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Leixões - Empurrados para a Liga pelo mar vermelho Esta equipa nunca será esquecida
Liga de Honra (29ª Jornada)
Olivais e Moscavide, 1 Leixões, 2
Jogo no Estádio Alfredo Marques Augusto, em Moscavide Árbitro: Olegário Benquerença (Leiria)
Olivais e Moscavide: Márcio Santos; Duarte, Carlos Marques, Nuno Abreu e André Marques; Serginho (Tavares, 86), Falardo (Saleiro, 69) e Laurindo; Luís Dias, Cléo e Fábio Paím (Hélio Roque, 53) TR: Ferreirinha
Leixões: Beto; Marco Cadete, Elvis, Nuno Silva e Nuno Amaro; Jorge Duarte, Bruno China (Filipe, 57) e Pedro Cervantes (Malafaia, 57); Jorge Gonçalves, Roberto (Leandro Tatu, 83) e Hugo Morais TR: Vítor Oliveira
Ao intervalo: 1-1 Marcadores: Hugo Morais (29), Carlos Marques (42) e Roberto (66) Disciplina: Cartão amarelo a Carlos Marques (25), Serginho (33), Malafaia (69), Laurindo (69), Saleiro (71), Hélio Roque (78) e Nuno Amaro (82)
Dezoito anos depois, o Leixões está na Liga. Uma alegria totalmente merecida da equipa mais regular ao longo da época, da equipa melhor orientada, da equipa com melhor rectaguarda da administração e departamento médico, da equipa com uma massa adepta… apenas diferente (como se podia ler nas t-shirts da fantástica claque Máfia Vermelha). Fez-se história em Olivais, na casa de um adversário muito digno e que dificultou, ao máximo, a tarefa leixonense. Em alguns períodos até foi melhor, mas aí Vítor Oliveira soube reagir às adversidades e ganhou o jogo. Os novos heróis do Mar nunca serão esquecidos quando daqui a cem anos alguém historiar as grandes proezas do clube de Matosinhos. A 13 de Maio, dia da Nossa Senhora de Fátima, do ano 2007 (centenário do Leixões), o clube matosinhense confirmou o regresso ao convívio dos grandes. Há coincidências fantásticas, não há?
Nervoso miudinho
O Leixões entrou determinado e Jorge Gonçalves, o jogador calibre extra nesta fase final da época, deu o mote, disparando, de pé esquerdo, ao poste (5m). A equipa de Matosinhos estava por cima, Hugo Morais ameaçou primeiro – Márcio Santos defendeu para canto – e, a seguir, colocou os adeptos em perfeito delírio, num golo fácil (foi só encostar em cima da linha), após trabalho soberbo de Jorge Gonçalves, que rodou sobre André Marques e assistiu ao número sete, que surgiu bem ao segundo poste. A vencer, a formação rubro-branca abrandou e a equipa de Ferreirinha (porquê saiu Paím logo no recomeço?) aproveitou para criar perigo, igualando mesmo a partida, num cabeceamento de Carlos Marques, após canto cobrado por André Marques.
Malafaia e Filipe determinantes
Na segunda parte, o Olivais e Moscavide entrou atrevido, criou perigo, mas, no jogo de bancos, Vítor Oliveira ganhou claramente a Ferreirinha. Malafaia e Filipe estancaram a pressão da equipa da casa e deram maior clarividência ofensiva, surgindo, assim, o segundo golo do Leixões, obra do inevitável Roberto (uma oportunidade, um golo, à matador), após assistência de luxo (grande visão de jogo!) do promissor Filipe. Foi o momento do jogo. Até final, o Olivais ainda forçou na tentativa de chegar ao empate, mas a tarde era rubro-branca e, mesmo em cima do último suspiro, Beto fez uma defesa milagrosa, tendo Jorge Duarte oferecido depois o corpo a bola para evitar que a recarga de Cléo desse golo. Com o apito final, o mar vermelho retido há dezanove anos invadiu as ruas desde Lisboa a Matosinhos. Agora, acreditem, porque é verdade: O Leixões está na Liga!
Figura
Jorge Gonçalves: Deviam todos ser a figura, mas o número 19, sobretudo na primeira parte, foi o melhor elemento em campo, sempre com força, poder de explosão e sentido de baliza. Rematou ao poste (5m) e assistiu Hugo Morais para o primeiro golo da partida. Fecha a época em grande forma.
Por:
Arnaldo Martins
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