não olhando a nomes ou ao passado. Joga quem estiver melhor. Um lema sempre presente na carreira do experiente treinador. E o Padroense foi melhor, iniciando a partida a dominar e criar perigo junto da baliza de Pedro, que fez o possível para evitar os golos dos donos da casa. No Maia, o veterano Albertino foi o elo mais forte da defensiva e ainda conseguiu auxiliar o ataque, com cruzamentos bem medidos. Foi o experiente jogador que evitou sobre a linha de golo que Seabra festejasse o primeiro tento da partida. E, mais tarde, também foi Albertino que fez um corte “in-extremis” na defesa maiata.
Marco mostra-se à altura O domínio pertencia aos donos da casa, mas, contra a corrente, o Maia criou uma excelente ocasião, com Paulinho a desferir um remate que parecia indefensável. Valeu Marco, que mostrou agilidade e concentração no lance, para desviar o esférico e manter o nulo no marcador. Ao intervalo, o resultado era lisonjeiro para o conjunto maiato.
Finalmente, os golos Na segunda parte, o Maia até surgiu mais atrevido, mas Vitinha, o jogador charneira deste Padroense, abriu o livro e, num golpe de génio, inaugurou o marcador. Bastaram 11 minutos para João, também em bom momento de forma, estabelecer o resultado, num golo a revelar instinto matador. À ponta-de-lança. O Maia caía com KO técnico.
Moura desperdiça Até final, tempo para registar as entradas de Ruben Saldanha e Moura. O primeiro mexeu com a partida, imprimindo-lhe velocidade e fantasia. Um jogador que vai dar que falar durante o campeonato. Moura, ao contrário do habitual, acabou por desperdiçar uma boa ocasião para fazer o terceiro tento do jogo. E logo ele que parece precisar apenas de meia oportunidade para fazer o gosto ao pé. Pelo menos, o ano passado era assim. O árbitro, Pedro Rocha, realizou um trabalho positivo, contribuindo para a boa qualidade do espectáculo.
“Vamos continuar a crescer” Augusto Mata – Trein. Padroense
“Jogámos bem, trocámos bem a bola e mostrámos que a mistura de juventude com experiência pode dar frutos. Estamos no bom caminho e vamos continuar a crescer. Acredito que a equipa do Maia, dentro de cinco ou seis jogos, vai mostrar o seu real valor. Agora temos a Taça. São partidas diferentes mas estamos confiantes. O nosso objectivo é irmos o mais longe possível”.
Figura: Vitinha
Comandou toda a acção ofensiva da equipa. Inicia a época em grande forma, com excelente leitura de jogo, sentido posicional e frescura física. Após ter passado um mau momento na Ovarense, recuperou a alegria de jogar no Padrão da Légua. Marca a diferença.
Taça de Portugal Segue-se o Nogueirense
O próximo fim-de-semana está reservado à Taça de Portugal. Assim, na primeira eliminatória, o Padroense recebe, no domingo, o rival Nogueirense, num jogo marcado para as 16 horas. Na época anterior, recorde-se, as duas equipas discutiram palmo a palmo a luta pela subida de divisão. No final, acabaram por subir as duas, já que o Nogueirense foi repescado. No dia 9 de Setembro, na segunda jornada do campeonato, o Padroense desloca-se a Famalicão.
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