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Arquivo: Edição de 28-03-2007

SECÇÃO: Desporto


Leça do Balio - Arbitragem foi a pior das três equipas em campo e penalizou balienses
Contas de outro Rosário

AF Porto – I Divisão

Jogo no Campo do Gulpilhares, em Vila Nova de Gaia
Árbitro: Hugo Madureira (AF Porto)

Gulpilhares, 2 Leça Balio, 0

Gulpilhares: Dinis; Paulo, Oliveira, Gustavo e Soares (Quim); Vilas Boas, Zé, Cristiano e Ricardo (Paulinho); António e Folha (Maciel)

Leça Balio: André; Feliciano, Carlos Eduardo, Saraiva e Pascoal; André, Miguel Ângelo e Félix (Nico); Ismael, Nuno (Arlindo) e Douglas (Nuno Madureira)

Ao intervalo: 1-0
Marcadores: Vilas Boas (44) e Julu (75)

A expressão até é cristã: entende-se por Rosário como o conjunto de 15x10 Avé Marias, e de 15 Pai Nossos que estão inseridos entre cada 10 Avé Marias; para quem reze não se perca na contagem, utiliza-se um fio com contas para visualizar os conjuntos de Avé Marias. Neste encontro, o árbitro acabou por ser «pecador» e penalizou sobremaneira a equipa visitante. O Gulpilhares agradeceu, assume a luta pela subida e começa a fazer… contas de outro Rosário.

Importante para os locais

O Leça do Balio, com o campeonato perfeitamente decidido, numa posição tranquila da tabela classificativa defrontava o Gulpilhares, equipa que assumiu a luta pela subida de divisão e que, depois duma primeira volta com alguns “incidentes” inesperados, entra na última fase da prova com legítimas aspirações de conquistar um lugar na Divisão de Honra do próximo ano e sabia que podia tirar alguns dividendos nesta jornada aproximando-se ainda mais dos lugares cimeiros, já que o segundo e terceiros classificados (Castêlo e Balasar, respectivamente) iriam defrontar-se.

Balienses entram melhores

Porventura, fruto de algum nervosismo, a equipa da casa nos minutos iniciais não se encontrava e os matosinhenses controlavam o jogo a seu bel-prazer com grandes jogadas de envolvência e rápidas transições entre sectores que tinham o condão de manter a bola longe da área defensiva da equipa e, não raras vezes, levar algum perigo à baliza gaiense. Neste período, destaque para Nuno que na cara do guardião adversário esteve a poucos centímetros de desviar a bola para o fundo das redes e das incursões pelo lado direito de Ismael e André que, já dentro da área, não conseguiram dar o melhor seguimento aos lances.

Reacção gaiense

O Leça do Balio não aproveitou o ascendente e, aos poucos, o Gulpilhares foi tomando conta do jogo, subindo as linhas, realizando uma pressão mais alta, não deixando os criativos jogadores balienses pensar o jogo como tanto gostam. Ao mesmo tempo, o árbitro começava a exercer a gritante dualidade de critérios que foi praticada até ao final do encontro, não assinalando faltas claras sobre os jogadores ouro-negros e amarelando meia equipa forasteira por pretensas discussões.

Nulo desfeito à beira do intervalo

O golo acabaria por surgir já perto do final da primeira parte após uma falta muito duvidosa assinalada em zona central já a queimar a linha limite da grande área. O remate de Vilas Boas embate na barreira e sobra, novamente, para a entrada da área onde o jogador gaiense efectua um remate em volley levando a bola a entrar no ângulo mais distante da baliza defendida por André.

Pouco para contar

Na segunda parte, o único lance digno de registo na etapa complementar da partida foi o golo da tranquilidade da equipa da casa que, apanhando a defensiva contrária em contrapé, marcaram o segundo golo após rápida desmarcação de Julu. O Leça do Balio tentava de todas as formas almejar o último reduto adversário, mas os lances revelaram-se infrutíferos. No último período da partida, as discussões com o árbitro eram uma constante o que também não terá ajudado à concentração dos matosinhenses. Jogo bem disputado onde a equipa da arbitragem foi a pior das três.

Figura

Feliciano: O magistral jogador baliense jogou a lateral-direito, numa posição que não é a sua e, mesmo assim, não deixou os seus créditos por “pés alheios”, mostrando-se intransponível no confronto directo e, sempre que possível, saía a jogar com a bola controlada. Ficou provado que as parecenças com Gary Neville não se ficam pelas físicas…

AM/SV

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Edição de 16-06-2010
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