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A quatro jornadas do fim, Leixões volta a ser líder Mais perto da loucura
Liga de Honra (26ª Jornada)
Jogo no Estádio do Mar, em Matosinhos Árbitro: Hélio Santos (Lisboa)
Leixões, 2 Vizela, 0
Leixões: Beto; Marco Cadete, Nuno Silva, Elvis e Nuno Amaro; Jorge Duarte (Bruno China, 77), Pedro Cervantes e Hugo Morais; Jorge Gonçalves (Malafaia, 82), Roberto e Moita (Filipe, 67) TR: Vítor Oliveira
Vizela: Baptista; Quim Berto, Rodrigão, Cláudio e Machado; Guerra (Pedro Pereira, 77), Gouveia e Hélder Sousa; Binho (Kita, 46), Serjão e Emerson (Dewide, 64) TR: Carlos Garcia
Ao intervalo: 2-0 Marcadores: Jorge Gonçalves (24) e Moita (32) Disciplina: Cartão amarelo a Emerson (60), Jorge Gonçalves (77) e Marco Cadete (90)
Tarde gorda no Estádio do Mar, com uma vitória justa e um inesperado mas muito saboroso regresso ao primeiro lugar, em virtude do tropeção caseiro do Rio Ave diante do Portimonense. O Leixões venceu e convenceu, fez uma primeira parte de grande nível, com força e dinâmica ofensiva, abrandou e depois geriu o tempo e o jogo nos restantes 45 minutos, isto diante de um Vizela maduro, que tinha perdido apenas duas vezes na segunda volta antes de chegar a Matosinhos.
Vítor Oliveira mantém plano B
O treinador do Leixões manteve a estratégia que usou no segundo tempo na vitória (1-2) em Olhão. Marco Cadete foi lateral direito, Nuno Silva voltou à posição natural no centro da defesa (Joel foi sacrificado) e Moita foi a surpresa para o lado esquerdo, “obrigando” ao desvio de Hugo Morais para o centro do terreno, sendo Malafaia o preterido. Treinador que tem assim tantas e boas opções só pode estar feliz. Jorge Gonçalves, herói em Olhão, regressou naturalmente à titularidade. E o Leixões entrou bem. Muito bem mesmo. Hugo Morais deu o aviso, com um remate perigo, Moita também teve uma boa ocasião e só aos 14 minutos é que o Vizela conseguiu chegar à baliza de Beto, por intermédio do excelente Hélder Sousa.
Transição ultra-sónica
Curiosamente, numa altura em que o Vizela equilibrava o jogo o Leixões chegou ao golo, finalização de cabeça de Jorge Gonçalves (entrada de rompante de cabeça, não tendo quase necessidade de saltar), após cruzamento irrepreensível de Marco Cadete (daqueles que deviam aparecer nos livros), a concluir uma transição ofensiva a velocidade ultra-sónica. O Leixões continuou a carregar e esteve perto do golo por intermédio de Roberto (carregado por Rodrigão?) e Hugo Morais, que já na área disparou por cima.
Moita com raiva
Aos 32 minutos, novo golo do Leixões: lançamento longo de Marco Cadete, Roberto domina, a bola sobra para Jorge Gonçalves, que perante a pressão de Rodrigão, trabalha bem o esférico e remata ao poste, surgindo Moita, em cima da linha, a ter tempo para rematar com raiva para o fundo das redes. Um prémio merecido para um jogador que deixou a equipa quando se encontrava num grande momento de forma e que teve de ser operado à parede abdominal no começo deste ano. Até final da primeira parte, mais duas situações, uma delas a envolver novamente Roberto, que reclamou falta para grande penalidade, e um lance em que Jorge Gonçalves podia ter dado a Hugo Morais para este fuzilar. A defesa vizelense acabou por anular o perigo.
Gerir sem grandes sobressaltos
Na segunda parte, aconteceu o que já se esperava: Leixões a gerir o tempo e o resultado, diante de um Vizela mais atrevido e ofensivo. Gouveia testou logo os reflexos de Beto, mas o excelente guardião leixonense mostrou que estava atento. Elvis, na sequência de um canto, cabeceou para golo, mas Baptista (muito aplaudido no regresso a casa, assim como Guerra) mostrou que mantém intactas todas as qualidades que fizeram dele um guardião de I Liga. Após uma fase de algum “sururu” – Machado não deitou a bola fora para Marco Cadete ser assistido –, Serjão rematou com perigo, mas Beto voltou a encaixar o esférico. Vítor Oliveira ia abanando a cabeça.
Faltou o terceiro golo
Aos 64 minutos, Baptista atrapalhou-se com a pressão de Roberto e a bola sobrou para Pedro Cervantes que rematou enrolado, surgindo Cláudio a evitar, com tranquilidade, que a bola se encaminhasse para o fundo da baliza. Aos 75 minutos, cruzamento fantástico de Hugo Morais, Roberto cabeceou à ponta-de-lança, mas Baptista, mais uma vez, efectuou uma defesa de grande nível, evitando o terceiro golo do Leixões.
Beto brilha ao cair do pano
O número 1 do Leixões fez a defesa da tarde ao minuto 75, parando o remate de Gouveia. Antes do fecho, também desviou para canto o livre cobrado por Quim Berto (muito vaiado pelo público). Antes, Filipe tinha desperdiçado nova ocasião para o Leixões e Malafaia, após recuperação de bola, ofereceu o golo a Cervantes, mas este rematou contra as pernas de um adversário. No final, festa rija nas bancadas. O sonho está mais perto de se concretizar e a loucura começa a ficar instalada em Matosinhos. Disciplinarmente, Hélio Santos cometeu alguns equívocos.
Por:
Arnaldo Martins
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