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Arquivo: Edição de 02-05-2007

SECÇÃO: Desporto


Leça Balio - Primeiro quarto-de-hora decisivo no desfecho final da partida
Férias são bem-vindas

AF Porto – I Divisão

Jogo no Parque Desportivo do Leça Balio
Árbitro: Paulo Cardoso (AF Porto)

Leça Balio, 1 Serzedo, 3

Leça Balio: Joel (André); Rui André (Nuno Madureira), Abel, Saraiva e Arlindo; Lumungi, André e Feliciano; Nico (Miguel Ângelo), Félix e Douglas

Serzedo: Toni; Ângelo (Marcelo), Capela, Wilson e Alex; Ivo (Diogo), Almeida e Soares; Rafael, Miguel Carvalho e Adérito (Guimarães)

Ao intervalo: 1-2
Marcadores: Adérito (1), Rafael (12), Lumungi (38) e Miguel Carvalho (55)

O Leça do Balio terminou a participação no campeonato da mesma maneira que o começou, com uma derrota por 3-1 (na primeira jornada a derrota tinha sido no Castêlo da Maia), lembrando algumas fases menos boas da época que, certamente, vão ser de grande utilidade para os mesmos erros não serem cometidos na próxima temporada.

Pecado capital

Os primeiros 15 minutos da partida foram fatais para os balienses, que sabiam de antemão que uma vitória sobre o opositor permitia uma subida na tabela classificativa, e comprometeram o resultado final. Logo no primeiro minuto da partida, Adérito, bem assistido por Rafael, inaugura o marcador perante as muitas facilidades permitidas pela defesa baliense. O Leça do Balio não se encontrava e os gaienses aproveitavam para levar perigo constante à baliza defendida pelo jovem e estreante Joel. Este assédio viria a resultar no segundo golo do Serzedo, à passagem dos 14 minutos, quando Rafael se desmarca bem pela direita e com um remate cruzado praticamente decide o destino dos três pontos na partida.

Lumungi com fúria

A reacção esperada dos ouro-negros não foi imediata, e só aos 30 minutos surge uma verdadeira oportunidade de golo quando Nico se escapa bem à defensiva contrária e apenas com Toni pela frente atira fraco à figura. Aos 36 minutos, Lumungi, o mais inconformado dos jogadores balienses, contorna o guardião adversário que o derruba numa falta clamorosa para grande penalidade que o mesmo se encarregou de marcar, embora só na recarga conseguisse, finalmente, reduzir o marcador.

Vermelho por mostrar

O Leça do Balio era, agora, dono e senhor do jogo e apenas por mera infelicidade não chegou ao golo do empate, com destaque para um lance já nos últimos cinco minutos da primeira parte, quando Toni derruba Nico fora da área mas que o árbitro concede a lei da vantagem porque Lumungi ainda estava numa boa posição para chegar ao golo mas, quando a bola saiu pela linha final, ficou por exibir a segunda cartolina amarela ao guarda-redes forasteiro que já tinha sido admoestado no lance da grande penalidade.
O resultado ao intervalo aceitava-se, embora, pelo que fez no último quarto-de-hora, a igualdade também não ficava mal no marcador.

Machadada final

O jogo continuava aberto, com muitos espaços para explorar, num jogo característico de fim de estação e, mais uma vez, aproveitando as benesses da defesa baliense, Miguel Carvalho na cara do recém-entrado André não tem problemas em fazer o terceiro golo da equipa e colocar, praticamente, ponto final na discussão da vitória.
Até ao final, assistiu-se a um jogo repartido com maior domínio por parte da equipa da casa mas com os gaienses a ripostarem sempre em contra-ataque e a não descansarem André Pinto.

Guardião com mãos-de-ferro

Toni, por seu lado, foi o elemento em destaque no Serzedo com uma mão cheia de defesas vistosas a negar o golo que ainda podia trazer algum suspense até ao final da partida. Destaque para um remate do meio da rua, sem preparação, de Lumungi que levou a bola a embater no poste. Seria um golo de bandeira e, sem dúvida, o momento da tarde. Arbitragem serena com o único lance a merecer reparo na falta que daria o segundo cartão amarelo ao guardião contrário no decorrer da primeira parte.

Figura

Lumungi: O possante médio baliense, que chegou ao clube na época anterior pela mão do técnico Manuel Maria, sofreu um penálti, fez um golo e ainda enviou uma bola à trave. Foi sempre um dos mais inconformados e fez um jogo à imagem do que demonstrou ao longo da época, revelando um inusitado instinto goleador. Tornou-se num jogador-referência no onze baliense, realizando uma das melhores épocas da sua carreira.

SV/AM

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Edição de 03-02-2010
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