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Estreia promissora na Liga com bela exibição diante do Benfica O gigante está de volta
Jogo no Estádio do Bessa, no Porto Árbitro: Jorge Sousa (AF Porto) Leixões, 1 - Benfica, 1 Leixões: Beto; Marco Cadete, Elvis, Nuno Diogo e Ezequias; Bruno China, Paulo Machado e Pedro Cervantes (Hugo Morais, 85); Vieirinha, Roberto (Tales, 78) e Jorge Gonçalves (Nwoko, 72) TR: Carlos Brito
Benfica: Quim; Nélson, Katsouranis, David Luiz e Léo; Petit, Rui Costa, Luís Filipe (Fábio Coentrão, 70) e Nuno Assis (Andrés Diaz, 90+2); Cardozo e Nuno Gomes (Bergessio, 56) TR: Fernando Santos
Ao intervalo: 0-0 Marcadores: Petit (90) e Nwoko (90+4) Disciplina: Cartão amarelo a Roberto (58), Nuno Assis (67), Rui Costa (90+3) e Nwoko (90+4) Noite de emoção no Bessa. A casa emprestada dos leixonenses recebeu um dos primeiros jogos da Liga, tendo sido palco de um espectáculo disputado a grande intensidade. Houve Leixões a mais para um Benfica a menos e, no final, o resultado acaba por se ajustar às incidências do jogo. O melhor ficou mesmo guardado para o ocaso da aventura. Petit marcou ao minuto 90, mas, nos descontos, um nigeriano que veio de Malta e que o país desconhecia fez o golo do empate do Leixões. Chama-se Nwoko.
Brito surpreende Santos Carlos Brito fez apenas uma alteração em relação à equipa que tinha goleado (4-0) o Varzim, na partida a contar para a Taça da Liga. Deixou Jorge Duarte no banco e apostou em Pedro Cervantes (em boa hora), retirando daí um tridente mais criativo no centro do terreno. O treinador leixonense surpreendeu muito boa gente, inclusive, o treinador do Benfica, Fernando Santos, que esperava uma postura mais de contenção. Mas não foi nada disso que se viu. O Leixões controlou, sem grandes problemas, o primeiro assédio do Benfica, e, aos poucos, através de um futebol rendilhado, de toque-toque, de pé para pé, foi construindo situações de ataque, que colocavam a defesa encarnada em sentido. Nas bancadas, o público de Matosinhos dava show e, dentro do relvado, os “bebés” exibiam-se de forma descomplexada, com carácter e personalidade. Nem parecia que alguns dos artistas estavam a jogar pela primeira vez na Liga. Roberto avisa Quim Aos 20 minutos, Rui Costa, ainda o motor do Benfica mas que não chega para todas as encomendas, atirou por cima da baliza de Beto. Mas a primeira grande ocasião do jogo surgiu quatro minutos mais tarde, quando Roberto, num belo golpe de cabeça, após cruzamento largo de Vieirinha, obrigou Quim à primeira grande defesa da noite. A resposta do Benfica surgiu a seguir, mas Nuno Assis, bem solicitado por Rui Costa, disparou de forma atabalhoada, levando a bola a passar por cima da trave.
«Bomba» de Paulo Machado Antes da meia-hora de jogo, Paulo Machado utilizou o seu “pé-canhão”, disparando, do meio da rua, uma “bomba” que, mais uma vez, obrigou Quim a defender para canto. O Leixões estava por cima e jogava de igual para igual diante do “todo-poderoso” Benfica. Até ao intervalo, não se registaram mais lances de golo, mas dava gozo ver a forma como a formação de Carlos Brito se explanava no relvado, com classe, carácter e elevado sentido táctico.
Coração para compensar o desgaste O equilíbrio de forças manteve-se no primeiro bloco da segunda parte e só a entrada de Bergessio criou alguns problemas à defesa leixonense. O desgaste natural e a queda dos indíces de concentração da equipa do Mar permitiram ao Benfica criar maior pressão, mas sem criar verdadeiras ocasiões de apuro. Só Rui Costa, de fora da área, obrigou Beto a mostrar asas para voar (80m). Bergessio, em posição de fora-de-jogo, também causou perigo, mas o remate saiu por cima. Quando Carlos Brito se preparava para efectuar a última alteração, colocando Hugo Morais no lugar de Paulo Machado, Cervantes, após um carrinho junto ao banco leixonense, estoirou de vez e pediu para sair. Que grande exibição assinou o número 8.
Balde de água gelada Quando já não se esperava quaisquer golos, Petit, solto de marcação, na sequência de um canto apontado por Rui Costa e desvio ao primeiro poste de Katsouranis, cabeceou para o fundo das redes de Beto. Um golo na sequência de uma bola parada, com falha de concentração da defesa leixonense, que, na altura, parecia ter deitado tudo a perder. O esforço tinha caído por água abaixo…
Nwoko “pára” o Benfica Os adeptos das águias imediatamente começaram a cantar. “Ninguém pára o Benfica, ninguém pára o Benfica, ninguém pára o Benfica, allez”. Só que havia Nwoko e um coração do tamanho do Mundo. No último minuto dos descontos, Ezequias solicitou a entrada de Hugo Morais, tendo este cruzado para o coração da área, onde surgiu Nwoko a rematar de primeira; a bola bateu no corpo de Léo e sobrou novamente para o africano que, de pé direito, atirou para o fundo da baliza de Quim. Loucura nas bancadas do Bessa! Êxtase entre a família leixonense! Justiça no marcador. O “gigante” Leixões está mesmo de volta e promete surpreender por esses estádios do país. Para primeira amostra, era desumano pedir mais. O árbitro, Jorge Sousa, cometeu alguns equívocos a nível disciplinar, mas, globalmente, assinou um trabalho positivo.
Por:
Arnaldo Martins
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