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Leixões - Faltam sete pontos para confirmar a subida Espectáculo de luxo
Liga de Honra (27ª Jornada)
Jogo no Estádio do Varzim Sport Club Árbitro: Bruno Paixão (Setúbal)
Varzim, 1 Leixões, 1
Varzim: Ricardo; Pedrinho, Alexandre (Pedro Santos, 25), Bruno Miguel e Telmo; Tito, Emanuel, Nuno Rocha (Denilson, 86) e Marco Cláudio; Mendonça (Diego, 90+1) e Roberto TR: Diamantino Miranda
Leixões: Beto; Marco Cadete, Nuno Silva, Elvis e Nuno Amaro; Jorge Duarte (Moita, 79), Bruno China e Pedro Cervantes (Malafaia, 82); Jorge Gonçalves, Roberto e Hugo Morais (Filipe, 66) TR: Vítor Oliveira
Ao intervalo: 1-1 Marcadores: Mendonça (38) e Pedro Cervantes (41) Disciplina: Cartão amarelo a Roberto (44), Tito (60), Nuno Silva (62), Emanuel (67), Nuno Amaro (71), Pedro Santos (78), Marco Cláudio (90) e Moita (90+4).
O Leixões isolou-se na liderança da Liga de Honra, deixando para trás o Rio Ave, que foi goleado em Guimarães. Num encontro presenciado por seis mil adeptos, que deram um colorido fantástico às bancadas do Estádio do Varzim, o Leixões somou um ponto importante nas contas da promoção. Em relação à vitória diante do Vizela, Vítor Oliveira abdicou apenas de Moita e lançou China para dar mais consistência à zona central do meio-campo. O desafio principiou num ritmo vivo, com ambas as equipas a jogarem sem grandes preocupações defensivas, tentando chegar ao golo. A primeira grande ocasião pertenceu ao Leixões, aos 17 minutos, numa jogada conduzida pela direita, com Roberto a desviar a bola para o poste e, na recarga, Jorge Gonçalves (que foi puxado na área) a rematar para defesa de recurso de Ricardo. No Varzim, Tito, que já está seguro por mais três épocas, ia-se destacando, sobretudo nos remates de meia-distância. A partir da meia hora, a partida baixou de ritmo. Pudera, pois até ali tinha sido simplesmente alucinante.
Golos de seguida
A velocidade baixou, mas apareceram os golos. Aos 38 minutos, os locais chegaram ao golo, através de um lance bem construído: cruzamento de Pedrinho da direita, amortecimento de Roberto e Mendonça, a aparecer no coração da área, a fuzilar para o fundo das redes. Três minutos depois, num momento de desconcentração da defesa poveira, o Leixões empatou, para delírio da fantástica onda vermelha que foi desde Matosinhos à Póvoa: Roberto aguentou tudo e todos, foi por ali fora e serviu Cervantes que, num momento de inspiração, fez um golo de levantar qualquer estádio, num remate com a parte de fora do pé.
Mais calculismo
A segunda parte teve menos qualidade e foi mais táctica. O futebol praticado tornou-se previsível. Ainda assim, foi o Leixões que esteve mais perto do golo. Nuno Amaro, de livre, e Filipe, após cruzamento de Malafaia, colocaram Ricardo à prova. Nos últimos instantes, o Varzim esteve mais perigoso, tendo usufruído de um livre mal assinalado para causar perigo. No final, um ponto para cada equipa, tendo o Leixões reforçado a liderança. Faltam três jogos (Penafiel, Olivais e Moscavide) e a equipa leixonense precisa de sete pontos (ou talvez não, depende também das outras equipas) para confirmar a subida à Liga. Haja fé!
Vítor Oliveira – Treinador do Leixões “Fazer sete pontos”
“Foi um jogo muito difícil para as duas equipas e bem disputado. O resultado parece-me justo. Gostaríamos de ter ganho, de qualquer das formas o empate é um bom resultado. Vamos encarar estes três jogos como três finais, temos de fazer sete pontos. Estivemos bastante bem durante 80 minutos. Nos últimos dez não conseguimos ter discernimento. As duas equipas tentaram ganhar. A moldura humana esteve fantástica. Precisamos de mais jogos destes”.
Figura
Pedro Cervantes: Mais um golo para a galeria. Jogou e fez jogar, tendo deixado a sua marca num momento de grande classe. Rendido perto do fim por Malafaia (entrou muito bem), após ter acusado algum desgaste.
Por:
Arnaldo Martins
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