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Arquivo: Edição de 18-04-2007

SECÇÃO: Desporto


Leça Balio - Vitória podia ter sorrido a qualquer uma das equipas num jogo bem disputado
Mais um Feliciano dava jeito

AF Porto – I Divisão

Jogo no Estádio Municipal, na Póvoa de Varzim
Árbitro: Paulo Fernandes (AF Porto)

S. Pedro Rates, 2 Leça Balio, 2

S. Pedro Rates: Jonas; Oliveira, Ismael, Pires e Xavier; Quim Ribeiro, Norinha e Citrino; Futre (Kika), Artur e Tozé (Libório)

Leça Balio: André Pinto; Rui André, Abel, Saraiva e Douglas; Lumungi, André, Feliciano e Miguel Ângelo (Arlindo); Ismael (Nuno Madureira) e Félix (Couto).

Ao intervalo: 1-2
Marcadores: Feliciano (6), Artur (7), Félix (30) e Tozé (46)

No excelente Estádio Municipal da Póvoa de Varzim, com todas as condições reunidas para a prática do futebol, encontraram-se duas equipas tranquilas na tabela classificativa onde já não têm nada a perder. Fruto disto, assistiu-se a um jogo aberto com boas oportunidades de golo para cada lado e, talvez por tanto uma equipa como a outra estarem tão perto do golo da vitória, o empate aceita-se.

Início prometedor

O Leça do Balio apresentou-se com alterações significativas no onze inicial que defrontou o Custóias na última jornada, principalmente na defesa onde Nico e Pascoal não puderam dar o seu contributo devido a lesão e dificilmente o poderão fazer nas três últimas jornadas que restam do presente campeonato. Douglas e Rui André preencheram as zonas laterais da defesa e Abel (grande exibição) voltou a ocupar o centro da defesa com o já rotinado Saraiva.
O meio-campo estava entregue ao tridente Feliciano-André-Lumungi e Miguel Ângelo funcionava como falso ala direito, procurando muitas vezes as zonas interiores do terreno. Félix a extremo-esquerdo e Ismael a ponta-de-lança eram os jogadores mais avançados da equipa.

Dois golos num minuto

Os minutos iniciais da partida fizeram logo prever que se iria assistir a uma excelente partida de futebol. O S. Pedro Rates começa melhor, obrigando André a efectuar duas defesas vistosas para canto, respondendo os balienses por intermédio de Douglas que, em excelente posição, permite a defesa do guarda-redes contrário. No entanto, aos seis minutos, após jogada bem trabalhada desde a defesa, Feliciano – aproveitando o excelente passe em profundidade de André – desmarca-se pela direita e perante a saída extemporânea do guardião contrário remata para o fundo das redes. No minuto seguinte, perante a distracção baliense, a equipa poveira efectua um rápido lançamento da linha lateral que permite um cruzamento sem oposição ao segundo poste tendo o jogador poveiro assistido para a entrada da área onde surgiu um colega a fuzilar André.

Vantagem ao intervalo

O jogo entrou, contudo, numa fase morna onde a equipa da casa procurava com mais insistência o golo, mas os matosinhenses com um jogo mais pensado e trabalhado tentavam surpreender a equipa contrária com rápidas desmarcações dos elementos do meio-campo. À passagem da meia-hora, na cobrança de um livre sobre o lado direito, após falta sobre Miguel Ângelo, Douglas assiste Félix que, de cabeça, coloca novamente os balienses em vantagem. O outro Feliciano da equipa – Félix é diminutivo – segue o exemplo do homónimo e, feitas as contas no final, que jeito daria um terceiro Feliciano.

Recomeço com igualdade

A segunda parte começa, praticamente, com o golo da igualdade poveira: cruzamento ao segundo poste, Lumungi parece ser empurrado ao disputar a bola de cabeça, que sobra para um outro adversário completamente solto de marcação que, na ressaca, estoira para o fundo da baliza de André Pinto. Até ao fim, o Leça do Balio apostou no contra-ataque para surpreender o adversário e teve nos pés de Miguel Ângelo, por duas vezes, boas hipóteses de funcionar o marcador. A equipa da casa, apesar de maior domínio territorial, pouco ou nada incomodava a defensiva contrária.

Rui André e o canto do cisne

A última grande oportunidade do jogo seria já perto do fim da partida, na marcação de um livre indirecto dentro da grande área poveira, após o guarda-redes ter segurado com as mãos o atraso do colega de equipa que pareceu com o joelho e, por isso, não punível de acção técnica. Contudo, o remate de Rui André embateu na barreira contrária e o resultado não sofreu mais alterações.
Excelente arbitragem sem qualquer interferência no resultado onde fica apenas a dúvida se o livre indirecto é realmente bem assinalado.

Figura

André Pinto: O guardião baliense só não parou os dois autênticos petardos que resultaram nos golos adversários. No restante, esteve exímio dentro dos postes com algumas defesas de recurso e nas saídas transmitiu sempre tranquilidade e segurança aos colegas da equipa.

AM/SV

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Edição de 10-02-2010
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