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Fecho de época confirmou supremacia leixonense Campeões, merecidamente...
Liga Honra (30ª Jornada)
Jogo no Estádio do Mar, em Matosinhos Árbitro: Elmano Santos (Madeira)
Leixões, 3 Chaves, 0
Leixões: Fonseca; Alexandre, Elvis, Nuno Silva e Nuno Amaro; Bruno China, Pedro Cervantes e Filipe (João Pedro, 70); Jorge Gonçalves (Malafaia, 46), Roberto (Leão, 70) e Hugo Morais TR: Vítor Oliveira
Chaves: Razak; Danilo (Diogo Macedo, 83), Bruno Madeira, Lameirão e Kasongo; Bruno Magalhães, Rui Sampaio e Neto; Carlos Viana, Diop e Tuga (Carlitos, 31) TR: António Borges
Ao intervalo: 3-0 Marcadores: Roberto (1), Elvis (18) e Filipe (22) Disciplina: Cartão amarelo a Carlitos (46)
Tarde mágica em Matosinhos. Num Estádio do Mar a abarrotar de público, o Leixões brindou os seus adeptos com a conquista do título da Liga Vitalis. Uma alegria merecida para a equipa mais regular ao longo do campeonato e que, nos momentos de cerrar as fileiras, mostrou estofo e espírito de conquista. Frente a um Chaves claramente desprovido de forças para estragar a festa, os novos heróis do Mar realizaram 20 minutos simplesmente diabólicos, contribuindo, assim, para a euforia que se viveu nas bancadas.
Inevitável Roberto
Estava tudo a postos para a consagração dos campeões. Cor, música e emoção, numa perfeita harmonia para saudar os que, 18 anos depois, devolveram o Leixões à elite. E nem foi preciso um minuto para Roberto deixar os adeptos em delírio. O matador aproveitou a sobra, após corte deficiente da defesa flaviense, e não perdoou na cara de Razak. O título estava entregue. E bem. O número 9 teve depois mais duas ocasiões para marcar e Jorge Gonçalves viu um remate ser desviado em cima da linha por Diop (8m). Filipe, um dos melhores da tarde, também apareceu bem ao segundo poste, mas… Roberto tirou-lhe o pão da boca. Era muito Leixões para tão pouco Chaves.
Elvis dá música
Naturalmente, surgiu o segundo golo. Canto apontado por Nuno Amaro, o rei das assistências, e Elvis, muito bem, a atacar a bola, desviando com êxito para o segundo poste. “Uma equipa belíssima, uma equipa fantástica, és a nossa fé, olé Leixões olé”, cantava-se nas bancadas. O terceiro golo não demorou muito tempo: Jorge Gonçalves rasgou a defesa transmontana, deixando Filipe isolado, que, com classe, atirou a bola para fora do alcance de Razak. Nos festejos, o centro-campista fez uma vénia ao público. Bonito.
Lameirão evita goleada
O Leixões abrandou o ritmo, mas não deixou de criar perigo, estando perto do golo em três ocasiões, todas elas anuladas por Lameirão, que, em cima da linha, ofereceu o corpo à bola. Antes do final do primeiro tempo, Jorge Gonçalves lesionou-se e teve mesmo de abandonar as quatro linhas. Com alguns minutos ainda para jogar, Vítor Oliveira optou por não lançar imediatamente qualquer jogador, deixando a equipa apenas com dez unidades. Um pequeno-grande pormenor que demonstra a fraca resistência do Chaves…
Espectáculo nas bancadas
Na segunda parte, a equipa limitou-se apenas o gerir o tempo de jogo, desfrutando o momento. Os artistas trocavam a bola tranquilamente, com Malafaia, Alexandre e Pedro Cervantes a entenderam-se às mil maravilhas. Hugo Morais, no flanco esquerdo, continuava tacticamente irrepreensível e assinava cruzamentos perigosos para a grande área. Chegou, então, a hora de Fonseca, que se estreou a defender e logo como titular (um prémio de Vítor Oliveira), mostrar serviço, impedindo que Diop marcasse (61m).
“Fica, fica, fica”
Até final do jogo, o público pediu a Vítor Oliveira para se manter no comando da equipa. “Fica, fica, fica”, ouvia-se das bancadas. Um apelo que deixou o treinador sensibilizado, mas que não evitou a sua saída. A decisão já estava tomada. Com o apito final de Elmano Santos – contemporizou nos cartões em dia de festa e Carlitos agradeceu –, a festa invadiu o relvado, com longos abraços entre todos aqueles que protagonizaram uma das maiores conquistas do Leixões dos últimos anos.
Por:
Arnaldo Martins
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