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Leça Balio - Empate termina com aspirações forasteiras à subida de divisão Despertador baliense levou sonho poveiro
AF Porto – I Divisão
Jogo no Complexo Desportivo de Leça do Balio Árbitro: Pedro Paula (AF Porto)
Leça Balio, 2 Balasar, 2
Leça Balio: Hélder; Rui André, Abel, Saraiva e Douglas; Lumungi, André (Nico), Feliciano e Miguel Ângelo (Arlindo); Ismael (Nuno Madureira) e Félix
Balasar: Lopes; Hélder, Palhinhas, Miguel e José Carlos; Chico (Campos), Pedro Ferreira e Pateiro; Maltinha, Serginho e Marco Armas (Silva)
Ao intervalo: 2-1 Marcadores: Miguel Ângelo (24), Douglas (26, p.b.), Félix (34) e Maltinha (65) Disciplina: Cartão vermelho a Palhinhas (80), por acumulação
No recém inaugurado Complexo de Leça do Balio, o Balasar jogava uma cartada decisiva na luta pela subida de divisão depois de ter liderado a tabela classificativa durante grande parte da época. Porém, uma segunda volta desastrosa, culminada com o empate em Leça do Balio e a vitória dos directos opositores (Castêlo contra Valadares, Gulpilhares em S. Félix e Folgosa contra o Custóias), deixam os poveiros sem qualquer hipótese de alcançar tal desiderato.
Equilíbrio como nota dominante
O Leça do Balio apresentou a mesma estrutura utilizada na jornada passada em Rates, com a única alteração a registar-se na baliza com a entrada de Hélder para o lugar de André Pinto. O Balasar, que vinha de uma derrota caseira diante do Serzedo, alinhou em 4x3x3 com a luta do meio-campo entregue a Pateiro, o experiente Serginho e o incansável Chico. Marco Armas era o ponto de referência no ataque poveiro. Sem praticarem um futebol muito vistoso, as jogadas de perigo foram ocorrendo nas duas balizas sem que qualquer uma delas estivesse a fazer muito para alcançar o golo. Nesta fase, destaque para remates em jeito de Ismael e Félix que só por muito pouco não entraram na baliza adversária e, nos visitantes, os lances de bola parada que por norma levavam sempre relativo perigo.
Dez minutos diabólicos
À passagem dos vintes minutos, na melhor jogada do encontro, o Leça do Balio trabalha bem a bola pelo lado esquerdo que, com desmarcações sucessivas, Douglas efectua um cruzamento tenso desde a linha de fundo onde aparece Miguel Ângelo a encostar para o fundo das redes. A vantagem, no entanto, foi sol de pouca dura porque num lance infeliz, aos 24 minutos, Douglas ao tentar cabecear para longe da baliza acabou por trair Hélder e introduziu a bola na própria baliza. Os golos, contudo, pareciam ter vindo para ficar e, aos 29 minutos, na marcação de um livre directo, Félix coloca novamente os balienses em vantagem num remate que sofreu um desvio na barreira e enganou o guardião contrário. Foram dez minutos de incerteza no marcador que levou a equipa da casa para os balneários em vantagem.
Começo muito forte dos visitantes
O Balasar entrou com outra disposição na segunda parte, com destaque para Chico, jogador bastante móvel por quem todas as jogadas dos poveiros passavam. Aos 50 minutos, golo invalidado aos visitantes por fora-de-jogo após execução rápida de um livre directo para Marco Armas, que cruza para o coração da área onde aparece Chico a finalizar. Era apenas o primeiro aviso, já que à passagem do quarto de hora da segunda parte, mais uma boa jogada dos forasteiros é concluída por Chico com um remate fora da área que levava selo de golo mas Hélder desvia, com uma grande defesa, para canto. Do canto, resultaria o golo do empate: a bola sobra para a entrada da área onde Maltinha remata forte sofrendo um desvio em André e ressaltando para um jogador poveiro que, em posição muito duvidosa, encosta para redes adversárias.
Penalidade por marcar
O Leça do Balio, após a igualdade, tornou a equilibrar a partida e esteve mais perto do golo, destacando-se neste período uma grande penalidade que ficou por marcar a favor dos balienses quando Félix viu o seu cruzamento ser interceptado pelo braço do adversário. Aos 80 minutos, o Balasar ficaria reduzido a dez unidades quando Palhinha viu dois amarelos num minuto por palavras dirigidas ao árbitro, mas a última grande oportunidade pertenceria aos visitantes, quando Chico apenas com Hélder pela frente permitiu a defesa do guardião baliense. Arbitragem fraca num jogo que até não foi complicado de apitar.
Figura
Hélder: O guardião baliense, apesar de não ter sido chamado muitas vezes a intervir, foi preponderante – já ao cair do pano – ao parar o remate de Chico, quando este se encontrava isolado. Na retina fica, igualmente, uma grande defesa para canto na segunda parte.
SV/AM
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