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Arquivo: Edição de 18-04-2007

SECÇÃO: Desporto


Padroense - Empate difícil em casa do terceiro classificado
Um ponto importante mas escasso

AF Porto – Divisão de Honra

Jogo no Estádio Rei Ramiro, em Gaia
Árbitro: Miguel Vieira (AF Porto)

Candal, 2 Padroense, 2

Candal: Sérgio; Serginho II, Tiago Santos, Elísio e Valente (Ruben, 76); Pedro Santos (Valdir, 76), Zezé e Bruninho; Ricardinho (Gonçalo, 62), Tozé e Serginho I
TR: Paulo Manuel

Padroense: Marco; Duarte, Armando, Telmo Sousa e Sala; Castanho, Vítor (João, 64), Vitinha II (Hugo, 85) e Postiga; Moura (Vítor Hugo, 76) e Sérgio
TR: Augusto Mata

Ao intervalo: 1-1
Marcadores: Zezé (13), Moura (34), Serginho I (61) e João (68) Disciplina: Cartão amarelo a Armando (21), Duarte (27 e 35), Valente (45+1), Bruninho (47 e 55), Ricardinho (52), Castanho (56), Telmo Sousa (74), Gonçalo (79), Serginho I (80) e Zezé (90); Cartão vermelho a Duarte (35) e Bruninho (55), por acumulação

Na partida principal da jornada, o Candal recebeu no seu reduto o líder do campeonato, ainda invicto nesta segunda volta, e assistiu-se no Estádio Rei Ramiro em Gaia a uma partida emocionante, com o marcador sempre em actividade.
A partida teve duas partes bem distintas: uma primeira metade do encontro com um claro equilíbrio, marcada pela expulsão de Duarte e pelos dois golos, um em cada baliza, e uma segunda parte na qual o Padroense dominou e mostrou porque se encontra na posição cimeira da tabela classificativa, sem que contudo conseguisse expressar essa superioridade no marcador.

Gaienses atrevidos

O Candal entrou muito bem na partida, mais dinâmico e mais rápido no concretizar de processos, criando algum perigo junto da baliza de Marco, sendo que o jogador que mais dores de cabeça dava à defesa do Padroense era o irrequieto Tozé. A primeira jogada de perigo surgiu na marcação de um canto, em que um defesa local que havia subido à área contrária, só não abriu o activo fruto de uma defesa apertada de Marco.
Contudo à passagem do primeiro quarto de hora da partida, na cobrança de um livre em jeito de canto mais curto, Zezé antecipa-se à defensiva forasteira e bate Marco sem hipóteses.

Moura empata

A partir desse momento, finalmente a equipa de Augusto Mata parece despertar e começa a tomar conta do encontro, jogando muito a bola pelo chão, criando espaços, com destaque nessa altura para Vitinha II, o maestro da equipa, mas acaba por ser numa jogada de entendimento entre Sérgio e Moura que este último consegue ultrapassar o alto, mas lento, defesa local e bater Sérgio Lima pela primeira vez.

Duarte expulso

A equipa do Padroense não teve tempo de festejar, já que o árbitro decidiu tornar-se o protagonista da partida e expulsar Duarte, numa jogada em que Tozé simula a falta e cai sem qualquer toque do defesa do Padroense, que acaba por ver o segundo amarelo e deixar a sua equipa a jogar com menos um elemento. Quase a terminar a primeira parte é a vez de Sérgio se isolar, mas desta feita este não consegue bater o guardião da casa.

Outra expulsão

No segundo tempo, o Padroense surgiu com vontade de resolver a contenda a seu favor, procurando pressionar o Candal logo no primeiro terço do terreno e criando jogadas de perigo, que eram sistematicamente travadas com o recurso à falta por parte dos atletas locais, resultando desta situação a expulsão de Bruninho também por acumulação de amarelos.

João entra e marca

Contra a corrente do jogo, o Candal chega novamente à vantagem, quando o mortífero Serginho recebe a bola de costas para a baliza mas consegue rodar e bater Marco com um remate forte e colocado. Augusto Mata reage e coloca o avançado João em jogo que, cinco minutos depois de entrar na partida, consegue estabelecer de novo o empate, após assistência de Moura.

Mais perto da vitória

Até ao final, o Padroense foi sempre quem mais pressionou e, por duas vezes, poderia ter ganho vantagem no marcador, uma vez por Moura, que após cruzamento da direita, o melhor que conseguiu foi chutar por cima da baliza, e outra por João, que num cabeceamento quase conseguia bater Sérgio Lima. O Padroense conseguiu trazer um ponto da sua deslocação a Gaia que, apesar de importante, pareceu de certa forma escasso face àquilo que produziu essencialmente no segundo tempo. Arbitragem irregular, essencialmente no aspecto disciplinar, onde a dualidade de critérios favoreceu sempre a equipa da casa.
 
Figura

Moura: O experiente avançado do Padroense consegue ainda movimentar-se de forma eficaz e criar perigo junto da baliza adversária, marcou um golo e fez a assistência para o outro, prova de que conserva o instinto matador.

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Edição de 03-02-2010
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